Colegiados debatem criação de nova Universidade Federal em Feira de Santana

A criação de uma nova Universidade Federal em Feira de Santana foi tema nesta segunda-feira (24), no Teatro do Centro de Convenções do Município, de uma audiência pública conjunta das comissões de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa da Bahia e da Câmara Municipal de Feira de Santana. A iniciativa, uma proposição do deputado Robinson … Leia Mais


Bahia vai produzir quatro medicamentos para tratamento de câncer e doenças raras

Bahia vai produzir quatro medicamentos para tratamento de câncer e doenças raras Foto: Fide A Bahia irá fabricar quatro medicamentos biológicos para tratamento oncológico e de doenças raras, através da Bahiafarma (Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico). A aprovação dos projetos e o resultado da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) foram apresentados … Leia Mais




Governo do Estado lança editais para bibliotecas, espaços de memória, arquivos, publicação de livros e pesquisadores

Governo do Estado lança editais para bibliotecas, espaços de memória, arquivos, publicação de livros e pesquisadores Foto: Lucas Rosário – Ascom/Secult-BA A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura é uma oportunidade histórica de estruturar o sistema federativo de financiamento à cultura mediante os repasses da União aos estados, Distrito Federal (DF) e municípios … Leia Mais


Soane Galvão propõe programa para fortalecer marcas próprias de cacau



A cadeia produtiva do cacau baiano poderá ganhar um novo impulso com a criação do Programa Estadual de Incentivo às Marcas Próprias de Cacau (Peimac). Apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o Projeto de Lei da deputada Soane Galvão (PSB) busca enfrentar um paradoxo histórico: apesar de possuir o singular sistema agroflorestal da cabruca, o Estado ainda comercializa a maior parte de sua produção como commodity, abrindo mão de valor agregado.

Soane propõe uma política pública estruturante e fiscalmente responsável, desenhada para transformar o cacau em um ativo de alto valor. O foco é estimular a verticalização da produção e permitir que pequenos e médios produtores criem, ampliem e consolidem marcas próprias de chocolates e derivados, ampliando a presença da Bahia nos mercados nacional e internacional de produtos premium.

A proposta se apoia em três eixos estratégicos: qualidade, sustentabilidade e origem; inovação produtiva e desenvolvimento de marcas; e comercialização e internacionalização. O programa também prioriza iniciativas vinculadas ao sistema de cabruca — modelo que preserva a Mata Atlântica e confere características sensoriais únicas ao fruto — incentivando rastreabilidade, certificação de origem e adoção de boas práticas nas agroindústrias familiares.

Um dos pilares do projeto é a criação do selo estadual “Cacau Bahia – Marca Própria”, identificação facultativa para produtos que cumpram requisitos de qualidade e sustentabilidade. O programa busca ainda integração com Indicações Geográficas (IGs) já existentes e futuras, mirando padrões internacionais como as Denominações de Origem Protegida (DOP) e as Indicações Geográficas Protegidas (IGP).

MODERNIZAÇÃO DA INDÚSTRIA

O Estado também pretende estimular a modernização de pequenas agroindústrias, com ações voltadas ao design de marca, rotulagem e embalagem; inovação tecnológica e desenvolvimento de novos produtos; capacitação empreendedora, incubação e aceleração de negócios; além de marketing digital e inserção em plataformas de comércio eletrônico.

Para ampliar o alcance das marcas baianas, o Peimac prevê apoio a iniciativas de promoção comercial, participação em feiras e missões internacionais e estímulo à formação de clusters e redes de cooperação. O texto também inclui a facilitação do acesso a compras públicas estaduais para produtos certificados.

“Inspirado em modelos internacionais, como programas de desenvolvimento territorial em Portugal, o Peimac foi desenhado com uma governança rigorosa”, afirmou a deputada. O Comitê Gestor será composto por representantes de 11 órgãos e entidades, entre eles secretarias estratégicas, universidades e o setor produtivo.

“Essa composição garante direção estratégica, suporte técnico e, crucialmente, compatibilidade fiscal com a Lei de Responsabilidade Fiscal”, defendeu Soane Galvão. O projeto ainda autoriza a criação do Fundo Estadual de Incentivo às Marcas Próprias de Cacau (Fundo Peimac), a ser instituído com operação responsável, além de prever regimes especiais de estímulo fiscal para os empreendimentos participantes.



Fonte


Centro de Formação em Artes terá debates com atividades formativas no Novembro das Artes Negras


Centro de Formação em Artes terá debates com atividades formativas no Novembro das Artes Negras
Centro de Formação em Artes terá debates com atividades formativas no Novembro das Artes Negras

Celebrando o Mês da Consciência Negra e reafirmando o compromisso da Bahia com a valorização das expressões culturais afro-diaspóricas, o Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/Secult-BA) realizará, de segunda-feira (24) a quarta-feira (26), uma programação especial do Novembro das Artes Negras, projeto que chega à sua 8ª edição como uma das mais importantes ações de visibilização, reconhecimento e fortalecimento da arte negra produzida no estado.

O evento reúne atividades nas linguagens de Literatura, Dança, Teatro, Música, Audiovisual, Artes Visuais e Circo, promovendo intercâmbio entre artistas, estudantes, pesquisadores, mestres e a comunidade. A edição 2025 reforça a convergência entre linguagens e aposta na transversalidade dos saberes e das práticas, com ações que vão de palestras a oficinas, de debates performativos a apresentações artísticas, além de mostras pedagógicas que evidenciam o protagonismo de artistas e educadores negros.

No âmbito do CFA, a programação mobiliza estudantes, professores, gestores, convidados externos e o público geral, destacando o papel do Centro como espaço de formação, experimentação e criação artística. As atividades acontecem na Escola de Dança da Funceb, no Largo Pedro Archanjo e no Espaço Xisto Bahia, com entrada gratuita.

Programação completa:
DANÇA – 24 de novembro | Escola de Dança da Funceb
A abertura do ciclo no CFA traz à cena reflexões e práticas sobre o corpo negro, sua presença e suas narrativas dentro da criação contemporânea.
14h às 15h30 – Oficina: “Oficina de turbantes”
Convidada: Daiana Ribeiro
A atividade aborda o turbante como símbolo identitário, político e ancestral, ensinando técnicas de amarração e compartilhando saberes tradicionais.

15h45 – Apresentação: Barro Mulher
Convidado: Fabiola Nansurê
O trabalho investiga elementos simbólicos da diáspora africana, ressaltando força, memória e feminilidade negra.

TEATRO – 25 de novembro | Escola de Dança da Funceb
O dia dedicado ao teatro traz provocações sobre narrativa, política e educação, evidenciando o teatro negro como um campo de resistência e reinvenção.
09h20 – Palestra: “Narrativas negras: recontar a história pelos nossos olhos”
Convidados: Maíra Azevedo e Zebrinha
Mediação: Thiago Romero
A mesa propõe discutir como artistas negros têm reescrito a história, ampliando perspectivas e fortalecendo discursos de representatividade e ancestralidade.

14h às 15h30 – Oficina: “Teatro negro como ferramenta política educativa”
Convidado: Thiago Almasy
A atividade investiga metodologias e práticas pedagógicas que articulam teatro, política e processos educativos, reforçando o papel do corpo negro como produtor de conhecimento.

15h45 – Espetáculo: “Kaiala”, com Sulivã Bispo
A obra aborda identidades, memórias e espiritualidades afro-brasileiras, unindo dramaturgia, humor e crítica social

18h30 – Mostra Pedagógica 2025.2 do Curso Técnico em Dança – “Cartografias do Corpo”
Local: Espaço Xisto Bahia
A mostra apresenta trabalhos desenvolvidos pelos estudantes do Curso Técnico, trazendo experimentações estéticas que atravessam sensibilidade, pesquisa e expressividade.

MÚSICA – 26 de novembro | Escola de Dança da Funceb, Largo Pedro Archanjo e Xisto Bahia
Encerrando o ciclo, o terceiro dia exalta a potência das vozes negras e os ritmos que estruturam a música afro-brasileira.

09h20 às 12h – Palestra: “Vozes negras e suas lutas através da canção”
Convidados: Tonho Matéria e Aiace Felix
A mesa aborda a canção como ferramenta de denúncia, resistência, construção identitária e reafirmação de ancestralidade.

14h às 15h30 – Oficina: “Percussão afro-brasileira”
Convidado: Zé Ricardo
A oficina investiga ritmos, instrumentos e técnicas percussivas que compõem a musicalidade afro-brasileira, aproximando corpo, memória e sonoridade.

15h45 – Apresentação: Banda Doum
Local: Largo Pedro Archanjo
Show com repertório voltado para sonoridades africanas, afro-baianas e ritmos contemporâneos.

18h30 – Mostra Pedagógica 2025.2 do Curso Técnico em Dança – “Cartografias do Corpo”
Local: Espaço Xisto Bahia
SERVIÇO

8º Novembro das Artes Negras no Centro de Formação em Artes da Funceb
Quando: Dias 24, 25 e 26 de novembro (segunda a quarta)
Onde: Escola de Dança da Funceb, Largo Pedro Archanjo e Espaço Xisto Bahia
Quanto: Entrada gratuita

Fonte: Ascom/Funceb
 


Festival Movaê segue neste sábado (22) com programação dedicada a empreendedorismo negro, literatura, tecnologia e cultura popular


Festival Movaê segue neste sábado (22) com programação dedicada a empreendedorismo negro, literatura, tecnologia e cultura popular
Festival Movaê segue neste sábado (22) com programação dedicada a empreendedorismo negro, literatura, tecnologia e cultura popular

Foto: Joe Macedo

O II Festival Movaê – Empreendedorismo Negro, Inovação e Economia Criativa segue neste sábado (22) com uma programação  que ocupa as praças Pedro Archanjo, Quincas Berro D’Água e Tereza Batista, no Pelourinho. Os destaques do dia incluem debates sobre economia global, painéis literários, lançamentos de livros, performances artísticas, tecnologia, economia solidária, shows e atividades dedicadas a pensar o presente e o futuro da produção negra baiana.

O Festival, que é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) tem  parceria com as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia, Inovação (Secti), de Cultura (Secult) e de Trabalho,  Emprego e Esporte  (Setre), além do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento conta com o patrocínio da Secretaria de Turismo (Setur) e da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). O festival faz parte da agenda do Novembro Negro Bahia 2025.

A titular da Sepromi, Ângela Guimarães, destacou o significado de iniciar a segunda edição do festival reunindo tantas linguagens, ideias e trajetórias que movimentam a economia negra no estado.“Estamos muito felizes por realizar, pelo segundo ano consecutivo, um festival que coloca no centro as experiências de empreendedorismo negro em diversas áreas. Aqui, a juventude negra que produz pesquisa científica, inovação e tecnologia se encontra com empreendedores atendidos por políticas públicas do Governo do Estado.”

Segundo a secretária, o Movaê se firma como um ponto de encontro essencial para reconhecimento, fortalecimento e expansão das iniciativas negras. Ela ressaltou também que o festival é um espaço estratégico para apresentar o que o Governo da Bahia tem feito para apoiar quem empreende. A expectativa da Sepromi é que cada vez mais grupos produtivos, associações e cooperativas acessem essas políticas e conquistem sustentabilidade. “Queremos garantir que mais pessoas possam acessar essas iniciativas e desenvolver seus negócios criativos, expandindo seus territórios de atuação”, ressaltou a secretária.

Ao falar sobre o caráter simbólico da data, a secretaria Ângela Guimarães lembrou que o festival acontece sempre logo após o Dia da Consciência Negra, reforçando seu papel de reparação histórica. Ela também destacou a troca intergeracional que marca a programação do dia.

“Hoje é um dia especial para o empreendedorismo negro e para a economia criativa. Vamos ter um espaço de diálogo com grandes atrizes negras de várias gerações, que compartilham trajetórias, desafios, caminhos e aprendizados, contribuições que também orientam políticas públicas e tornam o caminho menos difícil para as próximas gerações”, destacou.

Primeiro dia do Movaê

O festival teve início às 14h, com o cortejo do bloco Os Negões, comandado por Paulinho e Luma Nascimento. A caminhada, que saiu do Terreiro de Jesus e seguiu pelas ruas do Centro Histórico, reuniu público, artistas, empreendedores e lideranças do Estado.

Após o cortejo, teve início as atividades de debates, performances, tecnologia, capoeira, cinema e música. A programação reforçou a potência da produção negra baiana nas artes, na ciência, nos negócios, na cultura e na política.

O poeta Sandro Sussuarana, do Sarau da Onça, falou sobre sua participação pelo segundo ano consecutivo no Festival Movaê, destacando o papel transformador do evento para as juventudes negras. “É uma satisfação enorme estar aqui novamente. Desde a primeira edição eu participo e fico muito feliz pelo convite, por poder trazer a minha voz que não representa só a mim, mas a toda a minha comunidade. Nosso território é potência, e momentos como este mostram o trabalho que fazemos, nossa vida e, sobretudo, nossos jovens negros vivos, falando, se posicionando e ocupando espaço”, afirmou.

O artista ressaltou ainda a importância política do festival. “Estamos aqui para contribuir com o fortalecimento das nossas lutas e no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e a todas as formas de opressão. Participar de um evento com uma grade tão grande, com tantas pessoas que também estão na caminhada contra o racismo, é motivo de muita alegria”.

Abrindo os debates da tarde, o Painel Audiovisual Negro destacou a importância estratégica das políticas públicas de fomento, da formação técnica e da construção de redes para ampliar a presença negra em todas as etapas do cinema brasileiro. Participaram representantes da APAN, Casa do Cinema Negro Baiano, Sujeito Filmes, Bahia Filmes, além do ator e dramaturgo Aldri Anunciação. Instituições como MTE, FINEP, SETRE, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, MCTI e CCBB também compuseram o diálogo, reforçando a urgência de estruturas de financiamento e circulação para o audiovisual negro.

O segundo painel Empreendedorismo Criativo – Protagonismo Feminino, reuniu trajetórias de mulheres que vêm abrindo caminhos e consolidando novos paradigmas de criação e economia. Tia Má – Maíra Azevedo, Rejane Maia, Val Conceição e Isabel Fillardis, mediadas por Val Benvindo, compartilharam percursos, desafios e estratégias para fortalecer negócios liderados por mulheres negras.

Durante sua participação Tia Má destacou a importância das referências femininas negras na sua trajetória e no seu próprio modo de empreender. “Para falar da minha capacidade de empreender, eu preciso falar de quem veio antes de mim. É importante dizer isso quando falamos de empreendedorismo, porque nossas histórias começam muito antes de virarmos profissionais reconhecidas.” 

Ela também ressaltou como o empreendedorismo feminino negro é marcado pela multiplicidade de funções e pela necessidade constante de criar, se organizar e se reinventar. “A nós, mulheres negras, sempre coube fazer muito com pouco. Nunca tivemos tudo pronto; sempre tivemos que construir, imaginar e fazer acontecer. Eu entendi que sou o meu próprio produto. Eu me produzo, faço meu espetáculo, escrevo meu livro, penso minha palestra. Ofertar algo ao público é também uma forma de devolver tudo o que recebi das minhas referências.”

Em seguida, a comediante Magali Moraes apresentou um stand-up de humor preto atravessado por crítica social, cotidiano e identidade. A tarde começou com a oficina de capoeira, destacando a capoeira como tecnologia ancestral, ferramenta de educação, saúde e empreendedorismo. A atividade foi conduzida por Alan Matéria e Alline, reunindo público diverso.

Com Nina Silva, Mario Nelson, Jaqueline Oliveira e Zaza Sousa, mediado por Rosângela Gonçalves, o painel discutiu crédito, profissionalização, ecossistemas de inovação e estratégias para fortalecer a economia negra no país.

Com  a exibição do filme Zumbi dos Palmares de Carlos Pronzato, que trouxe ao Pelourinho uma narrativa histórica sobre resistência, memória e luta da população negra. A Praça Tereza Batista trouxe a potência intelectual da juventude negra na produção tecnológica e científica da Bahia. Estudantes apresentaram projetos sobre saúde, inclusão e tecnologia, com destaques para pesquisas sobre doença falciforme, neurodiversidade (Autismo Fora da Caixa), mão robótica e labirinto cerebral. Empreendedores de iniciativas como Lei da Marias, PEM do Brasil, Acelera ESG, HEY PEOPLE e Educhat+, com mediação de Sócrates Santana, discutiram soluções tecnológicas criadas por pessoas negras e estratégias de expansão de impacto.

Encerrando as atividades da Praça Pedro Archanjo, o grupo Samba Ohana subiu ao palco às 19h30 e recebeu o mestre Nelson Rufino para uma apresentação vibrante que celebrou o samba baiano e abriu a noite de festa no Pelourinho. O festival segue até domingo (23), ocupando as praças Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água, reunindo iniciativas que movimentam arte, tecnologia, inovação e geração de renda na Bahia.

Fonte: Ascom/Sepromi


Governo da Bahia institui comitê de monitoramento de operações de segurança pública para aperfeiçoar trabalho policial


Governo da Bahia institui comitê de monitoramento de operações de segurança pública para aperfeiçoar trabalho policial
Governo da Bahia institui comitê de monitoramento de operações de segurança pública para aperfeiçoar trabalho policial

Foto: Matheus Landim /GOVBA

A política de segurança pública da Bahia passou a contar com um novo instrumento de controle e qualificação da atividade policial: o Comitê de Monitoramento de Mortes por Intervenção Legal de Agentes do Estado (Milae). A estrutura integra o Plano de Atuação Qualificada dos Agentes do Estado e terá a função de monitorar e acompanhar ações voltadas ao aperfeiçoamento do trabalho policial dentro do programa Bahia Pela Paz. O comitê foi oficialmente instituído nesta quarta-feira (19), durante cerimônia no Quartel dos Aflitos, em Salvador.

Composto por representantes da Corregedoria-geral, da Ouvidoria e da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP), representantes das Polícias Militar e Civil da Bahia e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), o Comitê atuará como mecanismo permanente de monitoramento, análise e prevenção de mortes decorrentes de intervenções de agentes públicos, fortalecendo práticas de transparência, controle e direitos humanos na segurança pública baiana.

“Esse é mais um aprimoramento do trabalho da segurança pública, para garantir a qualificação da atuação da polícia em nosso estado. É importante estarmos juntos, Estado, Legislativo e Judiciário, na aplicação das leis para que possamos combater a violência na Bahia. É importante destacar que no conjunto de ações que o Governo tem realizado na área da segurança pública, que visa a prevenção da violência, estão incluídas ações e políticas públicas de caráter social, cultural, de esporte, e de emprego e renda”, enfatizou o governador.

O comitê foi articulado em reuniões do Bahia Pela Paz, com a participação também das instituições dos Poderes Judiciário e Legislativo, e vai monitorar o treinamento do efetivo policial para uso de equipamentos não letais, além de promover o acompanhamento psicológico de policiais envolvidos repetidamente em confrontos; e fiscalizar os inquéritos sobre mortes em operações, visando aumentar as taxas de conclusão dos processos abertos.

Secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner explicou que as ações modernizam o trabalho dos agentes e dão mais segurança para policiais e sociedade civil durante as operações. “É um comitê que fortalece a nossa criminalística, que entende a importância da investigação no processo penal, de uma investigação qualificada e é isso que estamos buscando”, reforçou. Para o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Antônio Carlos da Silva Magalhães, o plano ajuda no controle das ações e valoriza o trabalho da tropa. “Esse plano direciona o trabalho, nos ajuda no controle das ações, e também valoriza o policial”, complementou o comandante.

As diretrizes são parte do Plano de Atuação Qualificada dos Agentes do Estado, apresentado no último dia 21 de outubro pelo governo baiano. O objetivo é reduzir o número de mortes decorrentes da atuação policial a cada semestre nos próximos dois anos. “É muito importante que a polícia possa ter um trabalho cada vez mais efetivo e adequado aos princípios legais, e, hoje, mais instrumentos estão sendo ofertados para aprimorar esse trabalho”, comentou o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas.
Mais ações

Durante o evento, também foi sancionada a lei que reorganiza a divisão territorial da segurança pública na Bahia, agrupando territorialmente uma ou mais Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP), com o intuito de melhorar os resultados das apurações, os indicadores de controle de criminalidade e as metas estabelecidas pela SSP, alterando também a produção de dados por região na Bahia. Junto à sanção, foi apresentado um novo código de ética e disciplina dos militares. O novo código será discutido pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para posterior publicação.

Outros decretos de nº 17.817 /17 e nº 13.651/12 foram assinados, redefinindo responsabilidades das forças de segurança e acrescentando novas Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) no Centro-Norte, Litoral Norte e Médio Rio de Contas, como parte da reestruturação regional da Polícia Militar no interior do estado.

Repórter: Milena Fahel/GOVBA


Jerônimo Rodrigues anuncia pacote de iniciativas para a população negra durante homenagem ao centenário de Mãe Stella de Oxóssi


Jerônimo Rodrigues anuncia pacote de iniciativas para a população negra durante homenagem ao centenário de Mãe Stella de Oxóssi
Jerônimo Rodrigues anuncia pacote de iniciativas para a população negra durante homenagem ao centenário de Mãe Stella de Oxóssi

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Durante a realização do concerto “Meu Tempo é Agora”, uma homenagem ao centenário de Mãe Stella de Oxóssi — uma das mais importantes lideranças religiosas, culturais e intelectuais do país — o governador Jerônimo Rodrigues anunciou, novas iniciativas da gestão estadual voltadas ao fortalecimento das políticas de igualdade racial, inclusão social e desenvolvimento dos territórios quilombolas. O evento aconteceu na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, nesta quarta-feira (19), com show da Orquestra Afrosinfônica e participação de Mariene de Castro, Lazzo Matumbi, Gerônimo Santana, Filhos de Gandhy e Bando de Teatro Olodum.

As ações estratégicas integram a programação do Novembro Negro Bahia, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e pela Secretaria do Turismo (Setur-BA).  “Hoje é um dia simbólico. Iniciamos o dia entregando o Coletivo Bahia pela Paz, inaugurando o restaurante popular Alaide do Feijão, em um bairro negro, a Liberdade. Depois anunciamos R$ 70 milhões para o movimento cultural. Agora aqui, reuni o secretariado para anúncios que mostram o nosso compromisso com representações do povo preto, das comunidades tradicionais, quilombolas, mostrando que a Bahia simboliza a resistência e o antirracismo”, afirmou o governador.

Destaque para a ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – modalidade Quilombola, que receberá um incremento de R$ 2 milhões, com o objetivo de garantir geração de renda e acesso a alimentos saudáveis para famílias atendidas pela política de segurança alimentar. De acordo com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, “a medida vai beneficiar mais de 300 produtores e possibilitar a compra de produtos da agricultura familiar baiana, com doação simultânea a entidades da rede socioassistencial, tendo como público prioritário a população em situação de vulnerabilidade social, assentados e povos e comunidades tradicionais”.

Além do reforço ao PAA Quilombola, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) vai lançar, na próxima segunda-feira (24), o Edital de Chamada Pública “Bahia que Produz e Alimenta Quilombos da Bahia”, fortalecendo a produção rural e a autonomia dos territórios quilombolas. A iniciativa vai chegar aos 27 Territórios de Identidade da Bahia e apoiar 35 projetos, beneficiando quatro mil famílias, através de um investimento de R$ 12,2 milhões. “É um edital que simboliza a valorização da identidade, a inclusão socioprodutiva no campo e nas comunidades tradicionais, oportunizando essas comunidades a escrever os seus próprios projetos e transformá-los em políticas públicas”, enfatizou o presidente da CAR, Jeandro Ribeiro.

Preservação da identidade, cultura, saúde e inclusão digital

Outras iniciativas foram autorizadas por Jerônimo Rodrigues, como o Termo de Colaboração entre a Sepromi e a Associação Afoxés Filhos de Gandhy, no âmbito do Edital Caravanas MOVAÊ – Empreendedorismo Negro, em parceria com o Programa Bahia pela Paz; a abertura oficial da Casa das Matriarcas “Mãe Stella de Oxóssi”, no Pelourinho, em Salvador, como um novo espaço dedicado à preservação da memória, das artes e da ancestralidade feminina, que iniciará as suas atividades em 27 de novembro; e o lançamento do Programa Conecta Bahia para Quilombos e Povos Originários, iniciativa que vai ampliar o acesso à tecnologia e à inclusão digital em comunidades tradicionais.

“São ações para promover a igualdade racial e combater a desigualdade, celebrando os 18 anos da nossa secretaria. Anúncios com foco em trabalho, emprego e renda, segurança alimentar, saúde, cultura, educação, que visam fortalecer as políticas de promoção da igualdade racial e contam com a participação de diversas secretarias e órgãos do governo, além do apoio de movimentos sociais e religiosos da população negra”, enfatizou Ângela Guimarães, secretária da Sepromi.

O governador também assinou o projeto de lei que fica instituída a alteração de nome da atual Praça das Artes, Cultura e Memória, situada no Pelourinho, em Salvador, para Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, em referência ao ativista, criador do samba-reggae e fundador do Olodum e da banda Didá.

Uma união entre a Secretaria da Saúde (Sesab), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) promoveu o lançamento da 4ª edição do edital de apoio à pesquisa científica, tecnológica e de inovação voltada para doenças e agravos que afetam majoritariamente a população negra, com ênfase em Doença Falciforme e nos impactos do racismo estrutural na saúde.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA