Galo lamenta falecimento de Luis Carlos Lamego Vieira

O deputado Marcelino Galo (PT) protocolou moção de pesar, na Casa Legislativa, lamentando o falecimento do publicitário e militante baiano Luis Carlos Lamego Vieira. O petista manifestou condolências à família, amigos e companheiros de militância. No documento, o parlamentar elogiou a trajetória de vida de Lamego, nascido em 1945, no Bairro da Liberdade, em Salvador, … Leia Mais


Governador participa de sessão especial do filme Malês durante o Novembro Negro

Governador participa de sessão especial do filme Malês durante o Novembro Negro Foto: Wuiga Rubini/GOVBA Como parte da programação do Novembro Negro, o Governo do Estado promoveu, nesta quarta-feira (12), uma sessão especial de cinema com exibição do longa-metragem Malês, dirigido e protagonizado por Antônio Pitanga, e estrelado por Rocco e Camila Pitanga. Realizado no … Leia Mais


Bahia realiza abertura do Seminário Estadual Bolsa Família em Ação

Bahia realiza abertura do Seminário Estadual Bolsa Família em Ação Foto: Douglas Amaral/Ascom SEC Com o propósito de fortalecer a integração entre as áreas de educação, saúde e assistência social, além de aprimorar o acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família (PBF), foi aberta, nesta quarta-feira (12), no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador, a programação … Leia Mais


Acordo de lideranças possibilita aprovação de 15 proposições

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, por acordo entre as lideranças da Maioria e da Minoria, nesta terça-feira (11), 15 proposições, sendo dois projetos oriundos do Executivo; 12 propostas da lavra de parlamentares; além de uma matéria do Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA). A sessão foi marcada pelo retorno da presidente da … Leia Mais


Jornalistas elegem os destaques no Parlamento em 2025

Através de votação secreta realizada na tarde desta terça-feira (11), os jornalistas credenciados no Comitê de Imprensa Edson Alves elegeram a presidente da Assembleia Ivana Bastos e os deputados Marcinho Oliveira (PRD), Tiago Correia (PSDB) e Fabíola Mansur (PSB) como destaques parlamentares de 2025. Em outro escrutínio, os deputados baianos elegeram os jornalistas de veículos … Leia Mais


Reunião do Grupo Intersetorial Quilombola reúne secretarias e lideranças em Salvador


Reunião do Grupo Intersetorial Quilombola reúne secretarias e lideranças em Salvador
Reunião do Grupo Intersetorial Quilombola reúne secretarias e lideranças em Salvador

Foto: Erlon Souza/Sepromi

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) promoveu, nesta quarta-feira (12), a primeira reunião do Grupo Intersetorial Quilombola (GIQ) de 2025, realizada no Hotel Praia Mar, no bairro da Pituba, em Salvador. O encontro marcou a retomada das atividades do colegiado, que passa a contar com nova composição e um papel estratégico no fortalecimento das políticas públicas voltadas às comunidades quilombolas da Bahia.
Instituído pelo Decreto Estadual nº 11.850, de 23 de novembro de 2009, o GIQ é uma instância de gestão responsável pela elaboração, execução e monitoramento dos Planos de Desenvolvimento Social, Econômico e Ambiental Sustentáveis previstos na Política Estadual para Comunidades Remanescentes de Quilombos. Sob coordenação da Sepromi, o grupo reúne representantes de 22 secretarias e órgãos do Governo do Estado, ampliando o caráter intersetorial e a integração das ações de promoção da igualdade racial.
A nova composição do GIQ foi nomeada pelo governador Jerônimo Rodrigues, conforme publicação no Diário Oficial do Estado de 14 de outubro de 2025, reafirmando o compromisso do Governo da Bahia com o desenvolvimento sustentável e a garantia de direitos das comunidades quilombolas.
A programação do encontro incluiu uma mesa de abertura com a participação da secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, da coordenadora do Núcleo de Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Andreia Macedo, do diretor-geral da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Alexandre Simões, da representante do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Daiane de Paula Ciriaco, além de lideranças quilombolas, que compartilharam experiências e perspectivas sobre os desafios enfrentados pelos territórios.
Durante o evento, foram apresentados os dados do Censo Quilombola 2022, do IBGE, um panorama das ações governamentais em comunidades quilombolas, a síntese das iniciativas executadas pelo Estado nos exercícios de 2023 e 2024, e o escopo preliminar do Programa Bahia Mais Quilombola, que está em fase de formulação.
Além das exposições técnicas, o encontro contou com um espaço dedicado às manifestações das lideranças quilombolas e com a definição de encaminhamentos voltados ao planejamento das ações do biênio 2025–2027.

Para a secretária Ângela Guimarães, o momento representa um passo importante na consolidação da política de promoção da igualdade racial na Bahia. “O GIQ é um instrumento fundamental de articulação entre o governo e as comunidades quilombolas. A presença de 22 secretarias nesse colegiado demonstra o compromisso do Estado com a construção de políticas integradas, sustentáveis e participativas”, destacou.

Com a retomada das atividades do GIQ, o Governo da Bahia reforça o compromisso histórico com a valorização da ancestralidade africana, o fortalecimento das comunidades tradicionais e a promoção de um modelo de desenvolvimento que une justiça social, equidade e sustentabilidade.

Fonte: Ascom/Sepromi


Tiago Correia se congratula com povo do município de Vitória da Conquista



O deputado Tiago Correia (PSDB) registrou, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma moção de congratulação ao município de Vitória da Conquista que completou 185 anos de emancipação política e econômica, no último dia 9 de novembro. Situada a 510 km de Salvador, a segunda maior cidade do interior possui cerca de 400 mil habitantes. É considerada a capital da Região Sudoeste, em uma área que abrange 80 cidades baianas e mais 16 municípios localizados no Norte de Minas Gerais. Vitória da Conquista faz limite com os municípios de Anagé, Barra do Choça, Cândido Sales, Itambé, Encruzilhada, Ribeirão do Largo, Planalto e Belo Campo.

Sobre a luta pela emancipação, o tucano conta que o Arraiá da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português João Gonçalves da Costa, que só conseguiu a elevação para vila e freguesia em 1840. No entanto, escreve o legislador, a conquista da autonomia administrativa só veio em dezembro de 1943, através da Lei Estadual 141, com o município passando a ser denominado de Vitória da Conquista.

No documento em homenagem à terra em que nasceu, o líder da Bancada da Oposição na ALBA destacou a privilegiada localização da cidade, às margens da BR-116, a famosa Rio-Bahia, e a estrada Ilhéus-Lapa, que promoveram a integração com outras importantes regiões da Bahia e do Brasil.

Tiago falou ainda a respeito do incremento da cultura agrícola, por volta de 1975, e ressaltou a ampliação da oferta de serviços nas áreas de educação, saúde e comércio, contribuindo para o desenvolvimento de Vitória da Conquista, já no final dos anos 1980.

O comércio forte e dinâmico de Conquista, que conta com muitas empresas, shoppings, lojas e escritórios, também mereceu destaque na moção de aplausos do deputado. “O pujante comércio de Vitória da Conquista traz influência direta para cerca de 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os 100 maiores centros urbanos do Brasil. Viva Vitória da Conquista pelos 185 anos de sua emancipação!”, saudou o deputado Tiago Correia.



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MAB discute novo projeto museológico que reposiciona o papel do museu na contemporaneidade


MAB discute novo projeto museológico que reposiciona o papel do museu na contemporaneidade
MAB discute novo projeto museológico que reposiciona o papel do museu na contemporaneidade

Foto: Thales Albieri/MAB

O Museu de Arte da Bahia (MAB), sob gestão do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), deu início na terça-feira (11) ao seminário “Releituras e Reflexões sobre o Acervo do MAB”, dedicado à discussão do novo projeto museológico da instituição. A iniciativa propõe repensar a função do museu na contemporaneidade, reforçando seu papel como espaço de conhecimento, criação e diálogo com a sociedade.

Realizado pela Trevo Produções, em parceria com o MAB e o IPAC, o projeto foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA), com recursos do Ministério da Cultura, Governo Federal.

O seminário, que segue até sábado (15), reúne especialistas, pesquisadores e o público interessado em discutir novas perspectivas sobre acervos, curadoria e práticas museológicas. A programação inclui palestras, oficinas, feiras culturais e rodas de conversa, reforçando a ideia do museu como um espaço vivo, participativo e em constante transformação.

A abertura foi marcada por debates sobre tratamento do acervo e propostas expográficas, etapas fundamentais na elaboração do novo Plano Museológico do MAB, documento que orientará as ações estratégicas da instituição nos próximos anos. Durante a mesa inicial, a museóloga Simone Trindade, do Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, destacou que o planejamento museológico é “instrumento essencial para a preservação da memória, a ampliação do acesso público e a qualificação da gestão dos acervos”.

O diretor do MAB, Pola Ribeiro, ressaltou a importância da participação coletiva na construção do novo plano museológico. “É o momento de o museu estabelecer suas diretrizes, construindo um mapa a partir da escuta da sociedade, de técnicos, museólogos, historiadores, artistas, da comunidade que frequenta e também da que não frequenta. É um processo de reflexão sobre o futuro do MAB e sobre como ele pode continuar relevante e transformador”, afirmou.

Acervo do MAB e expansão museológica

Na sequência, as museólogas Celene Souza e Renata Alencar, junto à professora titular do curso de Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Joseania Freitas, conduziram a palestra “O Museu de Arte da Bahia e suas coleções – visão geral”, abordando a diversidade do acervo e os desafios da conservação patrimonial.

A museóloga Renata Alencar destacou o processo de incorporação do acervo do antigo Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica ao MAB, inicialmente visto com cautela, mas posteriormente reconhecido como uma ação estratégica e enriquecedora.

“O Museu Udo se aliou ao MAB e ganhou muito com isso, ocupando novos espaços, com maior visibilidade e atenção do público nas oficinas e nas doações de acervo. Hoje toda a reserva técnica está ampliada e o acervo reunido em um só lugar”, observou.

Com cerca de seis mil peças, entre azulejos, painéis, moldes e cerâmicas, esse acervo passou a integrar o processo de requalificação e expansão do MAB. Inspirado por esse conjunto, o MAB está implantando um novo anexo dedicado às oficinas de cerâmica e azulejaria, que resgatam a tradição artesanal baiana e a aproximam do público por meio de experiências educativas e contemporâneas.

Com o projeto Reimaginando o MAB, o Museu de Arte da Bahia reafirma sua vocação como guardião da memória e laboratório de ideias, propondo uma nova forma de relação entre o patrimônio, o público e a cultura baiana, um museu que não apenas preserva, mas se reinventa junto com a sociedade.


Audiência na ALBA discute avanço do diabetes e desafios na prevenção



A epidemia silenciosa do diabetes foi tema de debate na manhã desta terça-feira (11), em audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Proposto pelo deputado José de Arimateia (Republicanos) e promovido pela Comissão de Saúde e Saneamento, o encontro reuniu especialistas e profissionais de saúde que chamaram atenção para o avanço da doença e seus impactos crescentes sobre o sistema público. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Alex da Piatã (PSD), também participou da audiência.

A palestra principal foi conduzida pela diretora e fundadora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Reine Marie Chaves Fonseca, que citou o “Novembro Azul”, mês de conscientização sobre o diabetes, criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes e reconhecido oficialmente pela ONU em 2006. “O Novembro Azul é, originalmente, o mês do diabetes, e não da próstata, como muitos pensam”, destacou a médica, ao lembrar que o dia 14 de novembro celebra o nascimento de Frederick Banting, descobridor da insulina.

Reine explicou que o Cedeba intensifica, durante todo o mês, ações educativas e de mobilização social com o objetivo de alertar a população sobre hábitos saudáveis e a importância do diagnóstico precoce. O tema deste ano, “Diabetes e bem-estar no trabalho”, busca conscientizar sobre os direitos das pessoas com diabetes e a necessidade de ambientes laborais que favoreçam o autocuidado.

Em entrevista ao final do evento, Arimateia ressaltou a importância do debate e a urgência de ações efetivas. “Foi muito importante ouvir as explanações dos profissionais que estiveram aqui. Precisamos fazer alguns encaminhamentos, como a ampliação do Cedeba e do Cepred (Centro de Prevenção e Reabilitação de Deficiências), que são instituições que atendem pacientes com diabetes. Além disso, é fundamental conscientizar a população nas escolas, com políticas de prevenção e campanhas de informação”, afirmou.

Durante sua apresentação, Reine Fonseca ressaltou o crescimento alarmante da doença no Brasil e no mundo. “Já temos um em cada 10 adultos com diabetes e um em cada três acima dos 65 anos. Estima-se que entre 16 e 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, e cerca de 32% não sabem que são diabéticos”, afirmou. O país, acrescentou, ocupa hoje a sexta posição mundial em número de pessoas com diabetes.

Ela alertou ainda para o aumento dos casos de pré-diabetes, condição que pode atingir até 17% da população adulta e evoluir rapidamente para a forma crônica da doença. “A progressão do pré-diabetes para o diabetes é de 5 a 10% ao ano. Em cinco anos, metade dos pacientes desenvolve a doença”, explicou. Os impactos sobre a saúde pública são expressivos. “O diabetes é a quarta causa de morte precoce no país e a principal causa de amputações de membros inferiores e de cegueira. Também responde por grande parte dos casos de insuficiência renal e diálise”.

A diretora do Cedeba destacou, no entanto, que a prevenção é possível e deve ser prioridade nas políticas públicas. “Temos a oportunidade de atuar antes da doença, com estímulo à alimentação saudável e atividade física, e também de prevenir complicações quando o diagnóstico já foi feito”, defendeu.

Reine também detalhou a trajetória e o papel do Cedeba, fundado em 1994 e referência estadual no atendimento a pacientes com diabetes e doenças endócrinas. “Começamos no Hospital Roberto Santos, depois fomos para o Rio Vermelho e hoje estamos sediados no Centro de Atenção à Saúde (CAS). São 31 anos de trabalho ininterrupto, sempre com foco técnico e sem interferência política”, afirmou, lembrando o apoio decisivo do senador Otto Alencar (PSD) na criação do centro.

Atualmente, o Cedeba realiza cerca de 8 mil consultas mensais, oferece 35 medicamentos para 20 patologias endócrinas e mantém uma estrutura multiprofissional com médicos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes sociais. O centro também coordena programas de educação em saúde, caravanas temáticas, teleconsultorias, capacitação de profissionais da atenção básica e ações de ensino e pesquisa que formam especialistas para todo o país.

“O Cedeba é hoje a segunda residência mais procurada do Brasil na formação de endocrinologistas e referência também em programas multiprofissionais”, destacou. Ela informou que o centro já capacitou quase 100% dos municípios baianos em ações de prevenção e tratamento do diabetes, em parceria com a Escola Estadual de Saúde Pública.

AÇÕES E DESAFIOS EM SALVADOR

Representando a Prefeitura de Salvador, a enfermeira Manuela Maciel Souza, do campo de doenças crônicas não transmissíveis, ressaltou os desafios da gestão municipal no enfrentamento do diabetes e de outras doenças associadas. “É um grande desafio trabalhar com diabetes por conta de como a sociedade está estruturada. Para prevenir, precisamos enfrentar o sobrepeso, a obesidade e garantir acesso à alimentação saudável”, afirmou.

Segundo ela, os inquéritos de vigilância apontam que a população tem consumido cada vez mais alimentos ultraprocessados, enquanto o consumo de frutas, verduras e hortaliças vem caindo. “Nossa população também está se exercitando menos. Precisamos fortalecer a atenção primária e ampliar o acesso à educação e à alimentação saudável”, completou.

Manuela enfatizou a importância de analisar os indicadores sob o recorte de raça, cor e classe social, pois as desigualdades influenciam fortemente o acesso ao cuidado. “As pessoas pretas e pardas são as que mais adoecem e morrem. Cerca de 80% dos casos graves estão entre essa população. Precisamos discutir o racismo como determinante social da saúde e enfrentar as desigualdades que afetam o acesso à educação e à renda”, pontuou.

O PÉ DIABÉTICO

A enfermeira Marines Marques, especialista em lesões de pele e feridas complexas, também participou da audiência e reforçou a urgência de implantar uma política nacional de tratamento de feridas complexas e pé diabético. Segundo ela, essa política começou a ser discutida há seis anos e avançou em 2019, com a Portaria nº 51 da Secretaria da Saúde da Bahia, que definiu critérios de adesão dos municípios à linha de cuidado das pessoas com feridas complexas, mas ainda precisa avançar muito.

“A maioria dos pacientes com diabetes que são internados chega ao hospital por infecção, sepse ou descompensação da doença. Mas a porta de entrada quase sempre é uma lesão. Muitos têm dificuldade de enxergar por causa da retinopatia diabética e acabam se ferindo sem perceber. Um simples corte no pé pode evoluir para uma amputação”, relatou.

Marines destacou que o tratamento desses pacientes é caro e prolongado. “Um paciente diabético com lesão de pele pode ficar de 25 a 35 dias internado, e o custo de um leito hospitalar de UTI pode chegar a R$ 2.700 por dia. E muitas vezes ele precisa de antibióticos de uso sistêmico, internação em UTI e, em grande parte dos casos, passa por amputação”, lamentou.

Para a enfermeira, o problema poderia ser reduzido com salas de avaliação do pé diabético em policlínicas e unidades básicas. “Isso está previsto em portaria, mas ainda não foi implantado. Cada centro de referência deveria ter equipe multiprofissional, com enfermeiro, cirurgião vascular e endocrinologista, o que reduziria muito o número de internações e amputações”, afirmou.

Marines apontou o subfinanciamento da atenção básica como um dos maiores entraves para o avanço das políticas públicas. “As unidades de saúde muitas vezes têm apenas o básico para curativos, como iodo e pomadas. Como usar alta tecnologia na cicatrização sem recursos? É por isso que defendemos uma política nacional com verba própria”, argumentou.

Ao final do encontro, José de Arimateia apresentou uma série de encaminhamentos. Um deles foi transformar em indicação a proposta da diretora do Cedeba de criação do selo “Hospital Amigo do Diabetes”, que pretende reconhecer as unidades de saúde que se destaquem pela capacitação das equipes e pela adoção de protocolos de atendimento qualificado a pacientes diabéticos. Outra proposta que será transformada em indicação pelo deputado é a ampliação do Cedeba. O objetivo é expandir a capacidade de atendimento e descentralizar os serviços.



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Colegiado luta pela criação da Casa dos Artistas na Bahia



A criação da Casa dos Artistas nos 27 territórios de identidade foi o tema central da audiência pública realizada no âmbito da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) na manhã desta terça-feira (11). Proponente do encontro, o deputado Hilton Coelho (Psol) enfatizou que, apesar de a Bahia ser um estado de grande afirmação cultural, carece de um olhar digno para seus artistas, especialmente na velhice. Ele destacou que a situação de vulnerabilidade impõe a necessidade da construção de soluções para o amparo da classe artística.

“O objetivo dessa audiência é dar musculatura e insumos a um movimento que exigirá luta para se concretizar. O nosso projeto busca um espaço digno, sofisticado e com forte significado cultural e ético para os artistas. Não será um depósito de artistas idosos. Será um lugar de acolhimento”, frisou Hilton.

Conforme explicou o legislador, a matéria foi pautada em um movimento social iniciado por artistas, a partir do caso envolvendo o cantor, compositor e berimbalista baiano, Lourival Santos Araújo, conhecido como Mestre Lourimbau, que, entregue à própria sorte, foi sequestrado e permaneceu em cárcere privado, até ser resgatado em janeiro de 2024. A chegada de Mestre Lourimbau na audiência pública desta terça, inclusive, representou um ponto alto do encontro, sendo ele recepcionado por aplausos.

Integrante da mesa, o agroflorestor, escritor, compositor, berimbalista e gestor ambiental, Cláudio Deiró, ressaltou que a vulnerabilidade experimentada por Mestre Lourimbau afeta a vida de muitos outros artistas. Para Deiró, o Poder Público precisa assumir a responsabilidade de garantir dignidade para quem contribuiu para o fortalecimento cultural da Bahia.

“A gente precisa das autoridades, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Congresso Nacional, para que a gente possa conseguir realizar esse projeto chamado Casa dos Artistas da Bahia. A ideia é que esse projeto possa contemplar os diversos lourimbaus que existem por aí”, opinou.

Os deputados Robinson Almeida e Olívia Santana (PC do B), integrantes da Comissão de Educação, reafirmaram o apoio à pauta. A presidente do colegiado sugeriu a realização de uma audiência pública com o governador Jerônimo Rodrigues, para ampliar os debates. “A sociedade brasileira não valoriza os idosos, temos uma sociedade extremamente etarista, anti-idosos, e ao mesmo tempo, nós estamos tendo essa conquista de envelhecer. A Casa dos Artistas não é um ato de caridade. A Casa dos Artistas precisa ser uma política pública para garantir dignidade para todos os artistas. O governador tem demonstrado preocupação e interesse com essa área da população idosa”, afirmou Olívia.

De acordo com Robinson, o ponto crucial é o financiamento das unidades. Para o petista, a Casa dos Artistas da Bahia deverá ser um espaço de garantia de direitos para a classe artística, e precisará ter assegurada uma parte do orçamento público. “Nós temos que disputar o orçamento, no fundo é isso, e quem faz o orçamento são os governos respectivos nas suas áreas e quem aprova o orçamento são os parlamentos, então se a gente não for para cima dos governos e dos parlamentos, a gente não está enfrentando o ponto central de decisão”, ponderou.

O deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da maioria na Casa Legislativa, também manifestou apoio aos artistas. Em pronunciamento, sinalizou a importância do cuidado e amparo para garantir qualidade de vida à categoria. Para a professora de teatro de escola no Município de Salvador, Ana Vaneska, que já foi conselheira de cultura, discutir a Casa dos Artistas é discutir a memória e a contribuição histórica que os artistas vêm dando. “A gente olha para Salvador, e vê uma cidade eminentemente cultural. A gente está falando de Berimbau, a gente está falando de capoeira, a gente está falando de dança afro, a gente está falando de teatro. E aí, nós não temos políticas pensadas para esses grupos. Hoje, existem inúmeras casas dos artistas em outros lugares do mundo, inclusive no Rio de Janeiro. A Bahia carece disso, e é urgente”, pontuou.

Representando a Secretaria Estadual da Cultura, a professora de teatro, atriz e produtora, Zeca de Abreu, alegou ser imprescindível a realização de um pacto federativo, que estabeleça a contribuição da União, estados e municípios, no tocante a destinação de verbas e apoio logístico para a concretização do projeto de maneira satisfatória. Para ela, é necessário também que as casas sejam pensadas do ponto de vista do tipo da arte, oferecendo caminhos distintos para cada artista.

Além dos mencionados, participaram dos debates a historiadora, sacerdotisa de Umbanda do Centro de Umbanda Irmão Carlos, Membro da Coordenação do Conirb/Conselho Inter-religioso da Bahia, Mônica Barbosa; a sócia da CBDC – Centro Brasileiro Pela Diversidade Cultural, fundadora e ex-presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo, Sol Moraes; e o mestre de capoeira e professor da Ufba, Rui Mota.





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