Demarcação já! Essa foi a palavra de ordem repetida exaustivamente durante o encerramento do 7º Acampamento Terra Livre (ATL) dos Povos Indígenas, nesta quinta-feira (6), na área verde em frente à Assembleia Legislativa. O evento trouxe o lema Clima e Território: duas lutas, um direito e contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, grande … Leia Mais
A deputada Kátia Oliveira (UB) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção de congratulações ao município de Simões Filho pelo seu 64º aniversário de emancipação política e administrativa, celebrado no dia 7 de novembro. No documento, ela ressaltou sua profunda ligação com o município, onde nasceu, cresceu, constituiu família e iniciou sua trajetória … Leia Mais
O deputado Fabrício Falcão (PC do B) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção de aplausos aos produtores Gilmar Dantas Silva, Ana Luiza de Souza Dias e ao coletivo Suíça Bahiana, pela realização da 15ª edição do Festival Suíça Bahiana, em Vitória da Conquista. “Ao longo de sua trajetória, o Suíça Bahiana tem … Leia Mais
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que altera o seu Quadro Organizacional das Procuradorias e Promotorias de Justiça. A proposição extingue a Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente, de âmbito regional, com sede em Jequié, e cria uma Promotoria de Justiça em Brumado. Extingue … Leia Mais
O deputado Fabrício Falcão (PCdoB) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção de pesar pela morte de Raul Carlos Andrade Ferraz, ex-prefeito do município de Vitória da Conquista, localizado a cerca de 510 quilômetros de Salvador. No documento, o parlamentar destacou a trajetória política de Raul Ferraz, que exerceu os cargos de prefeito, … Leia Mais
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promoveu nesta quinta-feira (6), na Sala Herculano Menezes, uma audiência pública para debater “Os Impactos da Privatização da Codeba no Estado da Bahia”. Proponente da reunião, o deputado Hilton Coelho (Psol) explicou que, no final de agosto passado, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizou uma audiência pública, em Brasília, para tratar da concessão parcial dos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, que são administrados pela Companhia Docas do Estado da Bahia.”É uma privatização disfarçada, porque mais de 75% das atribuições da companhia seriam redirecionadas para a iniciativa privada, ocorrendo um esvaziamento total das tarefas”, bradou o parlamentar.
Hilton considera que haverá ameaça à guarda portuária e impactos econômicos significativos com relação aos investimentos em demandas históricas do segmento, a exemplo da falta do retroporto em Salvador (área terrestre próxima à atracação), as limitações do Porto de Ilhéus e a necessidade de dragagem do Porto Aratu-Candeias. “Nos últimos quatro anos, houve um investimento público de R$ 2,35 bilhões nos portos baianos. Por essa proposta de concessão, apresentada pelos entes privados, eles teriam a obrigação de investir, nos próximos 35 anos, apenas R$ 1,65 bilhão . É um escárnio em relação aos interesses da população”, protestou o deputado. O legislador cobra uma posição firme do Governo Lula em defesa da soberania nacional. “As lideranças sindicais estão mobilizadas e querem a retirada imediata da Codeba da lista de privatização, uma proposta nefasta e prejudicial aos interesses dos trabalhadores baianos”, pontuou.
COMPETÊNCIAS
Presidente da Federação Nacional dos Portuários, Sérgio Magalhães mostrou preocupação com a possibilidade de demissão dos trabalhadores e reforçou a tese de que a estatal portuária vai perder totalmente suas competências a partir dessa concessão. O líder da categoria diz que este projeto representa a extinção velada da Autoridade Portuária Pública, que passaria a ser chamada de Administração Portuária Pública, e lembrou também que a empresa não teria a prerrogativa de fiscalizar a futura concessionária. “De Norte a Sul, estamos nessa luta e sempre faço uma pergunta: A quem interessa este projeto de privatização da Codeba, faltando um ano para as próximas eleições, no 3º maior Colégio Eleitoral do Brasil?”, questionou.
Na mesma sintonia de pensamento, o presidente da Federação Nacional dos Estivadores, José Adilson Pereira, pintou um quadro de redução de salários, perda de direitos conquistados e substituição da guarda portuária, com a consequente precarização do trabalho. Para o sindicalista, o PL733/2025, apresentado na Câmara Federal pelo deputado Leur Lomanto Júnior (UB-BA), é inconstitucional, mas encontra apoio de muitos congressistas, apesar de prejudicar os trabalhadores. “Os portuários vão ser extremamente afetados com essa mudança da relação de trabalho, uma vez que os compromissos privados são outros. Ainda há tempo, precisamos juntar todos os atores portuários e mostrar para a sociedade que isso não vai ser bom para ninguém. Se temos aqui na Bahia a Codeba, que investe e está superavitária, devemos nos juntar a ela para que tenha mais capacidade de fazer o seu papel público e não a privatizar”, observou.
SOBREVIVÊNCIA
Domingos Barbosa, presidente do Sindicato Unificado dos Trabalhadores dos Serviços Portuários do Estado da Bahia, fez algumas considerações sobre a proposta de concessão, revelando que “o projeto transfere para os entes privados o canal de acesso à Baía de Todos os Santos, não esclarece a respeito da situação dos funcionários concursados, e não apresenta preocupação quanto à sobrevivência comercial da Companhia”. Mauro Moraes, representante do Suport-BA, destacou que o presidente Lula já falou que “qualquer função típica de Estado não se privatiza”. Esclareceu que isso está explícito no Decreto 11.909/2024, quando o texto diz que deve ser mantida a Autoridade Portuária Pública, porque ela exerce um papel que não pode ser delegado a uma iniciativa particular. “É preciso debater e ter transparência para a população saber, especialmente as comunidades tradicionais que serão afetadas por este projeto de concessão inicial, que o projeto é uma privatização branca”, afirmou.
Fernando Marcelo, vice-presidente da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários e Trabalhadores de Bloco; Guilherme Ferreira, representante da Suport-BA; Juarez Peixoto, presidente do Sindicato dos Portuários de Candeias; e o vereador Hamilton Assis, que já realizou uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador com a mesma temática, participaram das discussões. No final, o deputado Hilton Coelho elogiou a qualidade das intervenções, garantindo que a audiência foi uma verdadeira radiografia, com dados estatísticos, da situação portuária na Bahia. “Vamos fazer um relatório das sugestões, elaborar um projeto de indicação aqui na Casa Legislativa e cobrar uma posição do governador Jerônimo Rodrigues e do Governo Federal”, encerrou o parlamentar.
SDR se reúne com representações do ATL e avança na construção de políticas públicas para territórios indígenas
Fotos: Ítalo Oliveira- Ascom/SDR
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realizou, nesta quarta-feira (05/11), uma reunião com lideranças indígenas do Acampamento Terra Livre (ATL-BA), em Salvador, para ouvir demandas de representante de mais de 30 etnias e reforçar ações voltadas à promoção da cidadania, produção de alimentos saudáveis e acesso a políticas públicas nos territórios indígenas da Bahia.
Durante o encontro, foram debatidas demandas relacionadas à ampliação da assistência técnica, mutirões para emissão de documentos como Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e RG, acesso ao crédito rural, entrega de equipamentos e criação de editais específicos para projetos socioprodutivos sustentáveis. Também estiveram presentes o Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).
Para o coordenador do Mupoiba Regional, Piatã, do povo Tupinambá do Extremo Sul, o diálogo com o Governo do Estado é fundamental para que “a gente possa produzir nossos próprios alimentos e garantir segurança alimentar, sem precisar depender de cesta básica. Os mutirões do Cidadania Rural levaram dignidade e acesso a documentos para parentes que não têm condições de sair do território. Esse cuidado e presença da SDR é o que faz diferença”, afirmou.
“Foram três horas de diálogo muito produtivas, com contribuições que vão ajudar na construção de novos editais. Saímos fortalecidos e com encaminhamentos importantes”, afirmou o coordenador de Políticas para os Povos Indígenas, da Sepromi.
A mobilização integra a programação da 7ª edição do Acampamento Terra Livre da Bahia, realizado pelo Mupoiba com apoio do Governo do Estado, na área verde da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Considerado o maior espaço de mobilização indígena da Bahia, o ATL-BA reúne povos de todas as regiões do estado para fortalecer identidades, afirmar direitos e construir estratégias coletivas de justiça e dignidade.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, o diálogo é fundamental para garantir que os recursos públicos cheguem às comunidades indígenas de forma eficiente. “É essencial que os povos originários se organizem, que participem e apresentem suas demandas. Momentos como esse permitem alinhamento e construção conjunta para assegurar que as comunidades sejam contempladas da melhor forma possível. Para isso, vamos realizar uma nova reunião para detalhar e encaminhar os pontos apresentados hoje”, destacou.
Durante o ATL, que segue até a quinta-feira (06/11), a SDR também está realizando atendimento para emissão de CAF, como continuidade das ações iniciadas durante o mutirão do Projeto Cidadania Rural, que já beneficiou comunidades indígenas com mais de mil documentos emitidos em edições anteriores.
O Governo do Estado vem ampliando ações para fortalecer os povos indígenas, com iniciativas que fortalecem a autonomia e o desenvolvimento sustentável, como o apoio a 1.530 famílias com projetos produtivos e assistência técnica, a entrega de 299 habitações rurais e a previsão de mais 206 casas até o final de 2025. Também foram impulsionados 27 empreendimentos de mulheres indígenas, 205 entidades regularizadas, 410 agentes comunitários capacitados e oito centros de artesanato estão sendo implantados.
A deputada Fabíola Mansur (PSB) representou a presidente Ivana Bastos na celebração de nascimento de Ruy Barbosa realizada, na tarde desta quarta-feira (5), pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que outorgou a Medalha de Mérito Jurídico Ruy Barbosa ao jornalista, advogado, empresário, político e atual presidente do Instituto Joaci Góes. Também participou do ato o ex-presidente da ALBA, deputado Adolfo Menezes (PSD).
No ato, Fabíola Mansur ressaltou a importância dos serviços prestados por Joaci Góes nos mais diversos campos em que atua. “É uma honra muito grande estar aqui representando Ivana. E, como admiradora de toda a trajetória de Joaci, um advogado, jornalista, escritor, empresário e político, uma importante liderança sempre em defesa dos interesses da Bahia. É muito merecida essa homenagem que o Tribunal de Justiça faz a esse grande homem, um democrata que respeita as divergências de pontos de vista”, afirmou.
HONRARIA
A honraria a Joaci Góes, proposta pelo presidente da Comissão Permanente de Memória do TJ-BA, Cássio Miranda, foi aprovada por unanimidade pelo colegiado, levando em conta sua trajetória e contribuição ao Poder Judiciário. “Joaci é um polímata, um homem que tem sucesso em várias áreas, como empresário, mas, principalmente, como intelectual, como escritor e como político – foi constituinte em 1988, foi relator do Código de Defesa do Consumidor e é um homem que tem uma participação ativa, inclusive como jornalista, na Tribuna da Bahia, um intelectual de grande valor, com obras de grande reconhecimento”, justificou o proponente.
Lisonjeado com a deferência, Joaci Góes afirmou ser “imensa” a honraria cujo patrono é Ruy Barbosa, a quem ele conhece, admira e estuda desde a adolescência. “Me transformei num estudioso da biografia de Ruy, a ponto de ter defendido em inúmeras situações, que ele não só foi a expressão brasileira maior dos nossos valores intelectuais e morais, como, na minha opinião, por quanto eu conheço dos grandes personagens da humanidade, numa galeria dos dez maiores nomes no plano intelectual da humanidade, sem dúvida, seria um deles”, assegurou.
Segundo o homenageado, comenda semelhante, com o peso e o valor da outorgada a ele pelo Tribunal de Justiça da Bahia não deve existir no Brasil, “que hoje recebo, naturalmente; uma homenagem aos valetudinários, àqueles que já estão no esplendor avançado da sua idade outonal.
Além da parlamentar e do homenageado, compuseram a mesa do evento o presidente da Comissão Permanente de Memória do Tribunal de Justiça da Bahia, Cássio Miranda; o ministro do Supremo Tribunal Federal e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques; o desembargador diretor-geral da Universidade Corporativa Ministro Hermes Lima (Unicorp), Jatahy Júnior; o presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes; o atual sub-procurador-Geral da República, Augusto Aras; o desembargador do TRF1, Jatahy Fonseca; o juiz federal e secretário-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer), Ilan Presser, representando o Ministro Benedito Gonçalves; o procurador de Justiça, Aquiles Siquara Filho; o comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Gustavo Garriga Pires; o presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, Marcus Presídio; o desembargador e presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Júlio Lemos Travessa; a defensora pública em Assuntos Interinstitucionais, Laura Fagury; o conselheiro Adriano Figueira Batista de Souza representando a OAB-Bahia; e o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia, Francisco Netto.
Por proposição do deputado Hilton Coelho (Psol), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizará, nesta quinta-feira (6), às 9h, nas salas conjugadas Herculano Menezes e Luiz Cabral, uma audiência pública para debater os impactos da privatização da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).
“O evento tem como objetivo alertar sobre os efeitos danosos — econômicos, sociais e ambientais — do modelo de privatização apresentado na Audiência Pública nº 04/2025, que trata da ‘Concessão Parcial’ dos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus”, afirmou o parlamentar.
Na avaliação de Hilton, “o modelo prevê que a Codeba perca praticamente toda a sua competência de autoridade portuária, restando-lhe apenas passivos e a função figurativa de ‘Administração Portuária Pública’. Ou seja, será despojada até mesmo do seu status de autoridade portuária. Assim, embora denominada de ‘concessão parcial’, o que se verifica na prática é uma efetiva privatização”.
O deputado acrescenta que “a perplexidade de todos se deve ao fato de que esse projeto nasceu no governo Bolsonaro, derrotado nas urnas com expressiva contribuição do voto da população baiana, inclusive dos trabalhadores portuários”.
Para ele, o modelo apresenta total desproporção com a realidade, “pois está desequilibrado quando analisado sob a ótica da Codeba e do mercado baiano, demonstrando completa assimetria em relação aos demais modelos de exploração dos portos públicos no Brasil”.
Hilton concluiu convidando a sociedade e as entidades representativas a participarem da audiência. “É um debate importantíssimo, porque está em jogo a nossa soberania nacional. A entrada e saída dos nossos portos deve ser controlada pelos brasileiros. É uma atividade conjunta com o vereador Hamilton Assis (Psol), que já promoveu uma audiência pública sobre o tema na Câmara Municipal de Salvador. Queremos aprofundar essa discussão com a participação de lideranças estaduais e nacionais”, destacou.
Primeira mulher eleita prefeita de Jaguaquara, Edione Oliveira será agraciada, nesta quinta-feira (6), às 15h, com a Comenda 2 de Julho, em reconhecimento à sua liderança e ao trabalho desenvolvido em benefício do município e da região do Vale do Jiquiriçá, cuja atuação repercute em toda a Bahia.
A homenagem será realizada em sessão especial no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), presidida pelo deputado Hassan (PP) — terceiro vice-presidente da Casa e autor do Projeto de Resolução nº 3.236/2025, que concedeu à gestora a mais alta honraria do Legislativo estadual.
“Edione é uma gestora que se destaca como exemplo da força e representatividade da mulher na política baiana, sendo referência para outras prefeitas por sua administração”, afirmou ela, ao celebrar a contribuição da homenageada para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Ao justificar sua proposição, Hassan ressaltou que “a trajetória da gestora é um testemunho de dedicação, resiliência e amor à Bahia. Sua atuação transcende os limites do município, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural e do desenvolvimento regional”.
O deputado acrescentou que “ao conceder-lhe a Comenda 2 de Julho, estamos reconhecendo não apenas suas realizações concretas, mas também seu espírito de liderança e compromisso com o bem-estar coletivo”.
Segundo ele, “a partir de sua habilidade em dialogar e articular parcerias com grandes lideranças políticas, a prefeita Edione trouxe investimentos importantes para Jaguaquara, melhorando significativamente a qualidade de vida dos cidadãos”.