Direto do Plenário

A PEC da Blindagem, as obras da Prefeitura de Lauro de Freitas e a emancipação política de municípios baianos foram temas de pronunciamentos no Plenário Orlando Spínola, durante o pequeno expediente desta quarta-feira (24). A 76ª Sessão Ordinária foi conduzida pelo 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), deputado … Leia Mais


Receita libera consulta a quarto lote de restituição do IR

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo Ao todo, 1.884.035 contribuintes receberão R$ 2,92 bilhões 22 de agosto de 2025 | 07:27 Receita libera consulta a quarto lote de restituição do IR A partir das 10h desta sexta-feira (22), cerca de 1,9 milhão de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano … Leia Mais



Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5



Foto: MDAS/Divulgação/Arquivo
O valor mínimo corresponde a R$ 600 22 de agosto de 2025 | 08:40

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (22) a parcela de agosto do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 671,54. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 19,19 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,86 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Os beneficiários de 521 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores dos 497 municípios do Rio Grande do Sul e moradores de algumas cidades em quatro estados: Amazonas (três), Paraná (quatro), Roraima (seis) e Sergipe (11).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Agência Brasil



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Cafu Barreto felicita Uibaí pelos 64 anos de fundação



“É com grande satisfação que esta Casa Legislativa presta esta justa homenagem a Uibaí, desejando que a cidade continue trilhando o caminho do desenvolvimento e da prosperidade”, escreveu o deputado Cafu Barreto (PSD) em moção de congratulações, apresentada na Assembleia Legislativa, ao município que completa 64 anos de fundação no dia 22 de setembro.

No documento, ele registra que a emancipação política de Uibaí – “uma cidade com uma história rica e um papel importante no desenvolvimento regional” – ocorreu em 22 de setembro de 1961, desmembrando-se de Central. Também anota que tem uma população de 13.895 habitantes, segundo o IBGE/2021, e que seu clima tropical semiárido e sua altitude de 587 metros são características marcantes de sua geografia.

“A economia de Uibaí reflete o esforço e a dedicação de sua população”, afirmou Cafu Barreto, expressando ainda “gratidão pelo apoio recebido da população de Uibaí”. O deputado conclui a moção, parabenizando as autoridades, lideranças comunitárias e, sobretudo, a população da cidade, solicitando que a Casa envie cópia da homenagem à Prefeitura e Câmara de Vereadores locais.



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Dólar cai após subir 1,50% na semana, de olho em Treasuries longos antes de Powell



Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo
O dólar opera em baixa leve no mercado à vista nesta sexta-feira 22 de agosto de 2025 | 09:53

Dólar cai após subir 1,50% na semana, de olho em Treasuries longos antes de Powell

O dólar opera em baixa leve no mercado à vista nesta sexta-feira, 22, e os juros futuros acompanham, em manhã de recuo dos rendimentos intermediários e longos dos Treasuries, após altas na véspera. Os ajustes antecedem o aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole, às 11h.

A postura de Powell será decisiva para calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária e definir um rumo dos ativos financeiros nesta sexta-feira, sem indicadores econômicos

Apesar das divergências entre dirigentes do Fed, o mercado ainda precifica com mais de 70% de chance uma redução em setembro. No entanto, o clima ainda é de cautela em meio às pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, por corte de juros, pela saída de Powell e mais recentemente, pela demissão da diretora Lisa Cook.

Investidores ajustam posições cambiais após o dólar acumular valorização de 1,50% nesta semana frente ao real e diante da queda da divisa americana frente algumas das principais moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano.

No entanto, a combinação de indicadores mistos da economia nos EUA e preocupações com a inflação, especialmente nos serviços e com impacto das tarifas comerciais, sustenta a valorização do dólar frente a outras moedas fortes.

Fixação de taxas de juros

O Federal Reserve (Fed) se prepara para abandonar discretamente a política adotada em 2020, que priorizava riscos de juros baixos e inflação reduzida em sua abordagem para a fixação de taxas. Agora, com inflação mais alta e volátil, essa abordagem é considerada defasada. O presidente do Fed, Jerome Powell, deve anunciar a mudança no aguardado discurso em Jackson Hole nesta sexta-feira.

No mercado local, o governo federal realiza nesta sexta uma coletiva de imprensa para detalhar as condições financeiras de acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano. A entrevista será às 16h, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro (RJ).

O ex-embaixador do Brasil em Washington e Londres Rubens Barbosa afirmou que a redução das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos depende de um contato direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente americano Donald Trump. Segundo ele, a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros não será revertida apenas com negociações técnicas.

O risco político segue no radar. No foco à tarde ficará o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na conferência de encerramento do Fórum Empresarial Lide, no Rio (17h15), diante do receio de uma nova escalada nas tensões com os Estados Unidos, após o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Polícia Federal, por coação no curso de processo e tentativa de abolição do estado democrático de direito.

Termina nesta sexta o prazo para que Bolsonaro explique o descumprimento de medidas restritivas. A Polícia Federal começou a preparar uma cela na Superintendência do Distrito Federal para uma eventual ordem de prisão de Bolsonaro.

No exterior, o presidente da China, Xi Jinping, receberá o presidente russo, Vladimir Putin, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e mais de 20 chefes de governo na cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), em Tianjin, entre 31 de agosto e 1º de setembro. Segundo a Reuters, o encontro busca reforçar a influência regional da China em temas políticos e de segurança.

Silvana Rocha/Estadão Conteúdo



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Comissões da ALBA debatem o fortalecimento da cadeia do vinho



As comissões de Agricultura e Política Rural e de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizaram, na manhã desta terça-feira (23), uma audiência pública conjunta com empresários, prefeitos e o secretário de Turismo do Estado, Maurício Bacelar, sobre a cadeia produtiva do vinho na Bahia.

A vitivinicultura (cultivo das vinhas e o fabrico de vinho) e o enoturismo (turismo focado na cultura do vinho) são dois novos produtos que despertam atenção e investimentos do governo, disse o secretário. Segundo Bacelar, tanto a produção da uva voltada à elaboração do vinho quanto o turismo focado nessa cultura já se espalham pela Bahia e estão presentes em quatro zonas turísticas.

A Bahia, completou ele, trabalha mais de 50 segmentos em busca da diversificação da oferta de produtos turísticos aos visitantes, e “é grande a expectativa” com a vitivinicultura e o enoturismo. “O governo do Estado está atento às oportunidades que surgem na atividade turística da Bahia” e já em 2010 foi à região de Champagne, na França, quando importou as primeiras mudas das uvas que hoje estão instaladas na Chapada Diamantina.

“A partir dessa importação, a iniciativa privada iniciou a multiplicação das parreiras, implantando as vinícolas”, lembrou o secretário, adiantando que a pasta que dirige começou, então, a desenvolver o segmento do enoturismo na Chapada Diamantina.

Ao incrementar o fluxo de turistas há aumento do tempo de permanência no destino, maior gasto per capita, desenvolvimento regional e criação de oportunidades de emprego e renda, enumerou Bacelar, para quem essa “é uma atividade que tem futuro no nosso Estado, por conta de empresários já estarem multiplicando essas mudas em outras regiões da Bahia”.

O governo ainda não tem previsão da rentabilidade econômica provocada pelo segmento, por se tratar de uma atividade incipiente, mas que já colhe frutos. O município de Morro do Chapéu, por exemplo, que concentra quatro vinícolas em operação, “já sente isso na sua economia, seja no aumento dos equipamentos turísticos ou na movimentação de visitantes, e isso tem se refletido na geração de emprego e renda”.

PRODUTO PREMIADO

Dar maior visibilidade à atividade econômica do vinho e “a um produto que tem sido premiado não só nacionalmente como internacionalmente, que é o vinho baiano” foi o que motivou o presidente da Comissão de Agricultura a propor a reunião conjunta desta manhã.

Manuel Rocha (UB) destacou e agradeceu a presença dos atores envolvidos no processo: o secretário do Turismo, representante da Embratur, prefeitos das cidades da Chapada e do Vale do São Francisco e os produtores das vinícolas, que participaram dos debates.

A disposição do parlamentar é “buscar, junto aos governos do estado e federal, possibilidades para fortalecimento e fomento dessa atividade econômica muito importante para a Bahia”. Ele colocou as comissões de Agricultura e Infraestrutura da ALBA à disposição dos produtores para “ajudar no que for possível”.

Foi acompanhado nesse posicionamento pelo deputado Eduardo Salles (PP), presidente da Comissão de Infraestrutura, que agradeceu o apoio do secretário Maurício Bacelar e das prefeitas de Morro do Chapéu, Juliana Araújo, e de Mucugê, Ana Medrado, à vitivinicultura baiana. Ele salientou que a produção e a entrada no mercado consumidor do vinho da Chapada foram mais rápidas do que o previsto, e definiu os produtores baianos como resilientes, homens “que buscam realizar sonhos”.

Dono da vinícola Uvva, que tem rótulos produzidos na Chapada Diamantina premiados internacionalmente, Fabiano Borré apresentou três pedidos dos produtores em contrapartida aos investimentos privados: abertura de linhas de crédito para o fomento de novas aplicações, sinalização turística nas regiões produtoras e criação da Câmara Setorial do Vinho.

Eurico Benedetti, proprietário da vinícola Terranova-Miolo, estabelecida na região do São Francisco, completou que, para o turismo se firmar e crescer, é preciso haver infraestrutura que atraia e mantenha na região o turista, “que gosta de coisa boa e de comprar”.

A vitivinicultura é uma “indústria branca, moderna, que fatura diuturnamente”, disse o empresário, que acaba de exportar 300 mil garrafas de espumante para a Suíça e processa, na sua fábrica na Bahia, “10 milhões de quilos de uva”. O próximo debate a ser realizado pelas comissões de Agricultura e Infraestrutura será sobre a cadeia produtiva da cachaça baiana.

Compuseram a mesa dos trabalhos desta manhã o secretário Maurício Bacelar, os presidentes dos colegiados, Manoel Rocha e Eduardo Salles, e Ayalla Souza, coordenadora de Fomento ao Desenvolvimento Territorial e Agroindustrial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.



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Parcela de famílias que pagam aluguel sobe 25% em 8 anos, mostra IBGE



Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Kratochwill pondera ainda que há casos de pessoas que “alugam seu próprio apartamento para morar em outro alugado” 22 de agosto de 2025 | 10:49

Parcela de famílias que pagam aluguel sobe 25% em 8 anos, mostra IBGE

Apesar de a maioria dos brasileiros morar em casa própria já quitada, o país assistiu, nos últimos oito anos, crescer em 25% a proporção de famílias que pagam de aluguel. Ao mesmo tempo, a parcela de lares que podem ser chamados de “meu” diminuiu 8%.

Em 2016, quando o país tinha 66,7 milhões de domicílios, 12,3 milhões eram alugados, o que representa 18,4% dos lares. Em 2024, o Brasil tinha 77,3 milhões de residências, sendo 23% deles (7,8 milhões) alugados. Esse aumento de 4,6 pontos percentuais equivale a 25%.

Em relação à casa própria já paga, a proporção caiu de 66,8% para 61,6% no período. Em 2024, o país tinha 47,7 milhões de residências próprias.

A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em número absoluto de moradores, os que pagavam aluguel passaram de 35 milhões para 46,5 milhões em oito anos. Já os que moravam em casa própria quitada diminuíram de 137,9 milhões para 132,8 milhões no período.

Concentração
De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a evidência de que há mais pessoas pagando aluguel proporcionalmente é indício de concentração de riqueza.

“É uma concentração da posse de domicílios para um grupo menor”, diz. Segundo ele, o aumento da concentração é “algo histórico e social”.

“Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, e a pessoa continua querendo ter sua independência, ter sua família, como faz isso se não consegue adquirir um bem? Ela tem que partir para o aluguel”, analisa.

O pesquisador, no entanto, reconhece que dados recentes, do próprio IBGE, mostram crescimento no rendimento dos brasileiros.

Ele acredita que, se for mantida a evolução por longo prazo, as pessoas terão mais condições para ter a casa própria. “As condições para as pessoas avançarem na compra de domicílios vai acontecer”, projeta.

Kratochwill pondera ainda que há casos de pessoas que “alugam seu próprio apartamento para morar em outro alugado”.

A Pnad identificou também que, em 2024, 6% dos domicílios eram próprios, mas ainda sendo pagos; 9,1%, cedidos; e 0,2% em “outra condição”.

Bruno de Freitas Moura / Agência Brasil



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