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Mais de 50 km de rodovias pavimentadas transformam a mobilidade em Ichu e região


Mais de 50 km de rodovias pavimentadas transformam a mobilidade em Ichu e região
Mais de 50 km de rodovias pavimentadas transformam a mobilidade em Ichu e região

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Mais um município que compõe a região sisaleira da Bahia — Ichu, recebeu neste sábado (23), importantes investimentos do Governo do Estado. São obras que contemplam áreas como infraestrutura, segurança e saúde. O valor total do investimento é de mais de R$ 60 milhões, simbolizando mais qualidade de vida para os sete mil habitantes.  

“O governo está mais próximo da população dos pequenos municípios. Eles também precisam de desenvolvimento e não podem mais ficar à margem dos maiores. Estamos interiorizando as nossas ações, pavimentando estradas de povoados, distritos, quilombos; promovendo acesso rápido à saúde, segurança e educação. Esse é o olhar da nossa gestão”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues durante agenda de entregas.

Mais de 50 km das rodovias BA-411 e BA-233, o trecho que liga o entroncamento da BR-324 (Tanquinho) – Candeal – Ichú – entroncamento BA-409 (Serrinha) foi totalmente restaurado e pavimentado, garantindo o escoamento seguro da produção do sisal e da agricultura familiar. Foram aplicados recursos na ordem de R$ 57 milhões, beneficiando 224 mil habitantes de sete municípios: Ichu, Candeal, Tanquinho, Serrinha, Riachão do Jacuipe, Conceição do Coité e Santa Bárbara.

Uma mudança e tanto na vida do comerciante e morador de Candeal, Antônio César Santo Ribeiro, 45 anos. “Moro aqui desde que nasci. Sempre gostei da minha cidade e graças a Deus está dando tudo certo. Essa pavimentação está ideal para a gente, que tem comércio. Uma pista boa para se movimentar, para ir e voltar. Uma pista de qualidade, uma obra excelente”, avaliou.

No âmbito do Programa Bahia em Movimento, da Secretaria da Infraestutura do Estado da Bahia (Seinfra), Ichu também foi contemplado com a pavimentação de um quilômetro da travessia urbana.

Na segurança, a entrega do 16º Pelotão da Polícia Militar de Ichu modernizado tem deixado a  população mais tranquila e os policiais militares mais motivados. Na ocasião, o governador plantou uma muda de árvore Pau Mastro na sede, simbolizando o compromisso do Governo do Estado, voltado ao incentivo do reflorestamento e da preservação ambiental.

Para a saúde foram destinados uma ambulância, um veículo administrativo e equipamentos para o hospital municipal, fruto de emendas parlamentares. O intuito é garantir o funcionamento das unidades de saúde na cidade. “É uma ação importante de fortalecimento e  estruturação da atenção primária, dos pequenos hospitais da região”, afirmou a secretária da Saúde, Roberta Santana.

Assinaturas – O governador ainda celebrou convênios com o município para pavimentar a rodovia BA-233, no acesso a Comunidade de Nova Esperança, as ruas do bairro Cortiço, ruas da sede, acesso ao Colégio Estadual Aristides Cedraz de Oliveira; reformar a Praça da Matriz; além de construir o Centro de Comercialização de Animais; reformar o Mercado Municipal e o Hospital Municipal Sagrado Coração de Jesus, além de entregar um kit de estabilização e de parto.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA


Estado assina termo de entrega das chaves do Palacete Saldanha para construção da nova Caixa Cultural de Salvador


Estado assina termo de entrega das chaves do Palacete Saldanha para construção da nova Caixa Cultural de Salvador
Estado assina termo de entrega das chaves do Palacete Saldanha para construção da nova Caixa Cultural de Salvador

Foto: Joá Souza/GOVBA

Nesta quinta-feira (21), o governador Jerônimo Rodrigues recebeu o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), o desembargador Jeferson Muricy, em seu gabinete oficial no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. O encontro marcou a entrega das chaves do Palacete Saldanha ao Estado da Bahia, que será cedido à Caixa Econômica Federal (CEF) para sediar a nova unidade da Caixa Cultural Salvador. O valor investido pelo Governo do Estado foi de quase R$ 5 milhões, que será revertido para o pagamento de ações trabalhistas, no âmbito do TRT-5. Na mesma ocasião, Jerônimo também foi homenageado pelo Tribunal com a Comenda Coqueijo Costa, no grau Grã-Cruz.

“Vamos ter um parque cultural muito forte. Esse complexo chega em boa hora e eu queria agradecer aos desembargadores por esse envolvimento. Em breve, os usuários, os representantes culturais vão utilizar esse centro. É uma alegria muito grande ter esse equipamento em funcionamento”, destacou Jerônimo.

“Um motivo de grande alegria. Primeiro, porque estamos ajudando a resolver uma questão que se arrasta há muito tempo. Vamos pagar muitos trabalhadores e trabalhadoras, vamos ver aquele equipamento reabilitado, reformado, mantido, prestando serviço de cultura no Centro Histórico, que guarda tantas tradições, tantos valores”, afirmou o desembargador Jeferson Muricy.

Palacete Saldanha

Localizado no Centro Histórico e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), O Palacete Saldanha, também conhecido como Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, foi construído no início do século XVIII, já foi residência e centro de ensino, até ser fechado em 2007 por irregularidades administrativas. Mesmo com todas as transformações, o prédio segue como um dos símbolos arquitetônicos e culturais mais relevantes do Centro Histórico de Salvador. A expectativa agora é de que, com a instalação da Caixa Cultural, o espaço volte a ser um polo de arte e conhecimento.

O casarão vai passar por restauração e reforma custeadas pela CEF.  “A Caixa vê com bons olhos o recebimento dessas chaves, para fazermos um dos maiores centros culturais, se não o maior centro cultural do Brasil”, pontuou o superintendente de Rede da CEF na Bahia, Sâmio Carvalho.

O Ministério da Cultura (MinC) também garantiu atuação na requalificação do entorno, reforçando a importância da revitalização do espaço. O superintendente do Iphan, Hermano Queiroz, lembrou que a missão do órgão é proteger a história. “O Governo do Estado presenteia Salvador com a aquisição desse equipamento. Essa, que será a maior Caixa Cultural, vai, de fato, transformar a dinâmica daquele território”, disse Hermano Queiroz.

Segundo o diretor geral da Secretaria de Cultura (Secult), Tiago Reis, este é um equipamento cultural bastante importante para a cidade e o estado. “Nós temos total interesse que seja entregue para a sociedade o mais rápido possível, com a qualidade que a Caixa Cultural tem de programação artística, de educação, e isso tudo valorizando o patrimônio artístico e cultural que o Palácio Saldanha, depois Liceu de Artes e Ofícios, e agora a maior Caixa Cultural tem, que é bastante relevante para todo o Estado”, indicou Tiago.

Comenda Coqueijo Costa

Concedida pelo TRT-5 desde 2003, a distinção reconhece personalidades que se destacam no campo do direito, da cultura ou por relevantes serviços à Justiça do Trabalho. “Eu fico muito orgulhoso por receber essa honraria das mãos de vocês e agradeço, já me sentindo comendador Coqueijo”, comemorou o governador.

A honraria já foi entregue a personalidades como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, Maria Thereza Moura e Alexandre de Moraes; o secretário da Segurança Pública do Estado, Marcelo Werner, e a delegada da Polícia Civil, Heloísa Brito.

Repórter: Anderson Oliveira/GOVBA


Aos 130 anos, Sefaz-Ba vive transformação digital, com evolução contínua do fisco e novos serviços


Aos 130 anos, Sefaz-Ba vive transformação digital, com evolução contínua do fisco e novos serviços
Aos 130 anos, Sefaz-Ba vive transformação digital, com evolução contínua do fisco e novos serviços

Foto: Matheus Lens/Ascom Sefaz-BA

Reconhecida como uma das mais avançadas do país em desenvolvimento tecnológico, a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) completa 130 anos em plena transformação digital, com importantes resultados na melhoria do desempenho do fisco e na ampliação de serviços prestados ao cidadão. Nos últimos anos, a Secretaria ampliou seu parque tecnológico, com intensa pauta de investimentos em infraestrutura que vem propiciando as condições para o lançamento de uma série de inovações com reflexos em evolução contínua do fisco e em novos serviços.

Entre os exemplos recentes de evolução do fisco estão a Malha Fiscal Censitária, o sistema e-Fiscalização, o Centro de Monitoramento Online (CMO) e a autorregularização, mecanismo pelo qual a Fazenda estadual envia ao contribuinte, via Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e), informações sobre pendências tributárias, oferecendo a oportunidade de correção destas inconsistências antes que ocorra a ação fiscal.

A transformação digital também permitiu que o fisco baiano passasse a ofertar para contribuintes e cidadãos baianos serviços como o aplicativo Preço da Hora Bahia, para pesquisa das melhores ofertas no mercado.

As novidades mais recentes no atendimento ao cidadão incluem ainda o Balcão Virtual, para prestação on-line de serviços da Fazenda estadual. Já para a prestação de serviços ao contribuinte uma grande inovação é a Nota Fiscal Fácil (NFF), que transforma o celular em central de negócios para pequenos empreendedores ao facilitar a emissão do documento fiscal.

O perfil inovador também vem ajudando a Secretaria a dar impulso à implementação da reforma tributária, que tem exigido grande esforço de adequação da Fazenda estadual à nova realidade, com envolvimento não apenas da área tributária, mas também das equipes ligadas às áreas financeira e de tecnologia.

Equilíbrio fiscal

A partir de pilares como a modernização do fisco, o combate à sonegação e a qualidade do gasto público, que integram o conjunto de iniciativas reunidas na Agenda Bahia de Gestão, a Sefaz-Ba apresenta ainda, como um dos marcos de sua atuação, a contribuição para que o Estado mantenha o equilíbrio fiscal, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues.

“O constante desenvolvimento tecnológico, a qualidade do gasto e o combate à sonegação, com o suporte de uma equipe altamente capacitada, são fatores que permitem à Fazenda estadual uma atuação firme em linha com a orientação do governador para que o Estado ao mesmo tempo mantenha o equilíbrio das contas e a capacidade de atender às demandas da população”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

Reforma Tributária

A Sefaz-Ba participa ativamente das discussões sobre a reforma tributária, sobretudo no diz respeito à construção das bases normativas e operacionais do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com 16 representantes inseridos no processo em âmbito nacional. O Grupo de Trabalho da Fazenda estadual está mapeando os impactos que a reforma vai gerar nos sistemas, processos de trabalho e na estrutura organizacional da Secretaria. Também estão sendo promovidas discussões e elaboradas propostas para as adequações necessárias de acordo com as diretrizes do Comitê Gestor.

Para consolidar a atuação do fisco estadual e reunir informações sobre as transformações que irão ocorrer nos próximos anos, com grande impacto nos processos de tributação em todo o país, a Sefaz-Ba acaba de lançar o novo Portal da Reforma Tributária, que reúne notícias, informações, cursos e webinars e toda a legislação relativa ao assunto.

e-Fiscalização

O sistema e-Fiscalização, implantado em 2020, foi uma das ferramentas adotadas para automatizar e coordenar os processos de negócio da área tributária, aumentando a eficiência e a produtividade do Fisco e também a sua interação com os contribuintes. Aprimorado e mais robusto, o sistema alcançou a importante marca de 1 milhão de acessos em um único mês, em janeiro deste ano.

Para dar suporte ao processo da administração tributária, do planejamento da fiscalização ao contencioso fiscal, passando pela emissão das ordens de serviço para as equipes, pelo acompanhamento do trabalho e pela instauração dos Processos Administrativos Fiscais, são utilizados três módulos: Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e), Planejamento e Controle da Fiscalização (PCF) e Processo Administrativo Fiscal Eletrônico (PAF-e).

Autorregularização

Outro resultado importante da transformação digital em curso é o avanço da autorregularização pelos contribuintes. Com esse trabalho, são criadas as condições para que o contribuinte se antecipe às ações de fiscalização, resolvendo espontaneamente inconsistências apontadas nas malhas fiscais eletrônicas. “É um orgulho conduzir, junto com a equipe da Sefaz, este processo que facilita a vida dos bons contribuintes e ajuda a melhorar o desempenho da gestão tributária”, destaca o secretário Manoel Vitório.

Os indícios de inconsistências são comunicados pela equipe da Sefaz-Ba por meio do Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e), canal de mão dupla pelo qual as empresas podem enviar respostas, seja corrigindo os erros, seja produzindo justificativas. Em média, 75% das empresas que recebem os comunicados fazem a autorregularização dos indícios notificados. Nesta primeira fase, participam contribuintes do Simples Nacional.

História

Criada em 1895, a Secretaria da Fazenda recebeu inicialmente o nome de Secretaria do Tesouro e Fazenda. Sua função era arrecadar as rendas do Estado, inclusive os impostos de exportação ou aqueles relativos a produtos destinados a outros portos do país. João Moreira de César Pinho foi o primeiro secretário da Fazenda, que ficou na função entre os anos de 1895 e 1896. Contando com Manoel Vitório, 55 secretários já passaram pela Sefaz.

Seis anos após a proclamação da República, a Lei nº 115, de 16 de agosto de 1895, organizou os serviços públicos estaduais, criando quatro secretarias: a do Interior, Justiça e Instrução Pública; a de Agricultura, Viação, Indústrias e Obras Públicas; a de Polícia e a do Tesouro e Fazenda. Em 1896, no Governo Luís Viana, foram criadas, em diferentes zonas do Estado, 144 recebedorias fiscais ou coletorias, com o objetivo de impedir a evasão de impostos interestaduais. Outras nove coletorias foram instaladas posteriormente.

Durante onze anos, entre 1905 e 1916, em função da carência de recursos, a Secretaria do Tesouro e Fazenda deixou de existir e suas funções passaram a ser exercidas por duas diretorias – a do Tesouro e Fazenda e a de Rendas -, vinculadas à então Secretaria de Estado. Após esse período, as diretorias foram novamente unificadas na Secretaria da Fazenda e Tesouro.

Muitos anos se passaram até a inclusão no Sistema Tributário Nacional da primeira versão do ICMS, em 1967, então chamado de ICM – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias. Com a Constituição Federal, promulgada em 1988, o antigo ICM virou ICMS.

* Com informações do livro 1895-2005 Memória da Fazenda da Bahia

Fonte: Ascom/Sefaz-Ba


Palestra apresenta programa Bahia Estado Voluntário a servidores da Secom-BA


Palestra apresenta programa Bahia Estado Voluntário a servidores da Secom-BA
Palestra apresenta programa Bahia Estado Voluntário a servidores da Secom-BA

Foto: Amanda Ercília/Setur-BA

Com o tema “O Poder de Fazer a Diferença”, a coordenadora da plataforma do programa Bahia Estado Voluntário (BEV), Kátia Camilo, palestrou para os funcionários da Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (Secom-BA), na manhã desta quinta-feira (20). A apresentação, que aconteceu na sala da redação de jornalismo, enfatizou os benefícios sociais da ação e demonstrou como voluntários e instituições podem se inscrever.

O programa, que teve início em 2019 e atualmente conta com aproximadamente 30 mil voluntários cadastrados, tem o objetivo de intermediar pessoas e instituições interessadas, para a atuação em ações humanitárias. Entre os dois mil projetos inscritos, Kátia exemplificou ações como as Bases Comunitárias da Polícia Militar, o programa de Ressocialização de Egressos do Sistema Prisional da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) e o programa Comida no Prato, de cozinhas solidárias.

“A importância do voluntariado na sociedade remonta há centenas de anos. Hoje, na Bahia, nós temos uma plataforma que ajuda as pessoas que já têm esse coração voluntário, a se candidatar a projetos. Atualmente, temos essa ferramenta na qual as pessoas acessam vários projetos chamando as outras para ajudar. O cidadão que quer ajudar se coloca como voluntário e automaticamente ele passa a receber emails com os projetos novos e ele também pode escolher outros projetos que estão ali na plataforma”, explicou Kátia.

A iniciativa parte do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração (Saeb), e visa promover a prática do voluntariado para benefício social. As inscrições podem ser feitas a partir do portal estadovoluntario.ba.gov.br, tanto para voluntários quanto para organizações.

Texto: Lucas Meneses e Marina Bittencourt com supervisão de Regina Ferreira


SJDH capacita profissionais para zerar sub-registro civil no estado


SJDH capacita profissionais para zerar sub-registro civil no estado
SJDH capacita profissionais para zerar sub-registro civil no estado

No ranking nacional, a Bahia ocupa a 11ª posição no número de crianças de até cinco anos registradas. No percentual de ausência ou atraso no registro de nascimento, o estado fica em 4º lugar. Os dados são do IBGE e foram apresentados nesta quarta-feira (20), em Salvador, durante o ‘III Encontro Estadual de Mobilização para a Erradicação do Sub-Registro de Nascimento’. Promovida pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), a capacitação contou com mais de 350 participantes online e presenciais. A atividade abordou os impactos do sub-registro civil, além de tratar sobre ferramentas para facilitar o acesso à documentação.

O Encontro Estadual é parte do esforço do Governo do Estado no enfrentamento do problema. A meta é zerar os indicadores de sub-registro no estado.  Através da Caravana de Direitos Humanos, por exemplo, a SJDH oferece diversos serviços gratuitos, entre os quais o que dá acesso à documentação básica. Até maio de 2025, foram emitidas 821 certidões de nascimento e 1.324 CNI’s.

De acordo com o IBGE/Censo 2022, a Bahia evoluiu nos últimos anos em relação ao número de crianças de até 5 anos registradas em cartórios, saindo de 98,31% (2010) para 99,50% (2022), com 1.072.636 de crianças baianas registradas. No ranking nacional, Salvador aparece em quarto lugar entre as capitais pesquisadas com o percentual de 99,6%, e 21 municípios baianos cobrem 100% dos registros em cartórios.

No percentual de ausência ou atraso no registro civil de nascimento (sub-registro), o estado apresenta o melhor desempenho em relação aos estados do Nordeste, que apresentou 1,49%, com índice abaixo de 1%. Em relação ao restante do país, a Bahia também está bem colocada, com o percentual de 0.58%, contra 1,05% da média nacional em 2023. Dez municípios baianos apresentam os maiores índices de sub-registro no estado. São eles: Aratuípe, Mata de São João, Aurelino Leal, Cairu, Gongogi, Itarantim, Nova Canaã, Mascote, Ipupiara e Muquém de São Francisco.

“A erradicação do sub-registro civil é um esforço contínuo, não só na Bahia, mas no Brasil inteiro. E, esse momento aqui é, sem dúvida, um esforço do Estado da Bahia para contribuir com esse processo de mobilização. As Secretarias de Estado, os órgãos do sistema de justiça e a sociedade civil têm feito esforços também, no âmbito de suas atividades, para que possamos superar esse problema que ainda aflige a população brasileira, da necessidade de as pessoas garantirem o seu registro ou a sua carteira de identidade nacional para que possam acessar as políticas públicas e os seus direitos”, afirmou o chefe de Gabinete da SJDH, Raimundo Nascimento.

Mais de 1,3 mil pessoas, de 13 estados e 246 municípios, se inscreveram para a capacitação sobre a importância do registro de nascimento para o exercício da cidadania. Assistentes sociais, psicólogos, conselheiros tutelares, técnicos da saúde, gestores, advogados e demais profissionais que atuam no sistema de garantia de direitos, participaram do encontro, que teve o objetivo de fortalecer e qualificar o atendimento do cidadão na rede socioassistencial do estado. Os painéis temáticos dessa terceira edição da capacitação discutiram a emissão da Carteira de Identidade Nacional; o acesso da população aos serviços essenciais de documentação; dados relevantes sobre o sub-registro civil de nascimento; Registro Tardio; acesso ao registro civil pela a população LGBTQIAPN+; parentalidade e aspectos legais; relação entre cartórios e maternidades.

O Encontro Estadual foi realizado pela SJDH, por meio da Coordenação de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos (CPCDH), e pelo Comitê Gestor Estadual do Plano Social de Registro Civil de Nascimento e Documentação Civil Básica (CRCN/BA), que é formado por vários órgãos do Governo da Bahia.

Emissão de documentos

O registro civil de nascimento é o primeiro passo para o pleno exercício da cidadania por uma pessoa. Ele garante o acesso a direitos básicos e a outros documentos como Carteira Nacional de Identidade (CNI), Título de Eleitor, CPF, PIS/PASEP, e benefícios sociais como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada). O documento é essencial para a emissão da nova CNI, que integra os dados de identificação do cidadão de forma segura. De acordo com o Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM), órgão vinculado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), até julho de 2025, 1.335.919 novas carteiras de identidade foram emitidas em todo o estado.

“O Pedro Mello tem essa exigência documental para fazer a carteira de identidade nacional. O Pedro Mello, como detentor de um banco de dados de mais de 15 milhões de habitantes, tem todas essas informações dos cadastros do cidadão disponíveis. Se alguma pessoa ou familiar, precisar saber onde foi registrado temos esse serviço para ajudar as pessoas, a população no geral. O registro de nascimento é o primeiro documento para o cidadão exercer a sua cidadania”, explicou o perito técnico do IIPM, Antônio Sande.

Sobre o Comitê

Coordenado pela SJDH, o Comitê Gestor Estadual do Plano Social Registro Civil de Nascimento e Documentação Civil Básica visa erradicar o sub-registro civil de nascimento e ampliar o acesso à documentação básica na Bahia, com foco na população mais carente. Pessoas que são registradas de forma tardia, ainda que no próprio ano de nascimento ou no primeiro trimestre do ano subsequente, são identificadas como sub-registro.

“O Comitê foi instituído em 2009 e, desde então, tem empenhado esforços para erradicar o sub-registro civil de Nascimento. O registro civil de nascimento é o primeiro passo para o exercício da cidadania que possibilita e viabiliza o acesso a uma cadeia documental e que garante direitos, acesso a políticas públicas. O cidadão passa a interagir com o Estado, passa a ter uma formalidade existencial para todos os efeitos de direitos e a garantia desses direitos são assegurados”, ressaltou a coordenadora do Comitê, Maria Fernanda Cruz.