Trump ameaça impor tarifas de 200% contra a China caso o país não exporte ímãs de terras raras



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O presidente dos EUA, Donald Trump 25 de agosto de 2025 | 20:30

Trump ameaça impor tarifas de 200% contra a China caso o país não exporte ímãs de terras raras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (25) a China com a imposição de tarifas de cerca de 200% sobre os produtos chineses que entrarem nos Estados Unidos caso Pequim não acelere suas exportações de ímãs de terras raras.

“Eles têm que nos dar ímãs”, afirmou Trump. “Se não nos derem, então teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo assim. Mas não acho que vamos ter problemas com isso”, acrescentou o mandatário americano na presença de seu contraparte sul-coreano, Lee Jae-myung, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

A China é a principal produtora mundial de terras raras, utilizadas para fabricar ímãs essenciais para as indústrias automotiva, eletrônica e de defesa.

No início de abril, Pequim impôs licenças de exportação para esses materiais estratégicos, uma decisão percebida como medida de retaliação diante das tarifas americanas. Pequim e Washington embarcaram então em uma verdadeira guerra comercial, respondendo cada um aos aumentos tarifários do outro, até atingir cifras de três dígitos de ambos os lados.

Desde então, as negociações entre as duas maiores potências mundiais permitiram reduzir as tensões, e o governo chinês se comprometeu a acelerar a concessão de licenças a uma série de empresas norte-americanas.

“Acho que temos uma relação estupenda com a China, falei recentemente com o presidente Xi [Jinping] e, em algum momento do ano, deveríamos visitar a China”, disse Trump.

O presidente norte-americano acrescentou: “Eles têm algumas cartas. Nós temos cartas incríveis, mas não quero jogá-las. Se eu as jogasse, destruiria a China”.

Representantes americanos e chineses se reuniram em três ocasiões nos últimos meses a fim de resolver uma série de questões relativas às suas relações comerciais.

Após essas reuniões, ambos os países chegaram a um acordo, reduzindo temporariamente as tarifas para 30% por parte dos Estados Unidos e para 10% por parte da China. O acordo tinha validade por um período de 90 dias, que já foi prorrogado pela segunda vez até novembro.

Washington, por sua vez, já demonstrou certo descontentamento, acusando a China de retardar deliberadamente o processo de concessão de licenças para a exportação de terras raras.

Folhapress



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Vânia Almeida leva trajetória marcada pela educação e sustentabilidade à direção do Instituto Anísio Teixeira


Vânia Almeida leva trajetória marcada pela educação e sustentabilidade à direção do Instituto Anísio Teixeira
Vânia Almeida leva trajetória marcada pela educação e sustentabilidade à direção do Instituto Anísio Teixeira

Foto: Kauan Moreira/Ascom SEC

A manhã desta quinta-feira (28) marcou a posse de Vânia Almeida como nova diretora-geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, em uma cerimônia que contou com a presença da secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito. O ato simboliza o fortalecimento do IAT como espaço estratégico para a formação de professores e o desenvolvimento de políticas públicas educacionais na Bahia.

A secretária Rowenna Brito ressaltou que a chegada de Vânia representa um novo ciclo para a Educação da Bahia. “É muito significativo ter uma professora à frente do IAT conduzindo a política de formação, pesquisa e inovação. Esta presença fortalece nossa rede e valoriza a carreira docente”. Em seguida, Vânia complementou: “Retorno à casa do professor com a missão de honrar esse legado e de enfrentar os desafios contemporâneos, como a crise climática, reafirmando o papel da Educação na transformação da sociedade.”

A cerimônia também contou com as presenças dos secretários estaduais de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcius Gomes. A participação de diferentes áreas do governo reforça a centralidade do instituto na articulação de políticas públicas educacionais integradas e inovadoras.

Trajetória

Mestre em Educação e professora da rede estadual desde 2003, Vânia Almeida construiu uma trajetória marcada pela defesa da cidadania e pelo ativismo ambiental, conciliando experiência em sala de aula com projetos voltados à sustentabilidade. Mulher negra e militante socioambiental, ela sucede Iuri Rubim na direção do IAT.

Ao assumir a gestão, Vânia reafirmou o compromisso de ampliar a inovação pedagógica e fortalecer o diálogo entre ensino, pesquisa e práticas transformadoras. Consolidado há 42 anos como referência nacional, o Instituto Anísio Teixeira segue dedicado à formação de educadores, à disseminação de saberes e ao aprimoramento da educação pública na Bahia.

Fonte: Ascom/SEC


‘Excesso’ de energia renovável desafia sistema e obriga cortes recordes de geração



Foto: Divulgação/Arquivo
Placas de energia solar 25 de agosto de 2025 | 20:45

‘Excesso’ de energia renovável desafia sistema e obriga cortes recordes de geração

O Brasil está produzindo tanta energia em determinados momentos do dia que os cortes na geração para evitar problemas no sistema têm alcançado patamares recordes neste ano. A interrupção em usinas eólicas e solares, nas quais a medida costuma ser aplicada, cresceu tanto que já compromete um quinto da produção total dessas fontes.

O problema continua se agravando mês a mês e evidencia a complexa contradição de um sistema que abre mão de energia renovável enquanto aciona a bandeira vermelha na conta de luz para conter o consumo. As interrupções podem também alimentar uma bomba-relógio para o país –já que empresas geradoras exigem compensação pelas interrupções e já falam em contas acumuladas de até R$ 5 bilhões.

O corte de geração, também chamado entre especialistas de “curtailment” ou “constrained-off”, é determinado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a determinados geradores quando fica identificada a necessidade de se reduzir a geração de energia em determinadas circunstâncias em nome da segurança da rede.

Há diferentes motivos para os cortes, como condições meteorológicas extremas, além de atrasos e problemas de capacidade em linhas de transmissão. Mas a sobreoferta de energia é hoje a principal causa, gerando metade das interrupções e devendo responder por 96% delas até 2029, segundo cálculos do ONS.

O corte por sobreoferta de energia é necessário porque o sistema elétrico precisa funcionar em equilíbrio e sem grandes diferenças entre geração e consumo. Dados compilados pela consultoria Volt Robotics mostram que há descompasso todos os dias, sobretudo no período diurno devido à forte geração solar.

Donato da Silva Filho, diretor-geral da Volt Robotics, afirma que há dois desencontros diários na relação entre oferta e demanda. “De manhã, você tem o sol, mas não tem o consumidor. E conforme o sol vai se pondo, a geração solar vai caindo e o consumo aumentando, porque a gente não educou as pessoas a não consumir no fim do dia e aciona um monte de térmica para atender esse pico do fim do dia”, diz.

Isso faz com que, apesar da sobra em determinados momentos, o país ainda precise manter fontes de energia firme –como hidrelétricas e termelétricas– para garantir suprimento quando o sol e o vento não estão disponíveis. Essa garantia é necessária também porque as fontes renováveis são intermitentes e não asseguram geração contínua ao longo do dia.

O problema cresce nos fins de semana, quando o consumo cai e o descompasso entre oferta e demanda se agrava. Foram particularmente estressantes neste ano os domingos de 4 de maio (feriadão do Dia do Trabalhador) e 10 de agosto (Dia dos Pais), sendo que neste último quase todas as eólicas e solares foram desligadas e até hidrelétricas foram afetadas.

Os geradores reclamam inclusive da falta de transparência do ONS para o corte nas usinas, já que algumas regiões e unidades são bem mais afetadas que outras.

No centro do problema está a multiplicação de placas solares fora do sistema tradicional de produção elétrica. Elas compõem em grande parte a chamada geração distribuída (a GD)–perto do local de consumo, principalmente por meio de instalações em casas, comércios ou pequenas usinas.

Diferentemente das usinas que estão no sistema centralizado, a GD pode inserir energia no sistema sem supervisão ou controle do ONS –que não pode pedir redução ou limitação nesse caso. Por isso, os cortes recaem apenas sobre as demais.

O problema tende a aumentar, já que a geração distribuída já supera 42 GW (gigawatts) de capacidade instalada e deve alcançar 50 GW até 2028, segundo um relatório do ONS. “Com a expansão acelerada da geração distribuída no Brasil, o impacto dos cortes no Brasil sobre o SIN [Sistema Interligado Nacional] torna-se ainda mais relevante”, alerta o documento.

Filho, da Volt, afirma que nos próximos meses a interrupção das eólicas deve crescer ainda mais devido à temporada de ventos mais intensos. Ele diz que o cenário impacta as receitas das geradoras e pode levar a um efeito em cadeia —inclusive no sistema financeiro.

“Isso vai bater na porta do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e do Banco do Nordeste, que são grandes financiadores de projetos renováveis. O pessoal daqui a pouco não vai ter dinheiro para pagar a transmissão, que é um custo relevante das usinas. E isso já está aparecendo”, diz.

“A gente sempre falou muito que o Brasil vai ser o celeiro da energia mundial. Desse jeito, não vai. O que vai acontecer? Os investidores vão embora”, afirma. “Isso escancara uma ineficiência do ponto de vista sistêmico. A gente vê com preocupação, porque o Brasil está jogando uma oportunidade fora”.

Talita Porto, diretora regulatória da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), afirma que os números de corte são consideravelmente maiores a depender da usina e que o retorno de investidores está sendo impactado de forma significativa.

“Tem empreendedores que estão sofrendo cortes de até 60% ou 70% [do potencial de geração]. Então está impactando muito diretamente os nossos associados, com prejuízo financeiro na veia. Para o negócio, para aquele valuation [avaliação sobre o valor do projeto] que ele fez lá atrás, é mortal”, afirma.

Élbia Gannoum, presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), diz que alertou o governo sobre a situação. “Nós começamos uma conversa com a própria Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] e depois com o Ministério de Minas e Energia e dissemos o seguinte: meus caros, as empresas vão quebrar. A conta já passou de R$ 5 bilhões”, diz ela, se referindo somente à fatura de empresas eólicas e solares.

Alguns agentes afirmam que esses valores podem ser cobrados futuramente na conta de luz, outros dizem que pode ser arcado pelo Tesouro Nacional e outros dizem ser possível o uso em um encontro de contas na fatura de energia –sem o consumidor sentir aumento.

O Ministério de Minas e Energia se prepara para publicar uma portaria para trazer diretrizes para o ressarcimento do curtailment. Procurada, a pasta informou que um grupo de trabalho está concluindo as análises sobre o tema. Criado em março, o grupo é composto por representantes de MME, Empresa de Pesquisa Energética, Aneel, ONS e CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

A Aneel também discute o tema por meio de uma consulta pública, que trata sobre classificação e hierarquização dos cortes. No momento, o processo está em fase de análise das contribuições recebidas. Enquanto isso, especialistas e representantes privados do setor continuam debatendo possíveis soluções.

Uma das principais sugestões do setor é a ampliação da capacidade de armazenamento de energia, tema que está em discussão técnica pelo menos desde 2020. De forma específica, uma solução apontada é o incentivo à compra de baterias em residências para guardar a energia produzida a partir do sol.

“Funcionaria muito bem principalmente na geração distribuída. Usar aquela instalação na residência ou no comércio para estocar essa energia e reinjetá-la na rede durante o pico do consumo”, afirma Marisete Pereira, presidente da Abrage (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica).

Uma lógica semelhante poderia ser aplicada às hidrelétricas, usando a energia abundante durante o dia para bombear água de volta para os reservatórios. Isso ampliaria a possibilidade de usar as usinas em momentos de maior necessidade, reforçando o uso delas como grandes baterias do sistema.

Edson Silva, diretor-presidente da Jirau Energia, afirma que outros países estão mais avançados na discussão, inclusive na flexibilização do uso das hidrelétricas, e que outras medidas deveriam ser colocadas em prática. “O que a gente deseja é que, no mínimo, haja uma mudança regulatória para que esse problema pare de crescer”, diz.

As associações das empresas afetadas defendem um teto para os cortes, além de colocar a geração distribuída no alvo das interrupções. Fernando Mosna, diretor da Aneel, disse neste mês que é necessário mudar a lei 14.300, de 2022 (que fala sobre a geração distribuída), caso se queira que a agência regulamente o curtailment na GD.

Outras soluções são sugeridas nos debates, como uma maneira de incentivar o consumo quando a energia sobra, como nas manhãs e fins de semana –tanto para famílias como para empresas. Também são recomendadas iniciativas como criação de demanda por meio de data centers no Nordeste, antecipação de obras de transmissão, adoção de equipamentos mais modernos para aumentar a capacidade de transporte da energia e maior controle para a entrada de novos interessados na geração de energia.

Luiz Eduardo Barata Ferreira, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, defende uma reforma estrutural no setor elétrico. “Nós [como país, ao longo dos anos] estimulamos a instalação de renováveis com subsídios no transporte, na transmissão e na distribuição, o que originou hoje uma sobreoferta considerável. O Ministério de Minas e Energia, ao invés de ficar fazendo MP pra cá e MP pra lá, deveria fazer um projeto amplo”, diz.

Fábio Pupo/Folhapress



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AGU solicita investigação da PF sobre possível ação bolsonarista na rede contra o Banco do Brasil



Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
O ministro da AGU, Jorge Messias 25 de agosto de 2025 | 21:45

AGU solicita investigação da PF sobre possível ação bolsonarista na rede contra o Banco do Brasil

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito policial para apurar uma suposta ação de bolsonaristas nas redes sociais contra o Banco do Brasil, citando um possível disparo massivo de publicações para aterrorizar a população. A notícia-crime foi enviada nesta segunda-feira (25) ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Segundo o ofício, desde a última terça (19) diversos perfis em redes sociais teriam vinculado notícias falsas envolvendo agentes do sistema financeiro nacional, em especial o BB, em torno das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.

“Propagando desinformação, no interesse de pressionar agentes financeiros e gerar caos no Sistema Financeiro Nacional, perfis em redes sociais passaram a divulgar mensagens sugerindo a necessidade urgente de retirada de dinheiro dos correntistas do bancos”, diz a AGU.

De acordo com a notícia-crime, a ação teria sido articulada para “aterrorizar a sociedade com a perspectiva iminente de um colapso no sistema financeiro nacional”.

“Tais condutas têm o potencial de fomentar uma verdadeira corrida bancária para retirada de valores dos bancos, o que pode causar prejuízo à economia do país”, afirma o órgão no documento.

A AGU também cita um possível interesse em incitar a população contra integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Soma-se a isso uma intenção política no sentido de, relacionando tal colapso às atividades dos membros do Supremo Tribunal Federal, colocar a opinião pública contra o órgão judicial e constranger o Poder Judiciário em sua atuação típica.”

Na última sexta, o Banco do Brasil identificou a ação contra a instituição e a presidente Tarciana Medeiros passou a ser pressionada, por integrantes do Judiciário e por bancos, a tomar providências e acionar a PF.

Em ofício enviado à AGU em que pede a adoção de medidas jurídicas cabíveis, o BB ressaltou que o movimento de desinformação mira comprometer o Estado de direito e a segurança jurídica. Procurado, o banco não quis comentar o documento.

O advogado Jeffrey Chiquini, numa fala para um canal bolsonarista no Youtube, recomenda abertamente que as pessoas tirem imediatamente o dinheiro do banco. Uma publicação dele no X é mencionada na notícia-crime da AGU à PF.

Chiquini diz que o BB, um banco com controle estatal, acabará sendo punido pelos Estados Unidos por desrespeitar a Lei Magnitsky e atender o ministro do STF Flávio Dino —que, nesta semana, explicitou em despacho que leis de outros países não têm validade no Brasil.

“O Banco do Brasil é 51% estatal, o Banco do Brasil vai cumprir a decisão do Flávio Dino e o Banco do Brasil vai ser sancionado pela Lei Magnitsky e vai ser desligado do sistema Swift global. Tirem imediatamente seu dinheiro do Banco do Brasil porque ele será sancionado, isso é uma certeza”, disse ele no canal.

A medida foi definida pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, da AGU.

A Lei Magnitsky dos Estados Unidos foi aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. A norma impõe sanções financeiras, como congelamento de bens e proibição de negócios com cidadãos e empresas americanas, a estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. O cartão de crédito internacional de Moraes foi bloqueado.

Ana Pompeu/Folhapress



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Trump anuncia demissão de diretora do Fed e amplia pressão sobre banco central dos EUA



Foto: Reprodução/Instagram
O presidente dos EUA, Donald Trump 25 de agosto de 2025 | 23:22

Trump anuncia demissão de diretora do Fed e amplia pressão sobre banco central dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (25) que destituiu a diretora do Federal Reserve Lisa Cook de seu cargo devido a uma suposta fraude na documentação de uma hipoteca, ampliando sua pressão para que o banco central americano reduza as taxas de juros.

Trump fez o anúncio em uma carta direcionada a Cook publicada em suas redes sociais. “O povo americano precisa ter plena confiança na honestidade dos membros encarregados de definir políticas e supervisionar o Federal Reserve”, escreveu.

A diretora está no alvo de Trump ao menos desde semana passada, quando o presidente disse que pediria para ela renunciar devido à falsificação de documentos. Primeira mulher negra a fazer parte da diretoria do Fed, Cook disse na quarta-feira (20) que não tem “nenhuma intenção de ser intimidada a renunciar”.

Após o anúncio, os futuros da S&P 500 e o índice da Bloomberg que compara o dólar a outras moedas caíram, enquanto os rendimentos do título do Tesouro americano de 10 anos subiram.

Cook foi uma das diretoras que votou favorável à manutenção dos juros nos EUA entre 4,25% e 4,5% na reunião realizada em julho, apesar da pressão constante de Trump sobre o presidente da instituição, Jerome Powell, de reduzir a taxa em três pontos percentuais.

A última reunião, porém, foi a primeira em que a decisão não foi unânime. Dois diretores, Christopher Waller e Michelle Bowman, defenderam um corte de 0,25 ponto. Ambos foram indicados por Trump. A ata mostrou que os dois estavam isolados ao defenderem a medida.

Presidentes podem remover membros do Federal Reserve do cargo apenas por justa causa. As leis que descrevem esse motivo geralmente relacionam o termo com ineficiência, negligência e atos ilícitos no cargo. Ainda não está claro como ou se Cook vai contestar a decisão.

O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), que toma as decisões sobre juros, é composto por doze membros, sendo os sete membros do Conselho de Governadores (indicados pelo presidente e aprovados pelo senado), o presidente do Federal Reserve de Nova York e quatro dos 11 presidentes restantes em mandato rotativo.

O anúncio de demissão ocorre depois que o Departamento de Justiça indicou que planeja investigar Cook por uma denúncia de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, de que ela teria cometido fraude.

Nas redes sociais, Pulte agradeceu Trump pela decisão desta segunda. “Se você cometer fraude hipotecária nos EUA, iremos atrás de você, não importa quem você seja”, escreveu.

Na semana passada, Pulte disse no X que Cook havia designado um condomínio em Atlanta como sua residência principal depois de tomar um empréstimo em sua casa no Michigan, que ela também declarou como residência principal. Pulte disse à CNBC que também está investigando uma propriedade que Cook tem em Massachusetts.

A diretora afirmou na ocasião que leva a sério qualquer questionamento sobre seu histórico financeiro como membro do Federal Reserve e que estava reunindo informações precisas para responder a qualquer pergunta legítima. Ela ainda não se manifestou após o anúncio de demissão.

Cook é uma das três diretoras do Fed com mandato que ultrapassa o período de governo de Trump. Além dos dois aliados, o presidente ainda indicou Stephen Miran temporariamente para a diretoria, mas seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Na sexta-feira (22), Powell sinalizou em discurso um possível corte nos juros americanos na próxima reunião da autarquia, em setembro, embora ainda esteja cauteloso.

Folhapress



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