
Os municípios de Nova Soure e Jandaíra receberam homenagens do deputado Marcinho Oliveira (PDT), autor de duas moções de congratulações em razão do aniversário de 82 anos de emancipação política das localidades. “A história de Nova Soure é uma das mais antigas e ricas do Nordeste da Bahia”, declarou o parlamentar em um dos documentos. No outro, ele diz que “o próprio nome de Jandaíra já revela a alma do município: oriundo do tupi, significa ‘abelha de mel’ — uma designação que evoca doçura, trabalho coletivo e a riqueza natural de uma terra abençoada”. Mas em ambos os casos há histórias de séculos de ocupação, resistência e transformação.
“Em 1666, os jesuítas fundaram o aldeamento de Nossa Senhora da Conceição de Natuba, embrião do que viria a ser a cidade de Nova Soure”, contou o deputado. O local era dotado de um convento e uma igreja. “Nas terras férteis da Missão de Natuba, colonos portugueses se estabeleceram e desenvolveram a agricultura, dando início ao processo de ocupação que moldaria a identidade da região”, disse.
Natuba foi elevada à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Soure, por Provisão Régia de 8 de maio de 1758, e logo depois alçada à condição de vila, com o nome de Soure, sendo instalada em 10 de março de 1759. “Nesse mesmo ano, os jesuítas foram expulsos do Brasil e do império português, encerrando um capítulo fundamental da história religiosa e social da região”, conta.
“A trajetória político-administrativa de Nova Soure foi marcada por idas e vindas que testaram a resistência de seu povo”. De fato, em 1931, o município de Soure foi anexado a Cipó. Graças à mobilização de seus habitantes, a autonomia foi restaurada em 1935, mas novamente suprimida em 1943, quando o distrito teve seu nome alterado para Nova Soure. “A autonomia definitiva foi conquistada pelo Decreto Estadual nº 12.978, de 1º de junho de 1944 — data que celebramos com orgulho neste ano de 2026, quando o município completa 82 anos de emancipação definitiva”, comemorou.
EVOLUÇÃO
A região onde se formou Jandaíra chegou a ter uma população de 75 mil tupis, entre tupinambás e caetés. Os primeiros europeus a chegarem foram os franceses, que exploraram o pau-brasil com a ajuda dos caetés. Com a chegada dos portugueses, os franceses foram expulsos e os caetés, perseguidos e escravizados. A localidade foi doada em sesmaria e ali se ergueu a capela de Nossa Senhora de Abadia, a partir de 1573.
A evolução político-administrativa de Jandaíra percorreu um longo caminho. Em 1718, o povoado foi elevado à categoria de freguesia; dez anos depois, em 1728, tornou-se vila, recebendo o nome de Abadia. Em 1903, foi elevada à condição de município com o nome de Cachoeira de Abadia. Em 1927, adotou definitivamente o nome Jandaíra — a abelha de mel do tupi — e em 1944 foi oficialmente elevada à categoria de município.
Reportagem: Paulo Menezes
Edição: Franciel Cruz







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