
Foto: Otávio Santos / Secom PMS
Reportagem: Fabiane Humildes e Mateus Soares / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador iniciou, nesta quinta-feira (17), uma ação de limpeza na área do Parque Municipal do Manguezal do Rio Passa Vaca, em Patamares. O trabalho reuniu equipes da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), representantes da Fundação Vovó do Mangue, moradores e voluntários da região.
A atividade ocorreu um dia após o prefeito Bruno Reis anunciar a efetivação dos parques do Passa Vaca e de Mussurunga. Somente na área do Passa Vaca, a Prefeitura investiu R$ 31 milhões em desapropriação, para garantir a proteção de aproximadamente 19 mil m² de manguezal.
Durante a ação de limpeza, os participantes retiraram resíduos sólidos acumulados na vegetação e nas margens do rio. O material chega através do Rio Passa Vaca e do Rio Jaguaribe, pela maré e também é resultado do descarte irregular realizado nas vias próximas.
O titular da Secis, Ivan Euler, apontou que a iniciativa desta quinta é uma das primeiras medidas previstas para a recuperação e preservação da área. “Hoje, a Prefeitura está aqui, junto com a comunidade, entrando no mangue para retirar os resíduos e o lixo que vêm do mar e do próprio Rio Passa Vaca”, disse o secretário.
Segundo Euler, a previsão é de que, na próxima semana, a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) inicie o cercamento do parque. A intervenção tem o objetivo de delimitar o espaço, evitar novas ocupações e restringir práticas que possam provocar danos ao ecossistema.
“Além de ser um parque, essa área é um mangue, e o manguezal é uma Área de Preservação Permanente. A iniciativa também preserva essa APP e protege o manguezal contra futuras invasões”, acrescentou Euler.
O Rio Passa Vaca nasce na região de São Rafael, cruza a Avenida Paralela, passa por Patamares e encontra o Rio Jaguaribe próximo à orla. O manguezal situado nessa área é considerado o último remanescente desse ecossistema na Orla Atlântica de Salvador.
O parque foi criado formalmente por decreto municipal em 2009, mas a desapropriação da área ainda estava pendente. Com o pagamento da indenização ao antigo proprietário, o terreno passou a integrar efetivamente o patrimônio público municipal.
A engenheira ambiental e sanitarista Lairrane Ferreira, do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), ressaltou que a retirada dos resíduos é a primeira etapa de um trabalho permanente.
“O importante é começar. Precisamos iniciar esse trabalho porque existe bastante resíduo acumulado. Esta é a primeira etapa. É começar, meter a mão e ir a fundo”, afirmou Lairrane.
Moradora de Patamares desde que nasceu, a ambientalista Joana Kakid participa há anos de iniciativas voluntárias de limpeza no manguezal. Ela contou que as ações eram realizadas anteriormente por grupos menores, sem a estrutura atualmente mobilizada pela Prefeitura.
“Antigamente, vinham 10 ou 15 voluntários. Agora, temos a estrutura da Limpurb, além de voluntários da Secis. São mais mãos trabalhando por um bem comum”, disse Joana.
A voluntária afirmou que a variação da maré faz uma grande quantidade de resíduos ficar retida no estuário. Segundo a ambientalista, além das limpezas periódicas, será necessário acompanhar a qualidade da água e dos sedimentos, delimitar o parque e promover atividades de educação ambiental.
A Prefeitura iniciou uma parceria com a Fundação Vovó do Mangue para implantar no local o primeiro Centro de Referência do Manguezal de Salvador. O espaço concentrará ações de pesquisa, inovação tecnológica, monitoramento e educação ambiental.
“Não será somente um espaço de contemplação, mas também de educação ambiental, pesquisa e monitoramento. As crianças terão acesso direto à natureza dentro do centro urbano da cidade de Salvador”, explicou Euler.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/limpeza-na-area-do-parque-municipal-do-manguezal-do-rio-passa-vaca/ .
Fonte: Prefeitura de Salvador







Comentários