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Placas solares estão sendo instaladas no Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã


Placas solares estão sendo instaladas no Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã
Placas solares estão sendo instaladas no Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã

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O Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã, no município de Igaporã, recebeu 570 placas solares, que já estão sendo instaladas dentro da política da Secretaria da Educação do Estado (SEC) de atendimento às necessidades de transição energética para mitigar as mudanças climáticas. Em parceria com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), a SEC vem executando a instalação de sistemas solares fotovoltaicos nas escolas da rede estadual, a partir de um projeto inovador que conta com o investimento de mais de R$ 131 milhões. A expectativa é que a Bahia se torne protagonista na implementação de programas de transição do sistema energético para suprimento de energia elétrica nos prédios públicos do poder executivo estadual através de fontes renováveis.

O diretor do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã, Tiago Alencar, falou sobre a instalação das placas de energia solar na unidade escolar, que tem 640 estudantes matriculados. “É um compromisso que o Governo do Estado, através da SEC, vem plantando em todos os órgãos públicos e que casa perfeitamente com o tema da jornada pedagógica deste ano, que é inovação tecnológica e sustentabilidade. Trata-se de uma conquista, um grande passo rumo à sustentabilidade de nossa unidade. Com isso, a gente pretende, cada vez mais, aumentar o compromisso da educação com o futuro de um planeta mais sustentável”, avalia o gestor, complementando que a comunidade escolar está sempre buscando novas formas de proteção do meio ambiente através de práticas sustentáveis e educativas.

A líder escolar Lívia Lopes, 18 anos, 3º ano do Ensino Médio, reforça a importância da transição energética para as comunidades escolar e do entorno. “A chegada da energia solar no nosso colégio é uma conquista muito importante, porque, além de ajudar na redução dos custos com energia, é um projeto que traz um olhar mais consciente sobre o uso dos recursos naturais. E toda essa economia gerada poderá ser revertida em melhoria para a nossa própria escola, beneficiando não só os alunos, como todo mundo da cidade. E, além disso, também é muito importante para aprendermos, na prática, sobre sustentabilidade, energia limpa, temas que são muito trabalhados em sala de aula e é algo que sabemos que já é o nosso futuro. A gente ouve falar o tempo todo sobre isso, porém não conhecia essa tecnologia, apesar de muitos já terem em casa. Fico muito feliz e tenho certeza de que todo mundo da escola gostou muito da novidade”.

Economia e meio ambiente 
A instalação de sistemas solares fotovoltaicos nas escolas – resultado da licitação Seinfra/Sepec n° 003/2023 – atenderá 156 novas unidades escolares estaduais de tempo integral localizadas em diferentes regiões da Bahia. Além do benefício econômico com a redução de custos na conta de luz, a implantação da energia fotovoltaica nas escolas públicas mostra a preocupação do Estado com o meio ambiente por esta ser considerada uma fonte de energia alternativa, renovável, limpa e sustentável. Com uma potência nominal instalada da ordem de 47 mil kWp, o projeto contempla a instalação dos sistemas compostos por módulos fotovoltaicos e inversores de acessórios nas coberturas das escolas.

As escolas construídas através do projeto “Construir para educar” já possuem usinas solares fotovoltaicas incluídas nos contratos das obras. Do total de 46 usinas, já foram inauguradas, por exemplo, uma no Colégio Estadual do Campo de Tempo Integral de Cascavel, em Ibicoara, e mais três nos colégios estaduais de tempo integral São Daniel Comboni e Professor Rômulo Almeida, ambos em Salvador”. Por meio de Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre a SEC e a Neoenergia Coelba, sistemas de geração de energia elétrica, a partir de fonte solar fotovoltaica, já foram instalados em outras cinco escolas estaduais.

O programa-piloto, sem custos para o Estado, integra as atividades da concessionária de destinar parte da sua receita operacional líquida para realizar projetos de eficiência energética, promovendo o desenvolvimento, a consolidação de novas tecnologias e as mudanças de hábitos para o consumo consciente. Outras unidades escolares da rede estadual de ensino já contavam com usinas solares fotovoltaicas através de outros contratos e convênios, a exemplo do Centro Estadual de Educação Profissional Águas, localizado no município de Barra; Colégio Estadual da Bahia – Central, em Salvador; e Colégio da Polícia Militar (CPM), em Jequié.

Fonte: Tiago Alencar/SEC


Governo do Estado impulsiona o desenvolvimento regional durante o 1º Festival Nordestino de Economia Popular e Solidária


Governo do Estado impulsiona o desenvolvimento regional durante o 1º Festival Nordestino de Economia Popular e Solidária
Governo do Estado impulsiona o desenvolvimento regional durante o 1º Festival Nordestino de Economia Popular e Solidária

Foto: Joá Souza/GOVBA

Evento reúne mais de 500 expositores dos nove estados do Nordeste e promove cultura, economia solidária e sustentabilidade ecológica

Mais de 500 expositores de artesanato, gastronomia e agricultura familiar participam do 1º Festival Nordestino de Economia Popular e Solidária, que acontece até domingo (11), no Centro de Convenções de Salvador. O evento, realizado em parceria com o Governo do Estado, por meio das secretarias estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Consórcio Nordeste, mostra a riqueza e valorização cultural dos estados nordestinos, através da diversidade de produtos, oficinas, debates, práticas e políticas públicas voltadas à economia solidária e, muita música.

O governador Jerônimo Rodrigues, ao lado do secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Gilberto Carvalho, de secretários estaduais e autoridades, participou da abertura do evento, nesta quarta-feira (7), com a mesa temática “A economia popular solidária e o desenvolvimento do Nordeste”.

“Resolvemos criar esse movimento, com os nove governadores, para intercambiar experiências, produtos. E a realização desse festival de economia popular e solidária aqui na Bahia, mostra o nosso incentivo ao seguimento, pelos recursos investidos, leis criadas e eventos realizados. Esse encontro é para aqueles que fazem a economia solidária, seja na agricultura familiar, com os catadores, com o artesanato ou alimentação, que é uma economia muito pujante e importante para nós”, pontuou o chefe do Executivo.

Com entrada gratuita, o festival vai garantir a comercialização de produtos como alimentos, artesanatos, peças decorativas, vestuário, cosméticos e muito mais, fortalecendo a geração de renda, a inclusão e o empreendedorismo popular.

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, enfatizou que a iniciativa vai além de uma feira de negócios. “É uma ferramenta concreta de fortalecimento da política nacional de economia solidária, integrando produção, cultura e sustentabilidade em um mesmo espaço, com um investimento total de R$ 5 milhões, entre os governos federal, estadual e a iniciativa privada. Tenho certeza de que esse primeiro festival vai incentivar outros estados do país”.

Expositores também comemoraram a visibilidade oferecida pelo festival. “É uma vitrine, a oportunidade de mostrar o nosso trabalho, produtos de qualidade, para um público maior. Um momento de troca e aprendizado ”, declarou Paloma Silva de Souza, de Canudos, Bahia.

“Trouxe cultura popular, o barquinho de fogo, feito com argila, mas Sergipe tem muita coisa bonita. Temos uma série de materiais que podemos trabalhar, recicláveis e voltados para a cultura popular também”, afirmou Tânia Aguiar, artesã vinda do interior de Sergipe.

Paralelamente, está sendo realizado o Festival Baiano de Economia Solidária, com foco na comercialização de produtos do cooperativismo e da economia solidária baiana. A iniciativa reúne 230 empreendimentos locais, utilizando a moeda social Oxente.

A Bahia também se destaca no festival, por um conjunto de ações estruturantes, como: apoio ao microcrédito, fortalecimento de finanças solidárias, apoio a catadores e reciclagem, fomento à produção através da doação de equipamentos e assistência técnica. Além da comercialização nos Centros Públicos de Economia Solidária (CESOL), que atendem mais de 75 mil pessoas em 17 unidades, com mais seis em implantação e 23 espaços permanentes de vendas, incluindo shoppings.

Contribuição esta, enfatizada pelo secretário nacional, Gilberto Carvalho, durante discurso. “A Bahia é de longe, o estado onde a economia solidária encontrou mais apoio, um posto avançado. Esse é um momento de celebração, de retomar e impulsionar o crescimento econômico, na solidariedade, na fraternidade, sem exclusão, e com uma nova relação com a natureza”, disse.

A abertura do festival ainda contou com show de Laiô e Chico César na abertura. Outros artistas nordestinos, como Otto, Pedro Pondé, Del Feliz e Clariana, se apresentam nos próximos dias, com início sempre às 18h, de quarta a sábado, e às 15h, no domingo.

Espaço de formação, cultura e políticas públicas
Além da feira e atrações culturais, a programação contempla debates sobre desenvolvimento territorial, economia circular, cadeias produtivas, incubadoras, inclusão socioprodutiva, turismo de base comunitária e outros temas centrais para o fortalecimento da economia solidária.

O festival será, também, palco para a construção da versão preliminar do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, elaborado por representantes do Consórcio Nordeste, cujo documento será entregue ao ministro Fernando Haddad, durante a COP-30, em novembro, em Belém (PA). A construção do plano, colaborativamente com o apoio de representantes internacionais da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) e da Open Society Foundations (OSF), seguirá com uma agenda de debates até a consolidação do documento final.

O chefe de gabinete do Consórcio Nordeste, Glauber Piva, agradeceu o apoio do Governo do Estado para a elaboração do plano. “Será um documento vasto, com uma série de ações ao longo de cada ano, enfatizando a competitividade nacional, geração de energia renovável, segurança hídrica e redução das desigualdades regionais, envolvendo diversas câmeras temáticas, como a economia solidária e a valorização da caatinga. Então o apoio dos estados é fundamental”, enfatizou.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA


Inema apresenta modelo de governança hídrica no Fórum Brasil das Águas


Inema apresenta modelo de governança hídrica no Fórum Brasil das Águas
Inema apresenta modelo de governança hídrica no Fórum Brasil das Águas

Foto: Ascom/Sema

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) participou, na quarta-feira (7), em João Pessoa–PB, do 2º Fórum Brasil das Águas, apresentando a experiência do estado na gestão da água como direito fundamental e base para o desenvolvimento sustentável. A participação aconteceu durante o painel “Água e Desenvolvimento na Visão Geracional”, que propôs uma reflexão sobre como diferentes gerações podem colaborar na gestão eficaz dos recursos hídricos.

Durante a apresentação, a coordenadora de Gestão Descentralizada e Interação Social do Inema, Rita Braga, destacou os desafios intergeracionais na governança hídrica, defendendo a importância de integrar o conhecimento das gerações mais velhas com o protagonismo da juventude e o compromisso técnico da geração atual. A participação ativa dos jovens, especialmente em espaços como os Comitês de Bacia e Conselhos de Recursos Hídricos, foi citada como ponto essencial para a continuidade de políticas públicas eficazes.

Rita explicou que a geração atual enfrenta o desafio de implementar de forma eficaz os instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, como o enquadramento dos corpos d’água, a outorga e a cobrança pelo uso da água. Já as gerações mais antigas, segundo ela, possuem um conhecimento tradicional essencial para a gestão hídrica e devem participar ativamente do processo, enriquecendo as políticas públicas com sua experiência.

A coordenadora ressaltou ainda que a integração de saberes e a colaboração entre gerações são fundamentais para criar um modelo de governança hídrica mais inclusivo e sustentável. Segundo ela, a Bahia tem adotado um modelo de gestão que prioriza o diálogo com os territórios e a escuta qualificada das comunidades — incluindo ribeirinhas, quilombolas, indígenas e agricultores familiares — diretamente impactadas pelas políticas de água.

Como encaminhamento do painel, propôs-se aperfeiçoar a mobilização para composição dos Comitês de Bacia, com orientação às instituições indicadoras para priorizar a inclusão de jovens, mulheres e representantes de povos e comunidades tradicionais. A proposta, destacada por Rita Braga, visa fortalecer a representatividade nos espaços de decisão e garantir que os grupos mais impactados pelas políticas de recursos hídricos também participem ativamente da sua construção.

O 2º Fórum Brasil das Águas, promovido pela Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas (REBOB) com apoio do Governo da Paraíba, reuniu representantes do poder público, pesquisadores e organizações da sociedade civil para debater os rumos da política hídrica no país.
 


Cultura esportiva ganha destaque na abertura da Etapa Territorial dos Jogos Escolares da Bahia em Feira de Santana


Cultura esportiva ganha destaque na abertura da Etapa Territorial dos Jogos Escolares da Bahia em Feira de Santana
Cultura esportiva ganha destaque na abertura da Etapa Territorial dos Jogos Escolares da Bahia em Feira de Santana

Foto: Emerson Santos/SEC

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) deu início à Etapa Territorial dos Jogos Escolares da Bahia (JEB 2025), nesta quarta-feira (7), em Feira de Santana. A cerimônia foi realizada no Colégio Estadual de Tempo Integral de Feira de Santana (CETIFS) e reuniu estudantes das redes estadual e municipal. A ação reforça a política da SEC que valoriza o esporte como ferramenta de formação cidadã, promoção da saúde, disciplina e cooperação.

Durante toda a Etapa Territorial, mais de dois mil estudantes estarão envolvidos nas competições. A secretária Rowenna Brito destacou a importância do modelo de escola em tempo integral e do esporte no processo educativo. “É uma grande alegria estar hoje, em Feira de Santana, nesta escola que representa um marco para a educação integral. Sabemos como este modelo transforma realidades, promove inclusão e fortalece o processo pedagógico. O esporte, neste contexto, é uma ferramenta potente para desenvolver habilidades, garantir saúde e incentivar a disciplina dos estudantes”.

A competição segue até o dia 31 de maio e envolve modalidades coletivas e individuais, com a participação de mais de 60 escolas de 17 municípios. O diretor do Núcleo Territorial de Educação (NTE 19), Murilo Cerqueira, celebrou o investimento no evento. “É uma grande alegria coordenar esta ação que valoriza o esporte educacional. Estamos investindo R$ 400 mil para que nossos estudantes possam ter a oportunidade de se destacar em suas modalidades e construir uma trajetória de aprendizado e cooperação”.

A gestora Ana Verena Amorim também enfatizou a importância do evento. “O esporte é uma ferramenta poderosa de integração entre as escolas e os alunos. Ele ensina valores fundamentais como respeito, trabalho em equipe e determinação e aqui, no CETIFS, estamos vendo essa integração acontecer de forma excepcional”.

Entre os destaques está Maria Isabele Santos, 14 anos, que começou na corrida de orientação através do programa Educa Mais. Com destaque em várias competições, ela foi selecionada para representar o Brasil na Sérvia, em campeonato promovido pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE). A estudante ressaltou a importância do esporte em sua vida e o desejo de inspirar outros jovens.

Os JEB, realizados em quatro etapas, culminam na seletiva para a Etapa Nacional dos Jogos da Juventude, reforçando o compromisso da SEC com uma educação pública que alia esporte, cidadania e desenvolvimento.

Fonte: Ascom/SEC


Governo busca negociação com EUA e pede apoio de empresários



O governo federal se reúne nesta terça-feira (15) com setores da indústria e do agronegócio para discutir a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A primeira reunião com empresários do setor industrial ocorre pela manhã. No período da tarde, será a vez do agronegócio.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, abriu a reunião da manhã dizendo que o governo vai buscar a negociação com tranquilidade, mas sem interferir em outros poderes da República, como sugeriu Trump ao criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Alckmin classificou as medidas norte-americanas como inadequadas e pediu a colaboração dos empresários brasileiros.

“É importante a participação de cada um de vocês, nas suas áreas específicas, para fazermos um trabalho em conjunto. O governo brasileiro está empenhado em resolver essa questão e queremos ouvir as sugestão de cada um de vocês”, destacou o vice-presidente.

O governo também vai conversar com empresas americanas que compram e vendem para o Brasil. Alckmin lembrou que a taxação encarece e prejudica a economia dos dois países, já que existe uma importante relação de reciprocidade econômica em setores como o siderúrgico.
Comitê

O diálogo com setor privado será a primeira tarefa do recém-criado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais.

Fazem parte deste comitê os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Fazenda, das Relações Exteriores e da Casa Civil. Outras pastas foram convidadas para participar das reuniões.

Na segunda-feira, Geraldo Alckmin reforçou que o Brasil já estava dialogando e aguardava uma resposta dos representantes dos Estados Unidos antes do anúncio das novas tarifas.

“No dia 16 de maio foi encaminhado, até em caráter confidencial, uma proposta para os Estados Unidos, de negociação, que não foi respondida ainda. E até sexta-feira, antes do anúncio, tava tendo reunião no nível técnico”.
Geraldo Alckmin destacou todo empenho do governo para rever a taxação imposta pelo presidente estadunidense Donald Trump.

“A responsabilidade é, todo empenho, em rever essa questão. Primeiro porque ela é totalmente inadequada. O Brasil não tem superávit com os Estados Unidos. Aliás, o contrário. Dos dez produtos que eles mais exportam, oito a tarifa é zero. Então, nós vamos trabalhar junto com a iniciativa privada”.

O governo brasileiro ainda estuda quais medidas vai tomar se os Estados Unidos mantiverem a taxação, prevista para começar em primeiro de agosto. A lei de reciprocidade econômica, aprovada pelo Congresso neste ano, deve ser usada para balizar a atuação do governo brasileiro. A regulamentação da lei foi publicada nesta terça-feira.

Fonte