Clínica do Paradesporto leva capacitação e inclusão a Itabuna

Clínica do Paradesporto leva capacitação e inclusão a Itabuna Foto: Maurício Viana/Sudesb A Clínica do Paradesporto, com oferta de capacitação teórica e prática feita por profissionais de educação física, chega a Itabuna nesta sexta-feira (15), com cerimônia de abertura às 19h no Colégio Estadual de Tempo Integral Adeum Sauer. No sábado (16), a partir das 8h, … Leia Mais




Tradicional Festa da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, recebe título federal de promoção da igualdade racial


Tradicional Festa da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, recebe título federal de promoção da igualdade racial
Tradicional Festa da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, recebe título federal de promoção da igualdade racial

Festa da Boa Morte. Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Há mais de 200 anos a ancestralidade pede licença a cada mês de agosto em Cachoeira, quando se iniciam as festividades em celebração a Nossa Senhora da Boa Morte na Bahia. Nesta sexta-feira (15), a primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, a primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, ministras e secretários de Estado estiveram na sede da Irmandade da Boa Morte, na cidade do Recôncavo Baiano, onde acontecem os festejos desde 1820, para entregas e anúncios para a cultura popular, para os povos de terreiro e para a promoção da igualdade racial.

“A Festa da Boa Morte tem uma importância muito grande por tudo que já entregou para a sociedade brasileira, resgatando a história, em outros tempos comprando a liberdade de pessoas escravizadas. É uma história muito comovente. É uma comunidade de mulheres, um movimento de mulheres defendendo a liberdade, defendendo os direitos humanos”, disse a ministra da cultura Margareth Menezes, presente na cerimônia.

Antes do tradicional cortejo com 48 mulheres da irmandade cachoeirana, foi realizada a entrega do Prêmio do Ministério da Cultura para dona Dalva, sambista tradicional de Cachoeira. Na ocasião, foram anunciadas as obras pelo PAC Cidades para a casa de Samba da Dona Dalva e para o Terreiro Ilê Axé Icimimó. Dona Dalva também foi apresentada como a provedora da Festa da Boa Morte de 2026. Ainda foi entregue ao terreiro uma placa de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Entre os anúncios para Cachoeira, estão a adesão do município à política de Povos de Terreiro do Governo Federal e ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR). Outras 12 prefeituras, além da de Cachoeira, entraram no sistema nacional. A prefeita cachoeirana, Eliana Gonzaga, representou os municípios. “É uma alegria estar representando aqui os municípios da Bahia e assumindo essa responsabilidade de combater o racismo, não só em Cachoeira, mas em todo o país”, disse.

Na Igreja da Matriz de Cachoeira as autoridades participaram da missa solene. A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, e as ministras foram homenageadas pela Irmandade da Boa Morte pela contribuição com políticas de valorização da cultura. Para o secretário da Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a festa é uma tradição bicentenária de fé, de resistência e de preservação da memória cultural. “O Governo do Estado reconhece essa festa como patrimônio imaterial da Bahia desde 2010 e, com muito respeito, nós construímos a cada ano em diálogo com as irmãs da Boa Morte. A nossa participação e o nosso apoio acontecem com um diálogo muito respeitoso as nossas senhoras, que representam gerações de mulheres negras que, desde a escravização, lutam pela liberdade”, enfatizou.

Políticas federais
À frente da festa religiosa, a Irmandade da Boa Morte também recebeu o título de Promotora da Igualdade Racial pelo Governo Federal.  A tradição afro-católica, conduzida exclusivamente por mulheres negras, foi criada no século XVII em Salvador e transferida para a Cachoeira em meio a conflitos que marcaram a capital baiana. Segundo a provedora da festa deste ano, Irmã Neci Santos Leite, há 17 anos na Irmandade, o principal papel da entidade religiosa foi garantir uma partida digna às pessoas vulneráveis e fazer ressoar a mensagem de liberdade.

“É o nosso reconhecimento de uma alforria. Isso foi uma busca, uma luta nossa ao longo dos séculos e começou com nossos ancestrais escravizados. Pessoas escravizadas não tinham direito a uma morte digna, eram jogadas em uma vala, de qualquer jeito, para os bichos destruírem. Então, nossa busca foi sempre por dignidade e por liberdade”, contou Irmã Neci, que ocupa com outras integrantes, anualmente, os cargos de provedora, procuradora, tesoureira e escrivã, responsáveis pela organização dos rituais e atividades culturais.

Sobre a festa
A Festa da Boa Morte começou na última quarta-feira (13) e vai até o domingo (17), com manifestações culturais, sambas de roda, missas, procissões e espaço dedicados ao empreendedorismo negro na cidade de Cachoeira.

Repórter: Milena Fahel/GOVBA


Bahia ganha destaque nacional ao capacitar municípios em pagamentos por serviços ambientais


Bahia ganha destaque nacional ao capacitar municípios em pagamentos por serviços ambientais
Bahia ganha destaque nacional ao capacitar municípios em pagamentos por serviços ambientais

A Bahia se consolidou como um dos estados com destaque nas políticas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do país, reunindo 35 municípios com legislação específica, o que representa 15,7% do total nacional. O dado foi apresentado nesta terça-feira (12), em Brasília, durante a primeira reunião da Rede do Observatório de Pagamento por Serviços Ambientais (OPSA). No Brasil, 222 municípios contam com normas sobre PSA aprovadas até dezembro de 2024.

No estado, a política de PSA avançou. “A Secretaria do Meio Ambiente (Sema), junto com a Casa Civil, reestruturou a política estadual de PSA. O novo projeto de lei já foi aprovado pela Assembleia Legislativa e agora está em fase de sanção pelo governo estadual, representando um marco importante para a efetividade do programa”, destacou Marcelle Chamusca, coordenadora estadual do programa.

Marcelle Chamusca destacou também o trabalho de capacitação realizado pelo estado. “O estado se destaca pelo avanço na capacitação de municípios para o desenvolvimento de leis municipais de PSA. A Sema já alcançou 19 territórios baianos, capacitando 231 municípios, com 501 gestores e técnicos ambientais certificados”, afirmou a coordenadora.
Segundo ela, esse esforço de capacitação resultou nos 35 municípios que hoje contam com Políticas Municipais de PSA na Bahia. “É um trabalho que vai além da criação das leis. Estamos formando pessoas capacitadas para implementar essas políticas, na prática”, completou.

Resultados da pesquisa
Os dados da Bahia fazem parte de um estudo nacional do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que mapeou o cenário das políticas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Brasil. O levantamento identificou 61 leis estaduais, sendo que 41 abordam o tema de forma específica, enquanto 20 apenas mencionam o mecanismo ou continuam em discussão no legislativo.

Entre os principais desafios apontados está a fragilidade na estrutura de financiamento: 17 estados dependem de recursos próprios, e 13 não possuem previsão de fundos específicos para PSA. Além disso, as regiões Norte e Nordeste ainda concentram a maioria dos estados sem legislação dedicada ao tema.

A pesquisa foi desenvolvida com base em análise documental, revisão bibliográfica, levantamento de dados legais e entrevistas com 15 gestores de iniciativas, realizadas entre setembro e dezembro de 2024. O trabalho integra as ações da Rede OPSA, que monitora, avalia e dissemina informações sobre PSA no país, promovendo políticas públicas e boas práticas ligadas à conservação, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas.

O que é PSA?
O Pagamento por Serviços Ambientais é um sistema que remunera pessoas, comunidades ou empresas que adotam práticas de conservação ambiental. A ideia é compensar financeiramente quem protege florestas, nascentes e outros recursos naturais que beneficiam toda a sociedade.
Criado em 2015 pela Lei 13.223, o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PEPSA) da Bahia oferece incentivos financeiros e não financeiros para quem preserva ou recupera o meio ambiente. O foco são povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares e empreendedores rurais.

O programa segue o princípio do “protetor-recebedor”, assegurando pagamentos às comunidades que conservam áreas florestais. Executado pela Sema, apoia ações como proteção de nascentes, conservação da biodiversidade, regulação climática, melhoria do solo, preservação das águas e gestão de resíduos.

Os incentivos incluem pagamentos diretos, benefícios fiscais, certificações, premiações e assistência técnica. A Sema também monitora e capacita municípios para ampliar as iniciativas, liberando os recursos apenas após verificar os resultados das ações ambientais.

Fonte: Ascom/Inema
 


SEC e prefeituras realizam nova atividade do Programa Bahia Alfabetizada


SEC e prefeituras realizam nova atividade do Programa Bahia Alfabetizada
SEC e prefeituras realizam nova atividade do Programa Bahia Alfabetizada

Foto: Emerson Santos/SEC

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) participou, nesta terça-feira (12), em Salvador, do Seminário Estadual Bahia Alfabetizada, com ênfase no Eixo I – Criança, que acontece por grupamento, de forma a contemplar os 417 municípios por índices de alfabetização. No turno da manhã, na União dos Municípios da Bahia (UPB), o seminário foi voltado para as 11 cidades baianas com taxas de alfabetização na idade certa, acima de 60%. À tarde, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), participaram os 58 municípios que, em 2024, apresentaram menos de 25% de crianças alfabetizadas na idade adequada.

Outros encontros serão realizados, ao longo deste mês, com os demais grupos de municípios. A iniciativa tem como foco central a melhoria da aprendizagem das crianças e a elevação dos indicadores de alfabetização em todo o território baiano. Durante o seminário, foram apresentados e debatidos os resultados da alfabetização de 2024, bem como os dados da Avaliação Diagnóstica de Fluência Leitora de 2025. Com base nessa análise, será elaborada uma proposta de plano estratégico voltado para o fortalecimento da aprendizagem e o avanço dos indicadores educacionais.

Para a superintendente de Políticas Públicas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, a realização do seminário é fundamental para a elevação dos indicadores de alfabetização. “Hoje, por exemplo, já nos reunimos com os municípios que tiveram mais de 60% das crianças alfabetizadas na idade adequada e se destacaram no escopo do indicador. Todavia, é muito importante nos mantermos juntos para que este índice possa subir ainda mais. A gente tem uma meta de alfabetizar todas as crianças da Bahia e esses municípios vão ser estratégicos para alcançarmos essa meta e, inclusive, replicar práticas exitosas nos demais municípios”, ressaltou.

O presidente da UPB, Wilson Cardoso, destacou que é fundamental o trabalho conjunto entre a SEC, a UPB, as prefeituras, os secretários municipais de Educação e toda a equipe pedagógica, bem como o estreitamento do diálogo com a APLB para o acompanhamento e valorização dos professores. “A vontade política dos nossos prefeitos e o comprometimento das equipes pedagógicas serão fundamentais. Não tenho dúvida nenhuma de que vamos atingir o objetivo. O maior legado que um prefeito deixa é melhorar a educação para avançar o desenvolvimento do seu município”, afirmou.

Instituição de comitês
No âmbito do Programa Bahia Alfabetizada, a SEC, através da Portaria n° 1097/2025, publicada no Diário Oficial do Estado desta terça (12), instituiu comitês com a finalidade de planejar, orientar e monitorar as políticas e ações para a alfabetização de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos do Estado da Bahia.

Segundo o texto, são atribuições do comitê de Gestão do Programa Bahia Alfabetizada garantir a transversalidade das políticas públicas educacionais e fortalecer o regime de colaboração. Já o comitê de Monitoramento e Avaliação do Programa Bahia Alfabetizada tem a função de acompanhar a consecução dos objetivos do programa, identificar problemas e sugerir melhorias no âmbito da execução da política, dentre outras atribuições.

Fonte: Ascom/SEC


”Política para jovens vai desde a inclusão socioprodutiva ao enfrentamento do racismo”, destaca Nivaldo Millet no Dia Internacional da Juventude


”Política para jovens vai desde a inclusão socioprodutiva ao enfrentamento do racismo”, destaca Nivaldo Millet no Dia Internacional da Juventude
”Política para jovens vai desde a inclusão socioprodutiva ao enfrentamento do racismo”, destaca Nivaldo Millet no Dia Internacional da Juventude

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Nesta terça-feira (12), o Governo do Estado celebra o Dia Internacional da Juventude destacando ações voltadas à promoção de oportunidades para jovens baianos, por meio da Coordenação Geral de Políticas Públicas de Juventude (Cojuve), que é vinculada à Secretaria Relações Institucionais (Serin). A data é vista pelo Estado como momento de reflexão e de fortalecimento de políticas públicas que unem educação, cultura, economia e cidadania.

O coordenador-geral de Políticas para a Juventude, Nivaldo Millet, destaca que a atuação do governo ocorre de forma integrada, ampliando o acesso de jovens a diferentes áreas e combatendo desigualdades históricas.

“As demandas da juventude são muito variadas e, por si, os caminhos para essas demandas também não estão colocados numa Secretaria só. Então, a pauta da política para juventude é muito ampla: desde a inclusão socioprodutiva, ao enfrentamento do racismo, até políticas que incluem as mulheres nos espaços da ciência e da gestão”, afirmou.

Entre as iniciativas, o Estado enfatiza o Programa Bahia Alfabetizada, instituído pela Lei nº 25.668/2025, sancionada no último dia 7 de agosto. O programa estabelece um regime de colaboração entre o Estado e os 417 municípios baianos, com o objetivo de garantir alfabetização na idade adequada e combater o analfabetismo.

A estratégia inclui a elaboração de um plano de 10 semanas voltado para as secretarias municipais de educação, ações de melhoria das aprendizagens nos primeiros anos do ensino fundamental e recomposição de conteúdos para estudantes do 3º ao 5º ano. Também estão previstos repasses de recursos, distribuição de material didático, formação de profissionais e fortalecimento da cooperação entre Estado e municípios.

Para Nivaldo Millet, tais políticas reforçam o compromisso do governo com o presente e o futuro da juventude. “É um dos compromissos do nosso programa de governo, constituir uma coordenação ainda mais ampla, com capacidade técnica ampliada, que consiga dar conta dos desafios da juventude nesse tempo moderno”, ressaltou.

Entre as frentes de atuação destacadas, estão investimentos importantes na educação, como a construção e modernização de mais de 170 escolas, todas com nova infraestrutura, e a implementação de uma política de alimentação escolar reformulada, garantindo qualidade nutricional e contribuindo para a permanência dos estudantes nas salas de aula.

SouJuvs
O SouJuvs é um movimento de multilinguagens e programação com diversas atividades formativas e interativas, com o objetivo de fortalecer e ampliar a visibilidade de ações promovidas pelo governo baiano para a juventude. A iniciativa do Governo do Estado, por meio da Cojuve, promove uma série de apresentações artísticas e culturais em diversas regiões, destacando a diversidade cultural e a história da Bahia. Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Camaçari e Ilheus receberam o festival em 2024.

 


Cineclube ALB exibe documentário ‘O dia que durou 21 anos’, sobre a participação dos EUA no golpe militar do Brasil


Cineclube ALB exibe documentário ‘O dia que durou 21 anos’, sobre a participação dos EUA no golpe militar do Brasil
Cineclube ALB exibe documentário ‘O dia que durou 21 anos’, sobre a participação dos EUA no golpe militar do Brasil

A tentativa dos Estados Unidos de influenciar a política brasileira não é de hoje. Bem antes do tarifaço de Donald Trump, o Brasil já havia sofrido as consequências da interferência norte-americana. O mundo vivia a Guerra Fria quando os EUA decidem, em nome do combate ao comunismo, remover o presidente brasileiro João Goulart, o Jango, do seu cargo.

É sobre isso que o Cineclube ALB vai tratar em sua próxima sessão, no dia 20 de agosto (quarta-feira), quando será exibido o documentário ‘O dia que durou 21 anos’ (2012), de *Camilo Tavares*. O filme explora o papel que os EUA tiveram no golpe de 1964 e no regime militar que se estendeu por 21 anos, até 1985. Investiga, ainda, o papel do embaixador Lincoln Gordon, gerenciando um polpudo orçamento destinado a financiar estudos e disseminar propaganda para desestabilizar o governo do presidente João Goulart.

Parece familiar aos dias de hoje? 
Para responder essa e outras perguntas, e debater o assunto com o público, teremos como convidados o historiador e professor *Rafael Dantas* e o geólogo e professor *Arno Brichta*, ex-preso político. A mediação é dos Acadêmicos *Carlos Ribeiro* e *Décio Torres Cruz*, idealizadores e coordenadores do Cineclube. A realização acontece em cooperação com o Goethe-Institut Salvador.

Com apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) e da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), a Academia de Letras da Bahia (ALB) promove o Cineclube, com entrada gratuita.
O QUE: C​INECLUBE ALB – ​’O dia que durou 21 anos​’ (2012), de Camilo Tavares
Convidados: Rafael Dantas (historiador e professor); Arno Brichta (geólogo, professor e ex-preso político) 
QUANDO: 20 de agosto, quarta-feira, 16h 
ONDE: Auditório do Goethe-Institut Salvador​ – Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória 
​QUANTO: Gratuito

Fonte: Ascom/ALB