Missão técnica do Inema esclarece comunidades quilombolas sobre regularização ambiental no interior da Bahia


Missão técnica do Inema esclarece comunidades quilombolas sobre regularização ambiental no interior da Bahia
Missão técnica do Inema esclarece comunidades quilombolas sobre regularização ambiental no interior da Bahia

Foto: Ascom/Inema

Entre a última segunda-feira (25) e a próxima terça-feira (2), uma missão técnica do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estará percorrendo o interior da Bahia para realizar ações de esclarecimento junto a comunidades quilombolas. As localidades visitadas fazem parte do Edital Inema 001, que tem como foco, a Regularização Ambiental de povos e comunidades tradicionais quilombolas, contando com recursos do Fundo Amazônia, financiados pelo BNDES.

O principal objetivo da missão é sanar dúvidas sobre o Cadastramento Ambiental Rural (CAR/CEFIR), uma obrigação prevista no Código Florestal e no Decreto Estadual nº 15.180, que garante a proteção ambiental e a segurança jurídica para essas populações. A equipe é formada por profissionais especializados, incluindo Fabíola Cotrim, coordenadora de Fiscalização e gestora dos contratos de cadastro; João Carlos Souza Barros, especialista em geoprocessamento; e Dr. João Luiz Osório de Amorim, assessor jurídico da Diretoria de Regulação (DIRRE).

‘‘O CAR coletivo é uma ferramenta essencial que garante proteção ambiental e acesso a políticas públicas para as comunidades quilombolas. Nosso papel é garantir que elas tenham segurança jurídica e ambiental’’, destaca Fabíola Cotrim.

João Carlos explica o uso da tecnologia na iniciativa: ‘‘Utilizamos geoprocessamento para garantir que os cadastros reflitam com precisão o território das comunidades, fortalecendo a gestão ambiental e evitando conflitos sobre a terra.’’

O assessor jurídico da Diretoria de Regulação (DIRRE), Dr. João Luiz, reforça que o cadastramento não significa desapropriação. ‘‘Pelo contrário, o CAR coletivo reconhece e protege o território das comunidades, prevenindo a grilagem e promovendo segurança jurídica.’’

O governo estadual considera o CAR coletivo uma prioridade, pois ele amplia o acesso das comunidades tradicionais a políticas públicas, incluindo o financiamento da agricultura familiar, já que o cadastro está integrado ao sistema SICOR do Banco Central. No entanto, a missão enfrenta desafios para tirar dúvidas e combater boatos que associam o cadastro a riscos de desapropriação, o que tem causado resistência em algumas comunidades.

Além dos quilombolas, os encontros contam com a participação de representantes de prefeituras, câmaras municipais, associações de agricultores e técnicos locais. A missão deve percorrer mais de dois mil quilômetros em municípios como Piatã, Iraquara, Irecê, Lapão, Entre Rios, Valença, Taperoá e Jaguaripe.

Fonte: Ascom/Inema