
A deputada Fabíola Mansur (PSB) protocolou, na Assembleia Legislativa, uma moção de pesar pelo falecimento do desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra, ocorrido nesta terça-feira (24), em Salvador, aos 82 anos. No documento, a parlamentar destaca a trajetória do magistrado, que presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), deixando um legado de defesa da autonomia do Judiciário baiano.
Natural de Ipirá e formado pela Faculdade de Direito da Ufba em 1967, Carlos Alberto Dultra Cintra teve uma carreira marcada tanto no Ministério Público quanto na Magistratura. Ingressou no MP em 1969, atuando em comarcas como Ubatã, Catu e Salvador, até ser eleito procurador-geral de Justiça por dois mandatos (1991-1993). Sua gestão na presidência do TJ-BA (2002-2004) foi simbolizada pela transferência da sede da Corte para o Centro Administrativo da Bahia (CAB) e por sua atuação marcante na defesa da independência do Judiciário baiano.
Em seu texto, Fabíola Mansur recorda a convivência pessoal com o magistrado, a quem definiu como um homem “acima da média” e detentor de um senso de justiça admirável. “Tive a honra de conviver com o doutor Carlos Cintra por vários anos, ouvindo suas histórias e lições que guardarei com carinho. Perdemos um grande jurista e um ser humano especial”, afirmou a deputada.
A parlamentar também pontuou o lado humano e boêmio de Cintra, lembrando seu apreço pelos encontros no tradicional restaurante Porto do Moreira, no Centro de Salvador, local que era palco de conversas memoráveis e afetos.
Na moção de pesar, ela ressalta que o desembargador se aposentou em 2014, após quatro décadas de serviço público divididas entre o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Para a deputada, seu nome permanece inscrito na história recente do Estado como uma liderança natural que julgava com “firmeza, elegância e conhecimento”.
A parlamentar solicitou que a homenagem seja encaminhada à família do desembargador, em especial às filhas Alice e Larissa Cintra e à companheira Cristina, além do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Reportagem: Joana Garcia
Edição: Franciel Cruz







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