Tiroteio em Salvador termina com quatro suspeitos mortos

Foto: Divulgação Uma intensa troca de tiros entre policiais militares da Rondesp BTS e traficantes ligados ao Bonde do Maluco (BDM) resultou na morte de quatro suspeitos na tarde deste domingo (16), na localidade de Fonte do Capim, no bairro Fazenda Grande do Retiro, em Salvador. De acordo com informações da polícia, os criminosos tentaram … Leia Mais


Patinetes elétricos causam novo acidente em Salvador; veja

Um acidente envolvendo patinetes elétricos foi registrado nas proximidades do Morro do Cristo, no Farol da Barra, em Salvador. As imagens, divulgadas na noite do último domingo (16), mostram quatro veículos caídos na ciclovia e duas pessoas no chão. Uma delas, uma mulher, aparece se levantando com dificuldades, mancando e aparentando desorientação, enquanto é auxiliada … Leia Mais


Travessia Salvador-Mar Grande registra bom movimento devido ao retorno da Ilha

As lanchas da Travessia Salvador-Mar Grande operam das 5h às 19h30 – Foto: Reprodução. Nesta segunda-feira (17), a Travessia Salvador-Mar Grande está operando com oito embarcações em tráfego e boa movimentação nos terminais, com embarques a cada meia hora. O serviço foi iniciado às 5h e apresenta maior fluxo no Terminal de Vera Cruz, devido … Leia Mais



Teto de ‘Igreja de Ouro’ desaba em Salvador e turi…

Queda do teto da Igreja de São Francisco de Assis (Codesul/Divulgação) Continua após publicidade Uma mulher morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas após o desabamento do teto da Igreja de São Francisco de Assis, no Centro Histórico de Salvador, na tarde desta quarta-feira, 5, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. A vítima … Leia Mais


Ex-vereador Sandoval Guimarães morre aos 78 anos em Salvador


Sandoval era um quadro histórico do MDB soteropolitano e teve seu último mandato na legislatura 2009-2012 –

O ex-vereador Sandoval Guimarães, morreu nesta terça-feira, 12, aos 78 anos em Salvador. Político sofria de diabete crônica. O sepultamento deve ocorrer no Cemitério Jardim da Saudade.

Sandoval era um quadro histórico do MDB soteropolitano e ex-presidente do Galícia, teve seu último mandato na Câmara Municipal durante a legislatura 2009-2012. Ao todo, ele foi vereador por cinco mandatos.

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Perfil

Sandoval era natural da cidade de Andaraí, e passou a morar em Salvador aos 4 anos. Nascido no dia 15 de abril de 1946, ele recebeu o título de cidadão soteropolitano no final dos anos 1990. Médico de formação, ele era especialista em medicina desportiva.

Apaixonado por Salvador, ele fazia questão de exaltar a capital baiana em seus discursos na CMS e a considerava como a cidade mais linda do Brasil e uma das mais belas do mundo.

Em seu primeiro mandato, foi autor do projeto de irmandade entre Salvador e 51 municípios que compõem a região da Galícia, na Espanha. Em sua atuação legislativa, fez presidiu a Comissão Permanente de Orçamento, Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Salvador.

Ele defendia também o investimento em esporte como a grande solução para a educação de crianças e jovens, sobretudo os mais carentes. Para ele, além de promover a interação social, o esporte permite o desenvolvimento cognitivo do indivíduo.

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Asminas Conteúdo Digital assina produção de conteúdo da Itaipava no carnaval de Salvador


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Bruno Reis assina financiamento de US$125 milhões para implantação de Teleférico e investimentos em tecnologia e capacitação – Acorda Cidade


O prefeito de Salvador, Bruno Reis, assinou nesta sexta-feira (14), em Brasília, um contrato de financiamento de US$125 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) para a execução do Programa Salvador Inclusiva. Entre as ações do programa está a implantação do Teleférico do Subúrbio, meio de transporte urbano que vai conectar diversos bairros desta região da cidade ao metrô em Campinas de Pirajá.

Com a operação internacional de crédito, serão investidos pela Prefeitura mais de R$900 milhões nos próximos cinco anos, a começar por 2025. Além do teleférico, o Programa Salvador Inclusiva, aprovado pelo CAF, prevê a ampliação dos projetos de qualificação profissional, como Treinar Para Empregar, Salvador Tech, Salvador Criativa e Geração SSA, e ações no âmbito da Cidade Inteligente, como a implantação do Observatório Salvador (Centro de Controle Operacional) e do Hub de Inovação e Tecnologia, ambos no Subúrbio.

A solenidade de assinatura ocorreu na sede do CAF, em Brasília, com a presença também do secretário da Casa Civil, Luiz Carreira. Bruno Reis destacou que os recursos vão permitir avanços em diversas áreas. “Acabamos de assinar mais um financiamento junto ao CAF. Ao todo, serão R$900 milhões para investimentos em nossa cidade, na área de mobilidade, de transformação digital e de formação de mão de obra. Esses recursos vão permitir a gente implantar o primeiro teleférico de Salvador, na região do Subúrbio, para atender às pessoas mais pobres e mais carentes com o que há de mais moderno no mundo na área de transporte”, afirmou.

Do recurso captado, R$678 milhões serão investidos em melhorias de infraestrutura urbana e mobilidade, como o Teleférico do Manê Dendé; R$68,6 milhões serão destinados a ações de inclusão digital, inclusão social, e geração de empregos na capital baiana; e R$133,6 milhões para medidas de inovação urbana. O Programa Salvador Inclusiva será coordenado pela Casa Civil e executado pelos diversos órgãos e secretarias do município.

O prefeito lembrou que as obras do CCO e do Hub de Inovação e Tecnologia do Subúrbio já foram iniciadas e que a operação de crédito vai permitir ampliar a segunda fase do Treinar Para Empregar, que já capacitou mais de 60 mil pessoas em sua primeira etapa. “São 100 mil pessoas que iremos formar em nossa cidade para terem acesso ao mercado de trabalho. Veja como são importantes esses recursos para a gente poder acelerar o desenvolvimento de Salvador. Vamos seguir transformando a nossa cidade, fazendo dessa cidade a melhor cidade de todo o Brasil”, salientou o prefeito.

Teleférico – A principal medida de inclusão territorial será a implantação do Teleférico do Subúrbio. Será o primeiro meio de transporte deste tipo em Salvador, inspirado no sucesso do modal visto em outras cidades de relevo acidentado do planeta, como La Paz, Medellín, Bogotá e Barcelona. O projeto prevê um percurso de 4,3 km e quatro estações: Praia Grande, Mané Dendê, Pirajá e Campinas de Pirajá.

Bruno Reis frisou que o teleférico vai proporcionar um salto na qualidade do transporte público para o Subúrbio Ferroviário da capital baiana. “Vamos tirar as pessoas da parte de cima do Subúrbio, Rio Sena, Ilha Amarela, Alto da Terezinha, e conectá-las tanto ao metrô e, muito provavelmente, ao VLT, permitindo que as pessoas possam chegar e sair das suas casas com mais conforto, mais segurança e principalmente mais rapidez”, disse.

No total, serão instaladas 110 cabines, sustentadas por 27 torres, permitindo a conexão da Av. Suburbana e de bairros populosos – como Praia Grande, Periperi, Mirantes de Periperi, Rio Sena e Alto da Terezinha – com a BR-324, tendo como ponto final a Estação Campinas de Pirajá do Metrô de Salvador. O teleférico fará parte da rede municipal de mobilidade de Salvador, com integração aos demais modais da capital baiana.

A previsão é que o meio de transporte beneficie mais de 700 mil pessoas, com capacidade de transportar até 23 mil passageiros por dia. Segundo o projeto, o Teleférico do Subúrbio é uma solução inovadora de mobilidade, pois facilitará a vida da população, reduzindo o seu tempo de deslocamento, ao mesmo tempo que é mais sustentável.

Para Estefanía Laterza, representante do CAF no Brasil, este é um projeto inovador para Salvador e vai trazer inúmeros benefícios para a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador. “Algumas das riquezas deste projeto são a melhoria do acesso e mobilidade em uma área carente da cidade, reduzindo muito os tempos de viagem e conectando as pessoas ao metrô e outros sistemas com um modo de transporte elétrico e não poluente. Em resumo, é um projeto sustentável e inclusivo, que valoriza o Subúrbio Ferroviário e seus moradores e melhora o acesso a oportunidades, que será um marco para o município de Salvador”, avalia Estefanía Laterza.

Objetivos – O Programa Salvador Inclusiva deverá beneficiar diretamente mais de 900 mil pessoas. Na área de qualificação profissional, visa uma capacitação especializada para o mercado de inovação e empreendedorismo, projetando beneficiar cerca de 40 mil pessoas, priorizando segmentos de baixa renda, mulheres, jovens e população afrodescendente. Já na área de Cidade inteligente, prevê uma estratégia de transformação digital do município e a construção do Projeto Bairro Inteligente no Centro Histórico de Salvador.

O financiamento foi aprovado após um rigoroso processo de análise, incluindo validação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), Secretaria do Tesouro Nacional, Procuradoria da Fazenda Nacional e Senado Federal. A solidez fiscal e financeira de Salvador foi um fator essencial para a obtenção dos recursos, reforçando a capacidade da gestão municipal em atrair investimentos estratégicos.

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Orlando Morais reúne amigos em Salvador para almoço em torno de Gilberto Gil


O cantor e compositor Orlando Morais, marido de Glória Pires, recebeu convidados neste domingo, 16 de março, para almoço em torno da estreia da turnê Tempo Rei, de Gilberto Gil.

“Hoje tive o prazer de receber amigos queridos para comemorar o show lindo do meu compadre Gil, e da comadre Flora”, disse Orlando em postagem nas redes sociais.

O encontro aconteceu no apartamento de Orlando, no Chame-Chame, próximo ao Shopping Barra, e reuniu Flora, Gil e Margareth Menezes, entre outros.

Fátima Mendonça e Jaques Wagner também estiveram presentes e receberam cumprimentos pelo aniversário de 74 anos dele, também celebrado neste domingo (16).

Após abertura histórica em Salvador, saiba quando e onde serão os próximos shows da turnê de Gilberto Gil 

A turnê “Tempo Rei” teve sua estreia em Salvador com uma apresentação memorável na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, no último sábado (15). Aos 82 anos, Gilberto Gil subiu ao palco da cidade onde sua trajetória começou para dar início à sua derradeira grande turnê.

O show reuniu fãs e admiradores do icônico artista baiano, que celebrou sua carreira de mais de seis décadas ao lado da família.

“É uma despedida dos grandes espetáculos que venho fazendo há mais de 60 anos. Estarmos juntos aqui é um sentimento profundo de ter me dedicado a isso”, afirmou Gil durante a apresentação. No palco, ele dividiu a cena com os filhos Bem, Nara e José, além do neto João e da nora Mariá, que integram sua banda.

Após a estreia em Salvador, “Tempo Rei” segue por diversas cidades brasileiras, levando ao público um repertório que atravessa gerações e reafirma a genialidade do cantor, compositor e multi-instrumentista.

Confira as próximas datas e locais da turnê “Tempo Rei”:

Março:

  • 29/03 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena
  • 30/03 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena

Abril:

  • 05/04 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena
  • 06/04 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena
  • 11/04 – São Paulo – Allianz Parque
  • 12/04 – São Paulo – Allianz Parque
  • 25/04 – São Paulo – Allianz Parque
  • 26/04 – São Paulo – Allianz Parque

Maio:

  • 31/05 – Rio de Janeiro – Marina da Glória

Junho:

  • 01/06 – Rio de Janeiro – Marina da Glória
  • 07/06 – Brasília – Arena BRB Mané Garrincha
  • 14/06 – Belo Horizonte – Arena MRV

Julho:

  • 05/07 – Curitiba – Ligga Arena

Agosto:

  • 09/08 – Belém – Estádio Mangueirão

Setembro:

  • 06/09 – Porto Alegre – Beira Rio

Novembro:

  • 15/11 – Fortaleza – Centro de Formação Olímpica (CFO)
  • 22/11 – Recife – Classic Hall

 

 

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Ambev e Prefeitura acusadas de escravidão


A AMBEV E A PREFEITURA DE SALVADOR (BA) foram responsabilizadas por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) pela exploração de trabalho análogo ao de escravo de 303 vendedores ambulantes de bebidas durante o Carnaval da capital baiana neste ano. A empresa e a administração municipal foram notificadas nesta quarta-feira (12).

A fiscalização foi realizada por uma equipe no circuito Barra-Ondina entre os dias 19 de fevereiro e 4 de março, e coletou documentos, tomou depoimentos de vendedores e verificou condições de trabalho.

A empresa de bebidas, na avaliação da fiscalização, não foi apenas patrocinadora e fornecedora, mas era de fato empregadora dos vendedores, devendo arcar com salários e direitos. Eles não possuíam autonomia para realizar a atividade econômica por causa da forma desenhada pelo município e pela Ambev para a venda de bebidas, colocando-os “em situação de total subordinação”.

Já administração municipal foi corresponsabilizada pelo trabalho escravo por ter firmado contrato com a empresa de bebidas, cedendo-lhe exclusividade, e assumindo não só a seleção dos trabalhadores, mas também a fiscalização da execução da atividade. Mas isso teria ocorrido em benefício da empresa, pois esse microgerenciamento não atuou para impedir a submissão a condições degradantes.

Em nota, a empresa afirmou que “toda a comercialização de produtos durante o Carnaval na cidade é realizada por ambulantes autônomos credenciados diretamente pela Prefeitura, seguindo as regras estabelecidas em edital de patrocínio, e sem qualquer relação de trabalho ou prestação de serviços com a Ambev”.

Ainda segundo a nota, a empresa sustenta que está prestando esclarecimentos ao MTE, fornecendo toda a documentação solicitada. “Seguimos à disposição para colaborar com qualquer informação necessária. Nosso compromisso com os direitos humanos e fundamentais é inegociável e não aceitamos qualquer prática contrária a isso”, diz a nota.

A Prefeitura de Salvador informou que tem adotado nos últimos anos “diversas medidas para melhorar as condições de trabalho dos ambulantes durante as festas populares”. A gestão municipal disse ainda que “não foi autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em relação a esse assunto”. Veja a íntegra da nota ao final do texto.

Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública, 2,5 mil vendedores de bebidas foram selecionados a atuar no Carnaval. O governo federal configurou situação de trabalho escravo entre essas 303 pessoas em pontos de venda fixos. Avalia que o número poderia ser ainda maior, ou seja, o que foi constatado foi apenas um recorte do problema.

“Configurou-se o trabalho dos vendedores aqui listados como realizado em condições análogas às de escravizados, tendo como responsáveis por essa conduta as pessoas jurídicas notificadas: Ambev S.A. e Município de Salvador”, afirma o relatório. A prefeitura é comandada por Bruno Reis (União Brasil).

Nas últimas semanas, reportagens na imprensa trouxeram reclamações de denúncias quanto às péssimas condições desses trabalhadores.

‘Jornada de 14 a 20 horas por dia’

De acordo com a fiscalização, os vendedores foram submetidos a condições de trabalho que afrontavam os princípios da dignidade da pessoa humana. Para garantir pontos de venda, vendedores passaram a residir ao relento dias ou mesmo semanas antes das festas, sem infraestrutura para descanso, higiene ou segurança, expostos à violência urbana, intempéries e privação de sono e com jornadas exaustivas.

“A maioria dos vendedores entrevistados repousavam sobre pedaços de papelão encharcados pelas chuvas, ou em pedaços de espuma e colchões, sob lonas improvisando barracas ou barracas de camping sempre ao lado dos respectivos pontos de vendas”, diz o relatório de fiscalização.

As jornadas iam de 14 a 20 horas de trabalho por dia, sem intervalos para descanso e alimentação adequados. Não havia condições sanitárias e de higiene mínimas para realização das necessidades fisiológicas, além de ausência de fornecimento de água potável em quantidade suficiente e em condições higiênicas.

“Muitos relataram não conseguir adormecer, mesmo pela manhã, após o encerramento do movimento de foliões, fosse por receio de furtos e violência, fosse pelos barulhos de passantes e testes de sons em trios elétricos ou camarotes, pelo calor do sol pleno do dia ou pelas chuvas constantes no período da festa”, aponta o relatório.

“A gente faz o Carnaval acontecer e somos escravizados”, afirmou um dos ambulantes à fiscalização.

Trabalhadores vão receber seguro-desemprego

Os auditores fiscais avaliam que os vendedores de bebidas estão obrigados a cumprir regras laborais impostas por um empregador. “O contrato em questão, ainda que firmado entre poder municipal e Ambev, gera obrigações específicas a serem cumpridas pelos trabalhadores atuantes no comércio de rua, quanto aos meios de trabalho e objeto da execução dos seus serviços”, afirmam.

E avaliam que o trabalho dos vendedores faz parte da atividade econômica da empresa, não sendo apenas patrocínio ou apoio. Tampouco, segundo a fiscalização, são apenas revendedores, pois não exerceriam livre iniciativa de sua atividade, com preços e padrões determinados e fiscalizados.

“Sanções rígidas são impostas ante o descumprimento das regras, chegando à perda do direito de o trabalhador laborar no comércio de rua”, aponta o relatório.

Uma audiência foi convocada na manhã de 26 de março com os envolvidos. Por enquanto, os trabalhadores terão acesso a três parcelas do seguro-desemprego pago a vítimas de trabalho escravo.

Escravidão, do carnaval ao rock

Não é a primeira vez que a fiscalização encontra trabalho escravo entre trabalhadores de festas e eventos. Em um dos casos mais recentes, auditores fiscais do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no Rio de Janeiro e procuradores do Ministério Público do Trabalho da 1ª Região concluíram, em dezembro passado, operação que resultou no resgate de 14 pessoas na edição 2024 do Rock in Rio. A empresa organizadora foi diretamente responsabilizada, mas negou as acusações.

Parte dos trabalhadores eram levados a dobrar a jornada por dias seguidos na esperança de receber mais, chegando a trabalhar por 21 horas em um único turno e descansando por apenas três horas. Os fiscais do trabalho encontraram os 14 trabalhadores precariamente sobre papelões, sacos plásticos ou lonas, alguns com cobertores, demonstrando que havia um planejamento prévio para pernoitar no local. As vítimas atuavam como carregadores de grades, equipamentos, bebidas e estruturas metálicas, na montagem do festival e na limpeza de alguns espaços.

Em nota, a Rock World negou as acusações de trabalho escravo e disse que as autoridades “lançaram sérias acusações contra a Rock World, de maneira precipitada, desrespeitando o direito constitucional ao contraditório, ampla defesa e presunção de inocência, já que os fatos ainda estão sob o crivo de um processo administrativo recém iniciado”. Veja mais informações sobre o caso aqui.

O que é trabalho escravo contemporâneo

A Lei Áurea aboliu a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade.

Desde a década de 1940, a legislação brasileira prevê a punição a esse crime. A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).

Os mais de 65 mil trabalhadores resgatados estavam em fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, batatas, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produção de carvão para a siderurgia, na extração de caulim e de minérios, na construção civil, em oficinas de costura, em bordéis, entre outras atividades, como o trabalho doméstico.

No total, a pecuária bovina é a principal atividade econômica flagrada desde 1995. Números detalhados sobre as ações de combate ao trabalho escravo podem ser encontrados no Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil.


*Leia a íntegra dos posicionamentos enviados pela Ambev e pela Prefeitura de Salvador

Ambev

Em 2025, a Ambev foi patrocinadora do carnaval organizado pela Prefeitura de Salvador. Toda a comercialização de produtos durante o Carnaval na cidade é realizada por ambulantes autônomos credenciados diretamente pela Prefeitura, seguindo as regras estabelecidas em edital de patrocínio, e sem qualquer relação de trabalho ou prestação de serviços com a Ambev.

Assim que tomamos conhecimento da notificação, imediatamente prestamos esclarecimentos ao MTE, fornecendo toda a documentação solicitada. Seguimos à disposição para colaborar com qualquer informação necessária. Nosso compromisso com os direitos humanos e fundamentais é inegociável e não aceitamos qualquer prática contrária a isso.

Prefeitura de Salvador

A Prefeitura de Salvador informa que tem adotado ao longo dos últimos anos diversas medidas para melhorar as condições de trabalho dos ambulantes durante as festas populares da cidade, incluindo o Carnaval. A gestão municipal comunica ainda que não foi autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em relação a esse assunto.

Entre as ações relativas aos trabalhadores ambulantes realizadas pela gestão municipal no Carnaval, estão a isenção de todas as taxas anteriormente cobradas e o cadastramento 100% on-line, que acabou com as filas e trouxe mais transparência ao processo e conforto para os trabalhadores.

Também houve cursos de capacitação para os ambulantes, entrega de cestas básicas e kits de higiene, instalação de banheiros equipados com chuveiros e pontos para carregamento de celular e máquina de cobrança. Além disso, a Prefeitura acolhe durante o período do Carnaval os filhos de ambulantes cadastrados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para trabalhar na festa. O programa Salvador Acolhe tem capacidade para atender até 600 crianças e adolescentes e foi conhecido este ano pela ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.

Os avanços no ordenamento do comércio ambulante também foram reconhecidos pela população soteropolitana. Uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com a Ouvidoria Municipal, aponta que 96% das pessoas aprovam as ações da Prefeitura nessa área. O levantamento ouviu 5.892 pessoas.

Por entender o Carnaval como um período em que os trabalhadores ambulantes têm uma oportunidade para incrementar a renda ou até mesmo garantir seu sustento nos meses seguintes, a Prefeitura tem atuado continuamente para garantir a cada ano melhores condições para esta categoria. Mais de 4,3 mil ambulantes foram licenciados para o Carnaval, movimentando um contingente de mais de 20 mil pessoas envolvidas na comercialização de produtos nos circuitos.

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