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Etnoturismo Pataxó da Bahia é destaque na COP30

Etnoturismo Pataxó da Bahia é destaque na COP30 Foto: Divulgação/Ascom Setur-BA Com os olhares do mundo para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, que acontece em Belém (PA), o turismo sustentável desenvolvido na Bahia teve destaque entre as plenárias. Participantes do evento conheceram o trabalho do Instituto Pataxó de Etnoturismo, … Leia Mais


Roda de Conversa celebra os 35 anos do Bando de Teatro Olodum

Na véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) celebrou, na tarde desta terça-feira (19), no Auditório Jornalista Jorge Calmon, os 35 anos do Bando de Teatro Olodum. Gestores estaduais, representantes de entidades, diretores, atores e artistas da companhia de teatro participaram da homenagem, uma proposição da deputada Fabíola Mansur … Leia Mais



Secti e Sebrae entregam mapeamento que orienta avanço da inovação em Alagoinhas


Secti e Sebrae entregam mapeamento que orienta avanço da inovação em Alagoinhas
Secti e Sebrae entregam mapeamento que orienta avanço da inovação em Alagoinhas

Foto: Milena Monteiro/Ascom Secti

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) entregou, nesta terça-feira (18), o mapeamento do ecossistema de inovação de Alagoinhas, desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O estudo, que conta com investimento de R$ 4,5 milhões voltado ao fortalecimento do ambiente de negócios e ao estímulo à inovação no interior do estado, apresenta diagnósticos e estratégias para o desenvolvimento do setor no município.

O trabalho tem como objetivo fortalecer a governança territorial, estruturar ambientes inovadores e ampliar a articulação entre governo, universidades, empresas e sociedade civil. A metodologia aplicada foi a de Níveis de Maturidade dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), desenvolvida pelo Sebrae e utilizada em mais de 300 cidades brasileiras. Os próximos mapeamentos do convênio serão entregues em Camaçari, no dia 28 de novembro, e em Ilhéus, no dia 2 de dezembro.

Em Alagoinhas, o diagnóstico aponta nível de maturidade de 7,52, com potencial de crescimento acelerado. O mapeamento destaca três setores estratégicos para o desenvolvimento local: Tecnologias para o Agro, Alimentos e Florestal; Tecnologias para Recursos Naturais; e Automação e TI. Entre as propostas do Plano de Intervenção estão a criação de um Centro de Inovação Municipal, a ampliação do Espaço Colaborar, em parceria com o IF Baiano e a UNEB, a implementação de uma Lei Municipal de Inovação e Empreendedorismo e a realização de eventos anuais de tecnologia. O plano também prevê a formação de uma governança multissetorial.

O secretário da Secti, Marcius Gomes, ressaltou a importância da conclusão do mapeamento para o ecossistema da região. “Essa entrega reforça o compromisso do Estado em promover o desenvolvimento territorial a partir da ciência, tecnologia e inovação. Ao identificar vocações, desafios e oportunidades, fortalecemos a governança local e ampliamos a capacidade dos territórios de gerar novos negócios, soluções tecnológicas e empregos qualificados. Alagoinhas passa a contar com um instrumento estratégico para orientar decisões e acelerar o crescimento do seu ecossistema empreendedor e inovador”.

Para o prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, a entrega representa um passo essencial para fortalecer o desenvolvimento local. “O recebimento do mapeamento do ecossistema na nossa cidade foi um trabalho feito pela Secti e pelo Sebrae, que vem no sentido de nos auxiliar com informações, encaminhamentos e planejamento, para que a gente tenha um ambiente adequadamente preparado para se desenvolver, estimulado do ponto de vista da inovação, da tecnologia e de tudo aquilo que envolve o ambiente de negócios dentro desse contexto”.

Gerente adjunto de Projetos Especiais, Mercado e Internacionalização do Sebrae-BA, Rodrigo Licínio, também destacou o processo realizado até a concretização do mapeamento. “Fizemos todo um trabalho dentro de Alagoinhas para verificar quem são os atores-chave para esse processo. A gente tem instituições de ensino, de ciência e tecnologia, sociedade civil organizada, governo e empresas que fazem parte dessas quatro hélices que compõem o ecossistema de inovação”.

Lançamento da Feira Agropecuária de Sergipe, Alagoas e Bahia

Na ocasião, ocorreu também o lançamento da Feira Agropecuária de Sergipe, Alagoas e Bahia, que será realizada em março de 2026 pela Prefeitura de Alagoinhas e pelo Sindicato Rural de Inhambupe, em parceria com o Senar e o Sebrae. A feira reforça a posição estratégica de Alagoinhas no agronegócio regional e amplia a integração das cadeias produtivas entre Bahia, Alagoas e Sergipe.

Fonte: Ascom/Secti


Comissão de Educação promove audiência sobre a Marcha das Mulheres Negras



Às vésperas do Dia da Consciência Negra, mulheres negras de diversos movimentos e setores da sociedade baiana se reuniram em audiência pública, realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, para discutir e elaborar uma agenda de demandas e lutas a serem levadas à Marcha das Mulheres Negras que vai acontecer no dia 25 deste mês, em Brasília.

O evento, focado na perspectiva das políticas públicas de educação, cultura, ciência e tecnologia e dos serviços públicos, foi proposto e coordenado pela presidente do colegiado, deputada Olívia Santana (PC do B). A parlamentar ressaltou a importância de receber as mulheres negras baianas na Casa do Povo, para ouvir suas agendas, antes da marcha do segmento na capital brasileira levando, ao Congresso Nacional e ao presidente Lula, uma agenda de reivindicações. “É uma marcha por direitos, de vida digna contra os feminicídios, contra a morte dos nossos filhos nas favelas, nas periferias. Queremos uma política de vida, não uma política de chacina, de morte, de desemprego, de vida precária. Então, as mulheres negras vão dar o grito pela nossa liberdade plena”.

Durante a audiência, diversas questões foram colocadas, a exemplo dos problemas enfrentados pelas baianas de acarajé, com relação à aquisição do azeite de dendê, imprescindível na comida baiana, cuja produção na Bahia figura em menos de 2%, e o ingrediente tem que ser adquirido do Pará. Já Rita Santos, presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingaus, Receptivos e Similares (Abam), falou sobre a ocorrência de mortes das profissionais, provocadas pela exposição à fumaça despendida pelo azeite. “Nós estamos morrendo de câncer de pulmão, por conta do dendê que estamos utilizando, em mês de abril, perdemos cinco baianas”, lamentou.

Chefe de gabinete da Sepromi, Daniele Costa reconheceu a necessidade do momento de escuta das áreas em que o Estado precisa avançar, para fazer valer as demandas do maior segmento da população baiana. Sobre a violência que atinge a juventude negra, ela destacou o empenho do Governo da Bahia com a apresentação do Plano de Redução da Letalidade Policial, “que precisa ser mais debatido, para que saia do documento para a materialidade da ação da polícia nas periferias”, a meta de utilização das câmeras nas operações e o Comitê da Paz, cuja agenda objetiva a potencialização e fortalecimento da juventude negra.

CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA

Para Lucinha do MST, um dos maiores desafios a ser enfrentado pela população negra – especialmente pela mulher negra, que em geral é a chefe de família -, é o enfrentamento à grande concentração fundiária no país, que acaba empurrando as famílias para os piores lugares. Ela ressaltou os avanços conquistados nos assentamento, com o reconhecimento de áreas, mas lamentou a demora para a efetivação das políticas.

Um dos caminhos, segundo ela, é alterar a concentração da propriedade, “porque quem tem é quem não precisa dela” e ajudar o governo na elaboração das políticas públicas, “entendendo a nossas diversidades nos assentamentos, nas aldeias indígenas, nos quilombos, nos bairros periféricos, onde as realidades são diferentes. Nossa mobilização nos ajudará e apontará caminhos”.

Ednólia Mendes, comerciante da feira de São João Joaquim, enfermeira e estudante de Direito, falou sobre o tratamento dado ao segmento, com a falta de apoio e estrutura para trabalhar. “Uma categoria que tem uma história nesse nosso país, uma história de construção, uma história na economia, e até hoje é vista de forma muito desigual”, disse.

Na opinião de Ednólia, houve conquistas, mas poucas, “porque a gente precisa ter um olhar mais voltado para essas mulheres na questão da saúde, da qualidade de vida, do amparo aos seus filhos, porque, queira ou não, é uma categoria diferenciada. É uma mulher que, muitas vezes, faz trabalho braçal, sustenta a casa”, pontuou.

PROPOSTAS

Após as falas dos participantes, foram sistematizadas propostas que serão encaminhadas à Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Elas demandaram políticas de reflorestamento do dendê, para aumentar a produção do azeite na Bahia, material fundamental para a garantia da sobrevivência das baianas de acarajé e dos terreiros de candomblé e para a elaboração da comida típica baiana; a realização de pesquisa pela Fiocruz sobre a saúde das baianas de acarajé, sobretudo em relação ao impacto da fumaça do óleo queimado no surgimento de doenças respiratórias; a implantação urgentemente da Frente Parlamentar de Apoio ao ofício das Baianas de Acarajé na Assembleia Legislativa; efetiva política de titulação de terras quilombolas e de reforma urbana, com regularização fundiária e reurbanização nas favelas e comunidades nas cidades e no campo, preferencialmente sob a responsabilidade das mulheres chefes de família.

Elas também reivindicaram políticas de enfrentamento aos feminicídios, de educação para a igualdade de gênero e de amparo às crianças órfãs do feminicídio; a aprovação do projeto Ana Luiza de apoio às famílias das vítimas inocentes de operações policiais letais; políticas públicas de comunicação antirracista e de enfrentamento às desigualdades de gênero; de ampliação da representação das mulheres negras nos espaços de poder; pela aprovação da PEC 27, que prevê um fundo de 20 bilhões para investimento em projetos de enfrentamento ao racismo estrutural e promoção de melhores condições de vida para a população negra no Brasil; mais investimento na saúde das mulheres negras e na conscientização e reeducação antirracista dos profissionais de saúde; e a incorporação do Movimento de Mulheres Negras no Fórum Estadual de Educação, para acompanhar na elaboração do planos estadual e nacional de Educação.

A mesa dos trabalhos foi composta pela vereadora de Lauro de Freitas, Luciana Tavares; a presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingaus, Receptivos e Similares (Abam), Rita Santos; a socióloga, cientista política e chefe de gabinete da Sepromi, Daniele Costa; a ex-deputada Lucinha do MST; a vice-presidente estadual da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Andreia Almeida; a coordenadora do Movimento Negro Unificado na Bahia (MNU-BA), Samira Soares; a representante do Instituto das Mulheres Negras Luiza Mahin, Tatiane Anjos; a feirante da Feira de São Joaquim, Ednólia Mendes, a integrante do Quilombo do Engenho da Ponte, de Cachoeira, Maria Abade; e as representantes da Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet), Jeane e Michele Almeida.



Fonte


Campanha Sem Medo – Pelo Fim Violência Contra Meninas e Mulheres é lançada em Feira de Santana


Campanha Sem Medo - Pelo Fim Violência Contra Meninas e Mulheres é lançada em Feira de Santana
Campanha Sem Medo – Pelo Fim Violência Contra Meninas e Mulheres é lançada em Feira de Santana

Foto: Ane Novo/Ascom SPM

Com o objetivo de promover uma reflexão coletiva e engajamento social sobre o enfrentamento às múltiplas formas de violência de gênero, foi lançada a campanha Sem Medo – Pelo Fim Violência Contra Meninas e Mulheres, nesta quarta-feira (19), na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). A atividade, que integra a programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, foi promovida pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC).

A iniciativa contou com a participação de estudantes, professores, dos poderes públicos, dos movimentos feministas e de mulheres, dentre outras representações dos Territórios de Identidade do Portal do Sertão, Bacia do Jacuípe, Sisal e Litoral Norte e Agreste Baiano. Presente ao lançamento, a titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM), Neusa Cadore, falou sobre a importância desta mobilização pelo fim das violências de gênero.

“Estamos nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher e essa reflexão coletiva promovida pelo MOC, aqui na universidade, é simbólica e necessária. A violência de gênero é uma chaga social que exige o engajamento profundo dos poderes públicos e de todos os segmentos da nossa sociedade. Não podemos enfrentar a violência contra a mulher olhando apenas para o resultado da agressão. Devemos atuar na prevenção, desconstruindo preconceitos e desigualdades e promovendo a equidade de gênero em casa, na escola, na universidade, no trabalho e em todos os espaços de convivência”, afirmou a secretária.

Coordenadora do programa de gênero, geração e igualdade racial do MOC, Selma Glória, destacou as parcerias e a envolvimento dos territórios de identidade. “Essa campanha dos 21 Dias de Ativismo está sendo realizada junto com outras organizações parceiras, que é muito no sentido de a gente fortalecer essa luta nos territórios onde nós estamos mais inseridos. Então, a gente aproveita também o Novembro Negro para trazer mais a centralidade da violência cometida contra meninas e mulheres negras que estão em situação de maior vulnerabilidade, inclusive socioeconômica”, comentou.

Sobre os 21 Dias de Ativismo – A campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres acontece globalmente e no Brasil é desencadeada entre 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) e segue até 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos), envolvendo estas duas datas simbólicas, para enfatizar a vulnerabilidade das mulheres, sobretudo as negras, que sofrem mais violência de gênero e racismo estrutural.

A SPM lançou a programação, no último dia 13, Dia Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher no Estado da Bahia. Até dezembro, a SPM realizará ações que contribuem para o enfrentamento à violência de gênero, o racismo, a LGBTfobia e outras formas de opressão, com o objetivo de promover o respeito, a igualdade e os direitos das mulheres. Nesta quinta-feira (20), a SPM integrará a ação unificada com o movimento de mulheres, em Salvador, no Dia Nacional da Consciência Negra. No dia 25 acontecerá a Marcha das mulheres por reparação e bem viver, em Brasília, e no dia 27 será realizado o Encontro sobre masculinidades saudáveis para as relações de gênero e diversidade, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador.

A programação estadual está alinhada com a do Ministério das Mulheres (MM), na campanha de prevenção e o enfretamento à violência contra as mulheres nos transportes públicos e dos 20 anos do Disque 180. Nesta edição, a Campanha dos 21 Dias também apoia a campanha da ONU com o lema “UNA-se para Acabar com a Violência Digital contra Todas as Mulheres e Meninas”, reforçando o compromisso com a eliminação de todas as formas de violência de gênero.

Confira a programação completa:
No site da SPM: www.ba.gov.br/mulheres 
Nas redes sociais @spmba

Fonte: Ascom/SPM


Consciência Negra mobiliza rede estadual de ensino no Recôncavo Baiano


Consciência Negra mobiliza rede estadual de ensino no Recôncavo Baiano
Consciência Negra mobiliza rede estadual de ensino no Recôncavo Baiano

Foto: Agência de Notícias do CEC e NTE 21 Recôncavo

As escolas estaduais do Recôncavo Baiano realizam, ao longo de novembro, ações que reforçam a Consciência Negra e ampliam debates sobre identidade, cultura e ancestralidade. Mobilizadas pela Secretaria da Educação do Estado (SEC) e organizadas pelo Núcleo Territorial de Educação do Recôncavo (NTE 21), as atividades envolvem estudantes de diferentes faixas etárias em iniciativas que fortalecem o combate ao racismo e aproximam a comunidade escolar do tema.

No Colégio Estadual de Cachoeira (CEC), a mesa sobre Luiz Alberto Santos, natural de Maragogipe e um dos fundadores do Movimento Negro Unificado da Bahia, marcou a abertura do projeto Relíquias Negras do Recôncavo, na manhã desta quarta-feira (19). A coordenadora de Projetos Artísticos e Culturais da SEC, Djenane Santos, avaliou a ação. “Trazer a temática relíquias negras do Recôncavo é apresentar aos estudantes as personalidades que contribuíram com pautas essenciais para a luta antirracista. Ser filha de Luiz Alberto me fortalece enquanto mulher negra e reafirma meu compromisso com a promoção da igualdade racial”.

O CEC desenvolveu atividades como oficinas de poesia, rodas de conversa e ainda organiza um desfile marcado para 28 de novembro, encerrando a programação do Novembro Negro. A professora Jéssica Santana reforçou a relevância da iniciativa. “É importante trazermos essa memória, pensando nas pessoas que contribuíram e continuam presentes com seus legados para a nossa história”. A estudante Júlya Gomes, da 2ª série, também destacou o impacto das ações. “É importante entender que somos seres humanos e temos que ser respeitados independentemente de qualquer coisa”.

Protagonismo estudantil e valorização da ancestralidade

Em Maragogipe, no Centro Estadual de Educação Profissional do Vale do Paraguaçu – Comunidade Quilombola, estudantes integraram saberes tradicionais e ciência para discutir intolerância religiosa e racismo ambiental. Em São Félix, o Colégio Estadual Rômulo Galvão promoveu uma mostra dedicada ao legado das lavadeiras, com instalações artísticas e performances que resgataram memórias sobre trabalho e resistência.

No Distrito de Geolândia, em Cabeceiras do Paraguaçu, o Colégio Estadual Albérico Gomes Santana – Anexo 1 realizou a I Feira Preta, reunindo expressões culturais no Espaço Dona Milu. Em Governador Mangabeira, o Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Edgard Santos apresentou, também nesta quarta-feira (19), o projeto “Consciência Negra 2025 – Os Negros e as Negras na Produção do Conhecimento”. A diretora do NTE 21, Lilia Cristina Peixoto dos Santos, ressaltou os avanços. “O protagonismo estudantil fortalece ações que valorizam a cultura afro-brasileira e promovem igualdade. É gratificante perceber novas aprendizagens e uma consciência crítica que combate intolerância e discriminação”.

Fonte: Ascom/SEC
 


SEI divulga análise sobre desigualdade racial na Bahia no Mês da Consciência Negra


SEI divulga análise sobre desigualdade racial na Bahia no Mês da Consciência Negra
SEI divulga análise sobre desigualdade racial na Bahia no Mês da Consciência Negra

Foto: Joá Souza/GOVBA

Para marcar o Mês da Consciência Negra, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulga um panorama sobre a desigualdade racial no estado, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC/IBGE, 2024). O levantamento mostra que a Bahia é a segunda unidade federativa com maior proporção de população negra do país, com 80,7% dos baianos autodeclarados pretos ou pardos. E com 24,4% da população autodeclarada de cor preta em 2024, a Bahia se confirma como a unidade da Federação com o maior percentual de pretos do país.

A análise da SEI destaca contrastes marcantes em educação, trabalho, renda e acesso a oportunidades. Embora os negros representem 81,9% da força de trabalho baiana, são também maioria entre desempregados, desalentados e trabalhadores informais. A taxa de desocupação entre negros (11,1%) supera a dos brancos (9,5%), diferença que se acentua entre mulheres negras, cuja taxa chega a 14,6%. A renda também expõe o descompasso: em 2024, trabalhadores brancos ganharam, em média, 52,3% a mais que negros no estado. No recorte educacional, apenas 11,1% dos negros baianos tinham 16 anos ou mais de estudo, frente a 20,3% dos brancos. Segundo a SEI, os dados reforçam que, apesar de avanços, as desigualdades raciais permanecem estruturais e exigem políticas públicas contínuas para garantir equidade social e econômica na Bahia. Confira a análise a seguir.

Mês da Consciência Negra: aspectos da desigualdade racial na Bahia

Educação, trabalho e renda: sinais de um ambiente ainda hostil aos de pele negra na Bahia

Há avanços e transformações em curso, mas, sem dúvida, a componente cor ou raça em território brasileiro ainda se constitui em fonte de desigualdade, a qual se encontra espraiada – e, às vezes, camuflada – em diversas dimensões da vida social. A fim de melhor conhecer o cenário, aproveitando o mês da Consciência Negra, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), tendo por base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traçou um breve perfil da população negra na Bahia e fez uma análise de alguns indicadores que possam expor fragilidades sociais e econômicas relacionadas a questões de cor ou raça no estado no ano de 2024.

Do levantamento e análise desses indicadores, pode-se destacar o seguinte:
- Em 2024, o Brasil possuía 120,317 milhões de negros, indivíduos autodeclarados pretos ou pardos.
– A Bahia tinha 11,970 milhões de pessoas negras em 2024, aproximadamente 9,9% do total de negros do país – terceiro maior quantitativo entre as unidades federativas.
– A Bahia concentrava 16,0% de pretos e 8,5% de pardos do país em 2024 – segundo e terceiro maiores contingentes do território brasileiro respectivamente.
– Em 2024, da população baiana, 80,7% se autodeclaravam negros – estimativa maior do que as do Brasil (56,8%) e do Nordeste (74,4%) e a segunda maior entre as unidades federativas.
– Em 2024, a população baiana era formada por 56,3% de pardos, 24,4% de pretos, 18,0% de brancos e 1,3% de indígenas, amarelos e pessoas sem declaração de cor ou raça.
– A Bahia, com 24,4% da população autodeclarada de cor preta em 2024, se confirmou como a unidade da Federação com o maior percentual de pretos do país.
– No que tange à educação, em 2024, na Bahia, proporcionalmente mais brancos do que negros possuíam pelo menos 16 anos de estudo: 11,1% destes contra 20,3% daqueles – ou seja, uma diferença de 9,2 pontos percentuais em desfavor dos negros.
– O percentual de indivíduos sem instrução ou com até quatro anos de estudo foi maior entre os negros baianos (22,2%) do que entre os brancos baianos (20,4%) em 2024.
– Em 2024, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,8% para os negros e de 8,7% para os brancos na Bahia.
– Em 2024, na Bahia, apesar de representarem 81,9% da força de trabalho, 78,7% da população fora da força de trabalho e 82,1% da força de trabalho ampliada, os negros compunham 83,9% dos desocupados, 85,9% dos desalentados e 84,4% dos subutilizados – ou seja, há uma sobrerrepresentação da população negra no contexto de alguns indicadores em que quanto maior a estimativa, mais desfavorável a situação do grupamento.
– A taxa de desocupação foi de 11,1% para a população negra e de 9,5% para a branca na Bahia em 2024 – uma diferença de 1,6 ponto percentual em desfavor dos negros.
– A desocupação se mostrou ainda mais sintomática com o reforço da dimensão gênero: o desemprego atingiu 14,6% das mulheres negras na força de trabalho correspondente, percentual bem maior do que para brancas (8,6%), negros (8,4%) e brancos (10,3%).
– A informalidade, como esperado, afetou mais amplamente os trabalhadores negros do que os brancos no estado em 2024, com uma taxa de 48,0% para estes e de 52,7% para aqueles.
– Com a adição do recorte por gênero, na Bahia, os homens ocupados negros eram aqueles que se encontravam proporcionalmente mais na informalidade em 2024, com uma taxa de 55,2% – tendo sido de 54,2% para os ocupados brancos, 49,4% para as ocupadas negras e 40,2% para as ocupadas brancas.
– Entre as atividades informais, vale destacar, em 2024, o trabalho doméstico sem registro em carteira no estado era composto por nada menos do que 82,1% de mulheres negras.
– O desalento atingiu mais intensamente os negros do que os brancos na Bahia em 2024: o percentual de desalentados entre aqueles fora da força de trabalho foi de 11,8% para a população negra e de 7,0% para a população branca.
– No que se refere ao desalento, a desagregação adicional por gênero indicou a continuidade da assimetria por raça ou cor no ano analisado, já que foi maior para negros (11,7%) do que para brancos (7,9%) e foi maior para negras (11,9%) do que para brancas (6,4%) no estado.
– O rendimento médio mensal do trabalho principal se mostrou maior para os brancos do que para os negros em 2024 na Bahia: enquanto os trabalhadores da raça negra receberam R$ 1.910 em média, os da cor branca auferiram R$ 2.909 – ou seja, o rendimento médio mensal das pessoas brancas ocupadas foi 52,3% maior do que o da população de ocupados pretos e pardos.
– O recorte adicional por gênero permitiu continuar averiguando a existência de desigualdade por raça ou cor quanto ao rendimento do trabalho em 2024 no território baiano: i) enquanto os homens brancos receberam, em média, R$ 3.052, os homens negros ganharam R$ 2.019 – ou seja, a remuneração média daqueles foi 51,1% maior do que a destes; e ii) enquanto as mulheres brancas ganharam, em média, R$ 2.726, as mulheres negras auferiram apenas R$ 1.756 – ou seja, a remuneração média daquelas foi 55,2% maior do que a destas.

*Informações da Coordenação de Pesquisas Sociais (Copes/Dipeq/SEI).

 

Fonte: Ascom/SEI