Hassan saúda população de Ubatã pelos 72 anos de emancipação

Relembrando a história de Ubatã e a luta de seu povo ao longo dos anos pela independência, o deputado Hassan (PP), defensor do municipalismo, apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) uma moção de aplausos em homenagem ao município, que nesta sexta-feira (26) celebra 72 anos de emancipação política. “Através da líder política Simeia Queiroz, … Leia Mais




Dr. Diego Castro propõe política de climatização para escolas estaduais

Com o objetivo de garantir conforto térmico, acústico e ambiental nas unidades da rede pública estadual de ensino, o deputado Dr. Diego Castro (PL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um projeto de lei que institui a Política Estadual de Climatização das Escolas Públicas Estaduais. A proposta prevê a instalação de sistemas de climatização … Leia Mais



Caruru de São Cosme e São Damião completa um ano de reconhecimento como patrimônio imaterial da Bahia


Caruru de São Cosme e São Damião completa um ano de reconhecimento como patrimônio imaterial da Bahia
Caruru de São Cosme e São Damião completa um ano de reconhecimento como patrimônio imaterial da Bahia

Foto: Fernando Barbosa/Ascom IPAC

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão vinculado a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-Ba), celebra o primeiro ano de registro do caruru de São Cosme e São Damião como patrimônio cultural imaterial do estado. O reconhecimento, em setembro de 2024, foi resultado de um processo de pesquisa e escuta junto às comunidades, que mantêm viva a tradição, garantindo visibilidade e proteção para um dos ritos mais importantes da cultura baiana.

Preparado com quiabo, camarão seco, cebola, castanha, amendoim e azeite de dendê, o caruru todos os anos, no mês de setembro, renova a tradição em famílias, terreiros e comunidades que realizam a festa em devoção a São Cosme e São Damião, associados aos Ibejis nas religiões de matriz africana.

O rito envolve a preparação da comida, a organização da mesa, as rezas e cantos, a partilha coletiva e a presença das crianças conhecidas como os “sete meninos”, que são servidas antes dos adultos. Esse gesto simboliza o cuidado e a ligação direta do caruru com a infância, já que os santos gêmeos são lembrados como protetores das crianças.

Matrizes culturais

A origem do caruru está ligada a diferentes matrizes culturais. O nome vem do tupi caá-riru, que significa “erva de comer”, lembrando que, em versões mais antigas, eram utilizadas folhas como bredo e taioba no preparo. Com a presença africana, especialmente de povos oriundos do Golfo do Benim, a receita incorporou o quiabo e o azeite de dendê, que se relacionam diretamente à cosmologia iorubá. Na tradição, o quiabo é também a base do amalá, comida oferecida a Xangô e aos Ibejis. Esse encontro entre referências indígenas e africanas ajudou a consolidar o caruru como parte essencial da identidade cultural da Bahia.

Relatos históricos do século XIX mostram que o caruru já era realizado tanto em casas particulares quanto em espaços comunitários em Salvador e no Recôncavo. Em muitos lugares, o costume envolvia a realização de grandes festas com vizinhos, música, samba, rezas e distribuição de doces. Essa dimensão coletiva segue presente até hoje, reforçando o papel do caruru como espaço de convivência, fé e fortalecimento de laços comunitários. Além de sua importância nas religiões de matriz africana, a tradição se espalhou também para contextos familiares e populares, alcançando até aldeias indígenas que incorporaram a celebração aos seus próprios rituais.

Apesar da sua força cultural, o caruru também enfrentou dificuldades ao longo do tempo. Durante muitos anos, práticas ligadas às religiões afro-brasileiras sofreram perseguição e tentativas de apagamento, o que atingiu também a realização do caruru. Mais recentemente, manifestações de intolerância religiosa continuam a ameaçar a tradição, muitas vezes associando os ritos a preconceitos ou demonizações. O reconhecimento como patrimônio imaterial surge como um instrumento de proteção frente a essas ameaças e uma forma de valorizar a importância histórica e cultural do caruru.

Ao registrar o caruru de São Cosme e Damião como patrimônio, o IPAC não reconhece apenas uma receita, mas todo um conjunto de práticas, saberes e modos de viver que atravessaram séculos. A patrimonialização permite a implementação de ações de salvaguarda que incluem documentação, apoio às comunidades detentoras, projetos educativos e incentivo à continuidade da tradição entre as novas gerações.

“O reconhecimento representa a valorização de uma tradição secular profundamente enraizada em nossa identidade. Ao ser registrado como patrimônio, asseguramos não apenas a originalidade desse banquete, mas também a riqueza de seu diálogo com o sincretismo religioso — uma das marcas mais expressivas da cultura baiana”, disse o diretor geral do IPAC, Marcelo Lemos.

Dossiê

Autor do dossiê que embasou o processo de reconhecimento do caruru como patrimônio cultural imaterial, o líder do Terreiro Lembá, Tata Ricardo, destaca o caráter histórico do registro. “O reconhecimento do tradicional caruru de Cosme e Damião como patrimônio imaterial do Estado é, antes de tudo, uma ação reparatória. Também é uma medida protetiva, de cuidado e salvaguarda, voltada a uma manifestação que não apenas expressa a fé de um povo, mas carrega um legado ancestral de resistência, afetividade, saberes e identidade. Trata-se de uma festa que une história, devoção e compromisso com a memória coletiva do povo baiano”, afirmou.

Ao sentar-se à mesa de um caruru, não se compartilha apenas comida, mas história, fé e identidade. Cada colherada de quiabo com dendê traz a memória de populações indígenas e africanas, que ajudaram a formar a Bahia. Cada festa realizada em setembro reafirma a continuidade de uma tradição que é, ao mesmo tempo, religiosa, social e cultural.

O reconhecimento do caruru como patrimônio imaterial assegura a preservação de uma tradição que vai além da culinária. Mais do que um prato, é um elo entre passado e presente, um gesto de partilha que alimenta o corpo e mantém viva a memória coletiva do povo baiano. “O caruru não apenas alimenta: ele guarda saberes, ancestralidade, resistência e afetividade. É uma manifestação que conecta gerações e reafirma o compromisso com a memória coletiva do nosso povo”, conclui Tata Ricardo.

Fonte: Ascom/IPAC


Radiovaldo homenageia Sindiquímica pelos 40 anos da “greve histórica”



O deputado Radiovaldo Costa (PT) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma moção de aplausos ao Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Químico, Petroquímico, Plásticos, Fertilizantes e Terminais Químicos do Estado da Bahia (Sindiquímica), em memória e reconhecimento pelos 40 anos da greve de 1985 no Polo Petroquímico de Camaçari, “e da relevante contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras para a continuidade desta luta”.

No documento, ele aponta a greve como uma das “mais significativas da história do movimento sindical brasileiro”, lembrando que a paralisação suspendeu, por 16 dias, as atividades do maior complexo industrial de seu gênero no país.

“Essa greve representou um marco na resistência contra o autoritarismo herdado do regime militar, transcendendo as reivindicações econômicas para afirmar a luta pela dignidade operária, pelo direito à representação sindical legítima e por melhores condições de trabalho”, destacou o deputado.

Radiovaldo defendeu o “direito à memória” ao resgatar a trajetória dos grevistas que, segundo ele, enfrentaram com coragem “a violenta repressão policial”, as demissões em massa e a inclusão em listas negras que impediram a recontratação no setor, “resultando em graves prejuízos materiais e violação da dignidade dos trabalhadores”.

Ainda assim, afirmou, o movimento manteve-se “com firmeza e coesão em sua luta, demonstrando um exemplo de coragem, organização e solidariedade de classe, forjando uma identidade coletiva que redefiniu as relações de trabalho no Polo e inspirou gerações futuras”.

O parlamentar lembrou ainda que, após décadas de batalha judicial, a maioria dos trabalhadores foi reconhecida como anistiada política, com reparações econômicas e trabalhistas, “graças à atuação incansável da Comissão de Anistiantes do Sindiquímica e à resistência do movimento”.



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Sesab promove Caminhada de Incentivo à Doação de Órgãos em Salvador, neste domingo (28)


Sesab promove Caminhada de Incentivo à Doação de Órgãos em Salvador, neste domingo (28)
Sesab promove Caminhada de Incentivo à Doação de Órgãos em Salvador, neste domingo (28)

Foto: Divulgação/ Ascom Sesab

Como parte da programação da Campanha Setembro Verde, Salvador sedia, neste domingo (28), a Caminhada de Incentivo à Doação de Órgãos, a partir das 9h, no Dique do Tororó. O evento é organizado pela Associação Renal Salvador, com apoio da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset).

A iniciativa tem como objetivo sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e ampliar o debate em torno do tema.

Números

De janeiro a julho deste ano, a Bahia registrou 130 doações de múltiplos órgãos e 696 de córneas, possibilitando a realização de 42 transplantes hepáticos, 201 renais, dois cardíacos, 80 de medula, um ósseo e 479 de córneas.

Por outro lado, ainda aguardam na fila de espera 56 pessoas para transplante de fígado, 2.123 para transplante renal, uma para transplante cardíaco e 1.640 para transplante de córnea.

De acordo com o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, Eraldo Moura, um dos principais desafios enfrentados na Bahia é a taxa de recusa familiar à doação de órgãos, que chega a 61%, índice acima da média nacional. “Precisamos trabalhar para garantir uma maior aceitação entre as famílias. Transplantes salvam vidas”, afirma.

O médico explica que a lista de espera segue critérios técnicos, como tipagem sanguínea, compatibilidade genética, peso, altura e gravidade específica de cada órgão. Pacientes em estado crítico têm prioridade e, em casos de empate, a ordem cronológica do cadastro define a fila.

Entre os eventos que determinam prioridade estão: a impossibilidade total de acesso à diálise, para doentes renais; a insuficiência hepática aguda grave, para pacientes do fígado; a necessidade de assistência circulatória, para cardiopatas; e a rejeição de órgãos recentemente transplantados. A lista é única para pacientes do SUS e da rede privada.

Fonte: Ascom/Sesab


Novo complexo industrial inaugurado em Feira de Santana reúne quase R$ 60 milhões em investimentos


Novo complexo industrial inaugurado em Feira de Santana reúne quase R$ 60 milhões em investimentos
Novo complexo industrial inaugurado em Feira de Santana reúne quase R$ 60 milhões em investimentos

Um novo complexo industrial e logístico foi inaugurado em Feira de Santana, nesta sexta-feira (26). O Grupo Soprema, líder mundial em soluções de impermeabilização, investiu aproximadamente R$ 60 milhões no empreendimento, instalado no Centro Industrial do Subaé (CIS). O novo complexo concentra 11 galpões, que variam de 800 a 1.200 m², e abriga três unidades industriais: Pulvitec, Rockfibras e Denver, além de um centro de distribuição. O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, representou o governador Jerônimo Rodrigues ao lado do prefeito José Ronaldo de Carvalho, na cerimônia que contou também com a presença de dirigentes nacionais e internacionais da empresa, além de secretários municipais e autoridades locais. 

Durante o evento, Angelo Almeida destacou a importância da chegada da nova unidade para o fortalecimento do setor industrial em Feira de Santana e para a geração de emprego e renda na região. “Nosso papel à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado é evitar gargalos, construir ecossistemas, ambientes de diálogo e de celeridade, porque o investidor não quer esperar, ele quer resultado. E quanto mais resultado ele tem, mais emprego ele gera.”

O secretário ainda afirmou que, com a instalação da unidade fabril da Rockfibras, responsável por produzir isolantes térmicos e acústicos de lã de rocha, Feira de Santana passa a verticalizar a cadeia da construção civil. “Já temos a fábrica da Placo Saint-Gobain, que produz drywall, e agora temos o Grupo Soprema produzindo o isolante térmico das placas de gesso acartonado.”

CEO da Soprema Brasil, Sérgio Guerra explicou que o adesivo para soldagem de tubo de PVC, totalmente fabricado em São Paulo, terá toda a sua produção centralizada na unidade de Feira de Santana, passando a abastecer o mercado do Norte, Nordeste e Sul do Brasil. “Onde a gente vê uma tubulação de água, em alguma parte do corpo, tem um adesivo que faz aquela soldagem, e esse adesivo sai daqui da Pulvitec. É o principal adesivo utilizado, principalmente no mercado do Norte e Nordeste, o que nos enche de orgulho”, disse.

O vice-presidente da Soprema para a América do Sul e Sul da Europa, Paul Oliveira, ressaltou a importância estratégica da cidade para o crescimento da companhia. “Nós estamos aqui por duas razões. A Bahia e, particularmente, Feira, é uma região estratégica e podemos potencializar não só a distribuição, mas também a produção, e ambas trazem muitos empregos. A outra razão é mais emocional. Encontramos aqui pessoas muito comprometidas, que faziam, com poucos recursos, um excelente trabalho e já apresentavam bons resultados.”
Grupo Soprema

Segundo a direção da empresa, a expectativa é transformar a Bahia em uma base estratégica para atender todo o Nordeste e o Norte do Brasil, com planos de ampliar as linhas de produção nos próximos anos. Com a expansão, o grupo estima alcançar até R$ 160 milhões em investimentos no estado, incluindo a instalação futura de novas empresas do conglomerado.

Fundada em 1908, na França, a Soprema está presente em todos os continentes, com 73 unidades produtivas e cerca de 9 mil colaboradores. No Brasil, a empresa atua desde 2012, oferecendo soluções em impermeabilizantes, isolantes térmicos e acústicos, além de produtos para coberturas e fachadas.
Fonte: Ascom/SDE


Luciano Simões propõe trator para comunidade de Sebastião Laranjeiras



O deputado Luciano Simões Filho (UB) protocolou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues sugerindo a adoção de medidas, junto aos órgãos competentes, para a aquisição de um trator agrícola destinado à associação comunitária do povoado Fazenda Nova, no município de Sebastião Laranjeiras.

Segundo o parlamentar, o objetivo é promover melhorias significativas na produção dos associados que têm na agricultura familiar sua principal fonte de sustento. “Acreditamos que a inclusão desse equipamento será fundamental para aumentar a eficiência nas atividades agrícolas, facilitar o manejo das culturas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos agricultores locais”, afirmou.

Ainda de acordo com Simões Filho, o acesso a um trator permitirá otimizar a preparação do solo, o plantio, a colheita e o transporte da produção agrícola.



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