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Museus do IPAC e Praça das Artes celebram o Novembro Negro com exposições, espetáculos e ações educativas


Museus do IPAC e Praça das Artes celebram o Novembro Negro com exposições, espetáculos e ações educativas
Museus do IPAC e Praça das Artes celebram o Novembro Negro com exposições, espetáculos e ações educativas

Foto: Divulgação

Durante todo o mês de novembro, os museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBa), sediam uma ampla programação em celebração ao Novembro Negro. As atividades destacam a força da cultura afro-brasileira e africana, com exposições, apresentações artísticas, oficinas e ações educativas que reafirmam a importância da consciência negra e da valorização das identidades negras na arte, história e na educação.

No Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), a programação tem início em 8 de novembro com a abertura da exposição “Ecos através do Atlântico”, da artista beninense Olufemi Hinson Yovo. A mostra, iniciativa da Pivô Artes Visuais, integra o Festival Nosso Futuro, parte da Temporada França-Brasil 2025. O espaço também recebe, no dia 14, a ocupação “Erê Dudu – Crianças Pretas”, do coletivo Arterua, e, no dia 19, a exposição individual de Zéh Palito, intitulada “Do pranto o oceano, e nadamos no amor”.

No Museu de Arte da Bahia (MAB) os destaques são a abertura da exposição Arte Africana (19/11) e o ciclo Leituras do Mundo – Traço Negro, que apresenta uma década de pesquisa sobre arte negra no Recôncavo. A programação inclui,ainda, o espetáculo Amarelo Ouro Mi Maió, da Cia da Mata (20 e 21/11), e uma vivência em dança afro no dia 29, reforçando o protagonismo da arte negra em diferentes linguagens.

Já o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) celebra o mês com uma programa diversa que une exposições e apresentações artísticas. Entre os destaques estão “Orixás”, de Josafá Neves (14/11), e a mostra de Alberto Pitta (28/11), artistas cujas obras dialogam com a espiritualidade e a ancestralidade afro-baiana. O museu também abre o projeto Encontro de Mestres, com a obra de Walter Smetak no Espaço Rubem Valentim (12/11). A agenda inclui, ainda, apresentações de dança afro com o grupo Outras Danças (29 e 30/11) e shows na Praça Letieres Leite, como o Jam no MAM – Edição Samba Jazz (8/11) e Canto da Sereiona, com Rachel Reis (22/11).

No interior, o Parque Histórico Castro Alves (PHCA), em Cabaceiras do Paraguaçu, promove atividades educativas durante todo o mês, com visitas mediadas, a Exposição Antirracista e o projeto Ocupação Recôncavo Antirracista, que reúne estudantes para refletir sobre identidade e igualdade racial. A biblioteca do parque também destaca livros infantis que valorizam a identidade negra e realiza a contação da história O Pequeno Príncipe Negro.
Encerrando a programação, a Praça das Artes recebe dia 20 de novembro, o evento Afrologia, com apresentações de grupos como Oganizada, Conexão Negra, Ijexá da Bahia, Swing do Fora e Caboquinho em homenagem ao Dia da Consciência Negra.
Confira abaixo a programação do Novembro Negro:

Museus do IPAC e Praça das Artes
MAC_Bahia – Museu de Arte Contemporânea da Bahia
08/11 – Abertura da exposição “Ecos através do Atlântico”, da artista Olufemi Hinson Yovo (Benin, África Ocidental).
Galeria 4 (Casarão)
Parceria: PIVÔ Artes Visuais.
14/11 – Abertura da ocupação “Erê Dudu – Crianças Pretas”, do Coletivo Arterua (Edital Programa de Residências e Ocupações Artísticas nos Museus do IPAC – 2024).
Sala Multiuso.
19/11, às 17h – Abertura da exposição individual “Do pranto o oceano, e nadamos no amor”, de Zéh Palito.
Galeria Anexo
Parceria: Galeria Simões de Assis.

Exposições em cartaz (até 23/11):
Corpo-Cidadão – Coletivo Acervo MAC_Bahia

Tudo que Gira – Retrospectiva do artista Caetano Dias

Hálito e Fumaça – Site specific do artista Cipriano
Exposição em cartaz até domingo (09/11):
Coleção_FRAC no MAC_Bahia (Temporada França-Brasil)

MAB – Museu de Arte da Bahia
19/11, às 15h – Leituras do Mundo – Traço Negro: uma década de pesquisa entre o visível e o invisível na arte negra do Recôncavo Baiano.
Biblioteca
19/11, às 18h – Abertura da exposição Arte Africana.
Sala Udo Knoff
20/11, às 18h – Espetáculo Amarelo Ouro Mi Maió, com a Cia da Mata.
Auditório
21/11, às 19h – Espetáculo Amarelo Ouro Mi Maió, com a Cia da Mata.
Auditório
29/11, às 14h – Vivência em Dança Afro, com a Cia da Mata.
Jardim do MAB
Exposições em cartaz (terça a domingo, das 10h às 18h):
Carybé e o Povo da Bahia
Fatumbi (Temporada França-Brasil)
60+1 – Vila, um teatro em construção
Desperta, Ferro, de José Ignácio
O Caminho de Volta – Andarilhos, de Hilda Salomão

MAM-BA – Museu de Arte Moderna da Bahia
12/11, às 18h – Abertura da exposição Walter Smetak.
📍 Sala Rubem Valentim
14/11, às 18h – Abertura da exposição Orixás, de Josafá Neves.
Até 16/11 – Exposição O Avesso do Tempo (Temporada França-Brasil).
28/11, às 18h – Abertura da exposição Alberto Pitta.
08/11, às 18h – Jam no MAM – Edição Samba Jazz.
Ingressos: Ingresse
12/11, às 16h – Exibição do documentário “Orí Vivências”, direção de Carla Almeida.
Cine Sala de Arte – MAM
14/11 – Encerramento da residência artística Malezinho.
22/11, às 18h – Show Canto da Sereiona, com Rachel Reis.
Ingressos: Sympla
29 e 30/11 – Apresentação de Dança Afro, com o grupo Outras Danças.
Horário a confirmar.

PHCA – Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu)
Durante todo o mês de novembro
Terça a domingo, das 9h às 17h
Visitas mediadas ao museu, jardins, fonte, nascentes e trilhas ecológicas.

Exposição Antirracista – Apresenta resultados das oficinas do projeto Ocupação Recôncavo Antirracista.
Sala Multimídia Dr. Copelo
(Substitui a exposição “Sertões de Hansen Bahia” durante o mês de novembro)

Exposição Uma Casa Sertaneja – Jardins do PHCA

Biblioteca do PHCA – Destaque para livros infantis que valorizam a identidade negra.

Parque de Histórias – Contação da história O Pequeno Príncipe Negro.

Oficina de Abayomi – Durante todo o mês.

Ocupação Recôncavo Antirracista – Todas as quintas-feiras, às 15h (turmas fechadas desde setembro de 2025).

Praça das Artes
20/11, às 14h – Afrologia
Apresentações de Oganizada, Conexão Negra, Ijexá da Bahia, Luís, Swing do Fora e Cabocquinho, em homenagem ao Dia da Consciência Negra.

Fonte: Ascom/IPAC


ALBA homenageia Eleonora Lisboa Mascia nesta sexta-feira



Assembleia Legislativa da Bahia concede, nesta sexta-feira (7), o Título de Cidadã Baiana à arquiteta e urbanista Eleonora Lisboa Mascia. A cerimônia, iniciativa da deputada Maria del Carmen (PT) que teve seu projeto de resolução aprovado pela Casa Legislativa, começa a partir das 10h, no Plenário Orlando Spinola do Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães.

Segundo a parlamentar, Eleonora é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especializada em Recuperação de Áreas Degradadas pela Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC/BA), mestra em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Atualmente, ocupa o cargo de gerente Nacional de Habitação de Interesse Social na Caixa Econômica Federal.

Del Carmen salienta que a homenageada tem “uma trajetória marcada pela defesa da moradia digna e da habitação de interesse social, contribuindo com políticas públicas e com o fortalecimento do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, aqui na Bahia”. A petista afirma que a concessão da cidadania baiana é “uma justa homenagem a quem dedica sua carreira à construção de cidades mais justas e inclusivas”.



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Programação do Pelourinho traz atração internacional, samba de terreiro e encontro de etnomusicologia


Programação do Pelourinho traz atração internacional, samba de terreiro e encontro de etnomusicologia
Programação do Pelourinho traz atração internacional, samba de terreiro e encontro de etnomusicologia

Ilustração: Ascom/Secult-BA

A agenda do Pelourinho começa nesta quinta-feira (06) com o Festival Nosso Futuro, no Largo Quincas Berro D’Água, a partir das 19h. A noite terá dois shows gratuitos: da harpista e cantora senegalesa Senny Camara, que une canto, percussão e a harpa africana kora, e da artista baiana Márcia Short, em uma celebração das conexões musicais entre África e Bahia.

Na sexta (07), o Largo Tereza Batista será palco do projeto Salceruh, com Rafa Dias, Salamanka e Zamba, às 18h. Os ingressos custam R$ 30 e podem ser adquiridos no Sympla. Às 19h, o Largo Pedro Archanjo abre espaço para o Slam Insubmisso – Especial Marcha das Mulheres Negras 2025, enquanto o Quincas Berro D’Água apresenta Nei Leone e Banda Trote. O grupo Irmãos no Couro encerra o fim de semana com samba de terreiro, no sábado (08.11), às 19h, no Largo Pedro Archanjo.

A programação segue na segunda-feira (10) com o XII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Etnomusicologia (ENABET), às 19h, no Largo Quincas Berro D’Água, reunindo Mãos no Couro, Wontanara e Levante Negro. O Largo Tereza Batista também terá aulões gratuitos de Dança de Salão, às segundas e quartas (18h30 às 20h), e de Zumba, terças e quintas (7h às 8h).


Legislativo concede Comenda 2 de Julho para Edione Oliveira



A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) entregou, em uma concorrida sessão especial, na tarde desta quinta-feira (6), a Comenda 2 de Julho à prefeita de Jaguaquara, Edione Oliveira. O Plenário Orlando Spínola, ocupado por diversos prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças políticas da região do Vale do Jequiriçá, foi tomado por uma forte emoção com a outorga da honraria proposta pelo deputado Hassan (PP), que presidiu a solenidade ladeado de autoridades civis, militares e religiosas.

A presença da família também marcou a celebração. Participaram da solenidade a mãe da homenageada, Izabel Araújo Oliveira; seus filhos, Marta Martinelli e Murilo Agostinone; seu genro Giuzeppe Martinelli; sua nora Danielle Agostinone; e suas netas Valentina, Giovanna e Malú. A gestora, a todo tempo atenta aos movimentos das três netas no espaço, não escondeu a emoção com a interpretação de uma delas, Valentina, para a canção “Se não fosse Deus” (Samuel Sabinno/Fábio Paixão), no momento em que recebia a honraria, ao lado dos outros familiares e membros da mesa de honra. Para Hassan, a música resume muito bem a trajetória da homenageada, lembrando como a prefeita enfrentou, no ano de 2021, “com garra, fé e determinação”, a situação de calamidade e emergência por causa de fortes chuvas na região.

“No início de sua gestão, Edione enfrentou inúmeros obstáculos, inclusive se deparou com uma das maiores enchentes que já afetou o município de Jaguaquara. Ali vimos sua força, sua garra e acima de tudo seu amor pelo povo. Ali o povo também viu que os votos de confiança e esperança não seriam em vão, pois juntos viveriam, verdadeiramente, um novo tempo e uma nova história. Mas, com sabedoria, visão estratégica e empenho, superou os desafios, transformando dificuldades em oportunidades de crescimento e inovação”, relatou o proponente.

Para o parlamentar, a atuação de Edione – “primeira mulher eleita e reeleita prefeita de Jaguaquara” – vem contribuindo para o fortalecimento e o desenvolvimento regional, além de inspirar outras mulheres a se envolver na política, contribuindo para a quebra de barreiras históricas e culturais, que limitam a participação feminina. “Edione, você abre portas e inspira uma nova geração de mulheres a acreditar que a política também é lugar de mulher, pois o lugar da mulher sempre será onde ela quiser, e que também é possível fazer o bem com muito amor ao próximo”, afirmou Hassan.
“A Comenda 2 de julho não é um ponto final. É um reforço, um chamado para seguirmos trabalhando com mais afinco, com mais sensibilidade e com mais coragem. Vamos transformar reconhecimento em novos projetos, em mais inclusão, em mais educação, em saúde e em políticas que alcancem os quatro cantos da nossa cidade”, discursou a prefeita, ratificando que recebia a distinção – “que simboliza lutas, conquistas e a história do nosso povo baiano” – com emoção, gratidão e sentimento de responsabilidade.

“Ser gestora, para mim, sempre foi e sempre será sinônimo de serviço, de escuta e de ação concreta para melhorar a vida de quem menos tem”, afirmou a gestora, ao dedicar a honraria às famílias do município em situação de vulnerabilidade: “É por elas que eu acordo todos os dias. É por elas que cobramos programas, buscamos parcerias, apresentamos projetos e percorremos estradas”. Ela citou, entre outros, o compromisso que assumiu, desde o início de sua gestão, com a comunidade quilombola Erclídio Pereira, levando políticas públicas e ações que buscam qualidade de vida e cidadania.

A outorga da Comenda 2 de Julho na Assembleia repercutirá em sessão especial, na Câmara de Vereadores de Jaguaquara, dia 13/11, quando a homenageada receberá os cumprimentos da população. Ao anunciar o evento, Hassan brincou que, “certamente, será feriado local”, registrando que Edione “é instrumento de Deus para transformar a vida das pessoas de Jaguaquara, levando dignidade, esperança e desenvolvimento social”, e que a marca de sua gestão é “o olhar humano, o cuidado com cada pessoa, a presença constante, o gesto acolhedor”.

O governador Jerônimo Rodrigues enviou vídeo, transmitido durante a sessão, parabenizando a prefeita e o Legislativo baiano. O gestor foi representado na Mesa de Honra pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, que elogiou o modo de a prefeita governar priorizando “quem mais precisa”. Também fizeram uso da palavra – exaltando sua trajetória política, exemplo de liderança e determinação – o deputado federal Jorge Solla (PT); o prefeito de Jequié, Zé Cocá, representando o presidente da UPB, Wilson Cardoso; a juíza Andréa Padilha, da Comarca de Jaguaquara; o vice-prefeito de Jaguaquara, Nei Cabeludo; e o presidente da Câmara de Vereadores de Jaguaquara, Nildo Piropo.

A mesa do evento contou também com as presenças do frei Giovanni Messias, pároco da Paróquia Maria Auxiliadora de Jaguaquara; do procurador adjunto do município de Jaguaquara, Dr. Renato Aragão; do tenente-coronel PM Fábio Oliveira; e do pastor Wellington, diretor do Colégio Batista Taylor Egídio.



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“Quando uso o meu cocar indígena, não o utilizo como enfeite, mas como símbolo da minha origem”, diz Jerônimo Rodrigues ao anunciar investimentos para os povos originários


“Quando uso o meu cocar indígena, não o utilizo como enfeite, mas como símbolo da minha origem”, diz Jerônimo Rodrigues ao anunciar investimentos para os povos originários
“Quando uso o meu cocar indígena, não o utilizo como enfeite, mas como símbolo da minha origem”, diz Jerônimo Rodrigues ao anunciar investimentos para os povos originários

Foto: Matheus Landim/GOVBA

Presente na 7ª edição do Acampamento Terra Livre Bahia 2025 (ATL-BA), evento promovido pelo Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), o governador Jerônimo Rodrigues reafirmou, nesta quinta-feira (6), na área verde da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, o compromisso com a valorização dos povos originários. Educação, habitação, saúde, cultura, infraestrutura, abastecimento de água e desenvolvimento rural foram as áreas contempladas com assinaturas de convênios e autorizações de licitação.

Com o tema “Clima e Território: duas lutas, um direito”, o encontro – apoiado pelo Governo do Estado – teve início no último domingo (2), reunindo mais de 2 mil indígenas de 55 municípios do território baiano. O evento foi encerrado pelo governador. “Quando uso o meu cocar indígena, não o utilizo como enfeite, mas como símbolo da minha origem. Hoje anunciamos um conjunto de investimentos que garantirá às comunidades indígenas o que lhes é de direito”, afirmou o chefe do Executivo baiano.

Jerônimo comentou também sobre a expectativas de novas políticas públicas para os povos indígenas. “Aqui também tratamos de um tema fundamental: a demarcação dos territórios. Espero que o presidente Lula construa um ambiente favorável na COP 30, para que possamos alcançar a paz no campo”, finalizou o governador.

Emocionado, o coordenador-geral do Mupoiba, Agnaldo Pataxó-Hã-Hã-Hãe, agradeceu o cuidado e apoio do Governo do Estado. “Esse é um sinal de que estamos no tempo certo, fazendo os nossos pedidos serem atendidos através da mobilização e clamando à sociedade para nos ajudar e a lutar por nossas terras, garantindo assim, os nossos direitos.”

Políticas públicas para a população indígena
Para a educação, Jerônimo Rodrigues autorizou a publicação do edital de licitação para construção de quatro unidades escolares de tempo integral nas aldeias indígenas Pequi e Dois Irmãos, em Prado; Caramuru Paraguaçu, em Pau Brasil; e Guaxuma, em Porto Seguro; além disso, anunciou a convocação de 41 professores da educação indígena do Processo Seletivo Reda 03/2025, para atuação em 28 unidades escolares indígenas nos municípios de Ibotirama, Ilheus, Prado, Curacá, Banzaê, Euclides da Cunha, Gloria e Rodelas.

Aos 21 anos, o jovem indígena Ismael Monte Jesus da Silva, da aldeia indígena Kiriri ficou animado com as iniciativas propostas pela gestão estadual para a valorização do ensino. “Estamos buscando o nosso desenvolvimento como indígenas e tenho certeza de que esses anúncios vão melhorar cada vez mais a vida da nossa população. É uma grande oportunidade para construirmos o nosso futuro”, afirmou.

Para a valorização da cultura indígena, serão construídos oito centros culturais nos municípios de Alcobaça, Curaçá, Glória, Itajú do Colônia, Paulo Afonso, Rodelas, Santa Cruz Cabrália e Uruçuca.

Uma parceria entre o Ministério das Cidades (MCID) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vai possibilitar a construção de 98 unidades habitacionais indígenas nas aldeias Renascer, em Alcobaça; Patiburi, em Belmonte; e Patioba, em Itapebi, integrado ao programa Minha Casa Minha Vida Rural. O valor estimado do investimento é de R$ 9 milhões.

A CAR também viabilizará o chamamento público para contratação de organizações produtivas (associações e cooperativas), visando a implantação de projetos de agregação de valor em comunidades indígenas, no âmbito do projeto Bahia que Produz e Alimenta. Também foi autorizada a ampliação do recurso de alimentos indígenas, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal e a doação da área da estação experimental de Utinga.  

Para a saúde, a novidade é a construção de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) nas aldeias Brejo do Burgo e Baixa do Chico, no município de Glória. Uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

Na infraestrutura, foram celebrados convênios com o município para a pavimentação em paralelepípedo em Euclides da Cunha, aldeia Massacará do povo Kaimbe; em Itaju do Colônia, visando a requalificação de várias ruas no bairro indígena Parque dos Rios, aldeia Baheta.

Para promover o abastecimento de água nas comunidades indígenas, foi autorizada a publicação do edital de licitação para implantação de sistemas em 45 aldeias indígenas dos municípios de Alcobaça, Banzaê, Euclides da Cunha, Ilhéus, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália.

A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães, celebrou as conquistas ao lado de representantes da comunidade indígena. “Na história da Bahia, nunca tivemos um volume de investimentos tão grande como esse. Esse momento se configura como um novo ciclo de políticas públicas na Bahia”, enfatizou.

Saúde Mais Perto

Durante o ATL-BA 2025, a população indígena contou com atendimento de saúde, através da Feira Saúde Mais Perto, que contou com aplicação de R$ 700 mil em investimentos. Foram ofertados serviços de odontologia, preventivo, mamografias, orientação sobre a saúde da mulher, métodos contraceptivos, consultas e exames em geral, vacinação e testagem para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).  

Selma Tupinambá, 61, da aldeia do Castigo, de Ribeirão do Largo, aproveitou a oportunidade para colocar os exames em dia, após cinco anos sem conseguir fazer um checkup. “O Governo do Estado está trazendo a nossa dignidade de volta. Aqui consegui fazer exame de sangue, preventivo, mamografia. Estou me sentindo cuidada por essa ação”, disse.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA