Luciano Ribeiro é eleito vice-presidente da CCJ da Assembleia por unanimidade

O deputado Luciano Ribeiro (UB) foi eleito, na manhã desta terça-feira (24), vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O parlamentar recebeu sete votos, sendo escolhido por unanimidade pelos colegas do colegiado. O posto de vice-presidente estava vago após o falecimento do deputado Alan Sanches (UB), em janeiro deste … Leia Mais


Comissão de Infraestrutura vai discutir a retirada de Ilhéus da rota de cruzeiros

A Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, nesta terça-feira (24), na primeira reunião ordinária após o recesso parlamentar, a realização de uma reunião com entes públicos e privados para tratar do anúncio da retirada de Ilhéus da rota de cruzeiros marítimos nas temporadas de 2026 e 2027. … Leia Mais


Luciano Simões Filho solicita tratores para associações rurais do interior

O deputado Luciano Simões Filho (UB) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), indicações para que o governo do Estado providencie, junto aos órgãos competentes, a aquisição de tratores e respectivos implementos agrícolas para associações de produtores rurais nos municípios de Ribeira do Pombal e Morpará. Os documentos são endereçados ao governador Jerônimo Rodrigues. Os … Leia Mais


Antonio Henrique Júnior pede expansão do Condução Decente para o oeste baiano

O deputado Antonio Henrique Júnior (PP) protocolou indicação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), solicitando ao governador Jerônimo Rodrigues a inclusão dos municípios da região oeste nas próximas etapas de execução e expansão do Projeto Condução Decente. A iniciativa prevê oferecer cursos de especialização e atualização para mototaxistas e motofretistas em 75 municípios do estado entre 2025 … Leia Mais


Mesa Diretora traça as diretrizes para 2026

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) se reuniu na manhã desta terça-feira (24) para traçar as diretrizes dos trabalhos legislativos de 2026. No primeiro encontro do ano, os dirigentes da Casa decidiram manter o ritmo de votações às terças-feiras e reforçaram o compromisso de ampliar os debates nas comissões setoriais. Além dos … Leia Mais


Olívia Santana saúda os 70 anos do Colégio Estadual Manoel Devoto



Em um gesto que une reconhecimento institucional e memória pessoal, a deputada Olívia Santana (PC do B) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma moção de aplausos em homenagem aos 70 anos de fundação do Colégio Estadual Manoel Devoto. Localizada no coração do Rio Vermelho, segundo a parlamentar, a instituição é um pilar da educação pública baiana.

Para a deputada, a homenagem vai além do protocolo legislativo. Ex-aluna da unidade, Olívia Santana destaca o colégio como o solo onde brotaram seus próprios sonhos e liderança. “Celebrar os 70 anos do Manoel Devoto é celebrar vidas transformadas pela escola pública. É reconhecer corredores que guardam memórias e salas de aula onde nasceram projetos de futuro”, pontuou a deputada no documento.

O texto protocolado na ALBA enfatiza que, ao longo de sete décadas, a instituição não se limitou ao ensino formal, mas consolidou-se na formação de cidadãos críticos e comprometidos com o desenvolvimento social do estado.

A moção também destaca os investimentos recentes do Governo do Estado da Bahia. A requalificação estrutural da unidade foi citada como um passo fundamental para garantir dignidade para a comunidade escolar; inovação pedagógica e melhores condições de aprendizagem; e revitalização de um patrimônio educacional de Salvador.

O documento oficial solicita que o reconhecimento seja estendido a todos os que fazem o cotidiano da escola: direção, representada pelo diretor Luciano Eloy, professores, servidores, estudantes e ex-alunos.

A moção, protocolada neste mês de fevereiro, reafirma o Colégio Manoel Devoto como uma “semente plantada no desenvolvimento social da Bahia”, simbolizando a resistência e a eficácia do ensino público de qualidade.

Reportagem: Joana Garcia
Edição: Franciel Cruz



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Aniversário de Novo Triunfo é saudado por Marcinho Oliveira



O deputado Marcinho Oliveira (PRD) inseriu, na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), moções de congratulações pelo aniversário de emancipação política do município de Novo Triunfo. No documento protocolado na ALBA, ele contou que a região já foi habitada pelos índios cariacás e que o povoado de Triunfo foi elevado a município em 24 de fevereiro de 1989, desmembrado de Antas. Os destaques da economia são agricultura, pecuária e comércio.

Segundo Marcinho Oliveira, a principal a festa da cidade é a do padroeiro São Sebastião. Ele afirmou ainda que o município mantém suas convenções culturais, que permanecem intactas até hoje, numa demonstração de que o “novo-triunfense não deixou de lado suas tradições e consegue perceber que inovações e tradições podem conviver”.

O autor da moção elogiou o povo de Novo Triunfo, “marcado por sua gente trabalhadora, que está ali no dia a dia buscando o sustento e o aumento da sua produção, fomentando a economia da região”. Marcinho também salientou que “expresso aqui minha solidariedade e registro, meu compromisso de continuar representando Novo Triunfo junto às autoridades estaduais e federais para conseguir os benefícios que possam promover o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de todos, gerando mais empregos e renda ao tempo em que venha a reduzir os principais problemas que mais os afetam”.

Por fim, o parlamentar pede que sua homenagem seja dada conhecimento ao prefeito Matheus Bob, para que ele, utilizando dos meios de comunicação, dê conhecimento à população novo-triunfense.

Reportagem: Ascom
Edição: Franciel



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Legislativo discute soluções para a crise na cadeia produtiva do cacau



A presidente da Assembleia Legislativa, deputada Ivana Bastos, promoveu uma ampla reunião, no início da tarde desta terça-feira (24), para discutir a crise do cacau no Sul da Bahia, cultura que há algumas décadas vem enfrentando muitos problemas para aumentar sua produção na região. Participaram do encontro parlamentares da Comissão de Agricultura da ALBA, os líderes da Bancada de Governo e da Oposição, secretários estaduais e dirigentes de órgãos ligados ao setor, além de pequenos e médios produtores e agricultores familiares que integram uma comissão setorial do cacau.

A chefe do Legislativo destacou a importância de receber, na Casa do Povo, o secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso, o secretário de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barroso, e produtores de cacau para debater as demandas dessa cultura, considerada fundamental para o desenvolvimento de dezenas de municípios da região. “Estamos colocando a Assembleia Legislativa inteiramente à disposição desse segmento, porque a Bahia precisa continuar estimulando a produção de cacau, gerando riqueza, mais empregos e melhorando a vida das pessoas. Nossa Casa está aberta para ser palco das discussões que promovam o ressurgimento dessa cultura, que tanto desenvolvimento trouxe em um passado recente para a economia baiana”, afirmou a presidente da ALBA.

Durante a reunião, dois temas centrais dominaram os pronunciamentos: o Projeto de Lei nº 1.769/2019, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, e a recente decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de determinar a suspensão imediata e temporária da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim. Essa medida foi considerada uma vitória para os produtores brasileiros contra a Instrução Normativa 125/2021, que flexibilizou as regras fitossanitárias e removeu a exigência de tratamento com brometo de metila para o cacau importado daquele país africano.

DETERMINAÇÃO

Presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro lembrou que a criação de uma comissão setorial foi uma determinação do governador Jerônimo Rodrigues, buscando eleger pontos estratégicos para a recuperação da lavoura cacaueira. Dentre eles, o dirigente elencou questões como importação de cacau, assistência técnica, cooperativismo, fundo de desenvolvimento para a cacauicultura baiana e a legislação para a composição do chocolate. “Essa agenda aqui no Parlamento se reveste de um caráter muito especial, porque os deputados estaduais e federais têm uma ligação umbilical com aquela região, sabem da importância do cacau e dos 69 mil estabelecimentos que plantam cacau. Estamos celebrando, pois a gente ganhou um reforço muito grande nessa agenda que tivemos com a presidente Ivana Bastos”, garantiu o dirigente.

O deputado federal Daniel Almeida (PC do B) também esteve presente na reunião. O parlamentar é o relator do Projeto de Lei nº 1.769/2019, de autoria da ex-senadora Lídice da Mata, atual deputada federal (PSB). O PL estabelece definições e características para os produtos derivados de cacau, percentual mínimo de cacau nos chocolates e disciplina a informação do percentual total de cacau nos rótulos desses produtos, nacionais e importados, comercializados em todo território nacional. “O projeto já passou no Senado e, sendo aprovado na Câmara dos Deputados em regime de urgência, vai para sanção. Chegará em boa hora, trazendo a sua contribuição nessa crise que está afetando fortemente a produção de cacau na Bahia”, declarou o comunista.

PARCERIA

Em breves pronunciamentos, os deputados parabenizaram o esforço do Poder Legislativo na mobilização da construção de soluções para os problemas da cultura do cacau. A vice-presidente da ALBA, deputada Fátima Nunes (PT), enalteceu a parceria entre a Casa Legislativa, o Governo do Estado e a Câmara dos Deputados, sugerindo o apoio, através de um documento, a todas as ações em benefício da lavoura cacaueira. Já o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Manuel Rocha (UB), reconheceu as boas ações governamentais, disse que a IN 125/2021 foi objeto de discussão no colegiado em 2025, e se colocou à disposição para debater, ainda este ano, sobre o Programa Cacau Mais.

O deputado Eduardo Salles (PP), que já foi secretário estadual da Agricultura, discorreu sobre a Lei 14.775/2024, projeto de sua autoria que instituiu a Política Estadual de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade, com o objetivo de estimular a produção, industrialização e comercialização do produto em categoria superior. O deputado Sandro Régis (UB) lamentou que os produtores da região não consigam fazer planejamento de suas atividades, assegurando que o grande desafio hoje é voltar a produzir.

De acordo com o deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da Maioria, as instituições bancárias, privadas e públicas, precisam voltar a oferecer linhas de crédito, com financiamento para os produtores. O deputado Tiago Correia (PSDB), líder da Minoria, ressaltou que a situação da lavoura é muito complexa, necessitando do apoio de todos para atacar essas frentes que acabam impactando toda a cadeia produtiva do cacau. Os deputados Hassan (PP) e Marcone Amaral (PSD) também marcaram presença na reunião, realizada no gabinete da presidência.


Reportagem: Nivaldo Costa
Edição: Franciel Cruz



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DIRETO DO PLENÁRIO



O horário do pequeno expediente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), desta terça-feira (24), foi estendido, por acordo entre os líderes, para contemplar a fala de todos os oradores inscritos. Antes do início da sessão, por questão de ordem solicitada pelo deputado Robinson Almeida (PT), o plenário fez um minuto de silêncio em memória do desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, que faleceu, pela manhã, aos 82 anos. Os trabalhos foram conduzidos inicialmente pelo primeiro-secretário da Mesa, deputado Samuel Júnior (Republicanos), e, posteriormente, pela presidente do Parlamento baiano, deputada Ivana Bastos.
Robinho (UB) fez um apelo para que o Executivo finalize o restante de 3 km de asfaltamento da rodovia estadual que conecta o município de Ibirapuã ao estado de Minas Gerais. Também foi de encontro à declaração do prefeito de Prado, Gilvan Produções, sobre a ausência de invasões de terra no município, afirmando que toda a região tem conflitos fundiários violentos.
Leandro de Jesus (PL) ratificou a fala do colega, citando casos de fazendeiros e produtores que estariam sendo ameaçados e expulsos de suas terras naquela região. Ele definiu a situação como “descaso” e “abandono” do governo estadual, descreveu que moradores estão “aterrorizados”, e disse que as invasões são feitas por “pessoas faccionadas se passando por indígenas”.
Robinson Almeida (PT) parabenizou o governador Jerônimo Rodrigues pela organização do Carnaval, que ele classificou como um dos melhores dos últimos anos, destacando a presença do presidente Lula. Na oportunidade, o parlamentar também elogiou a parceria firmada entre o Governo do Estado e a Índia para a produção de medicamentos contra o câncer.
Tiago Correia (PSDB) se somou aos colegas que relataram situações de violência e invasões de propriedades rurais, cobrando providências do Governo do Estado. O tucano ainda criticou o descarte, pelo Governo Federal, de R$ 108 milhões em vacinas, insumos e medicamentos no ano de 2025.
José de Arimateia (Republicanos) trouxe dados de abandono de animais no município de Feira de Santana, registrando que, somente neste ano, o número já está perto de três mil. O deputado lamentou os casos recentes de maus-tratos e assassinatos de animais, lembrando que fez uma indicação ao Governo do Estado para criação de uma delegacia especializada de proteção animal.
Olívia Santana (PC do B) se solidarizou com os movimentos indígenas da Bahia, que lutam pela demarcação de suas terras, denunciando ainda a criminalização que enfrentam no Extremo-Sul da Bahia. Também falou da expectativa sobre o julgamento do caso Marielle Franco, e fez um chamado para a Corrida Mulheres pela Vida, dia 8 de março, de Ondina ao Farol da Barra.
Zé Raimundo Fontes (PT) enalteceu a organização do Carnaval da Bahia, destacando “a maior festa de rua do planeta” como um importante motor para a cultura e economia baianas. Na oportunidade, o petista parabenizou o governador Jerônimo Rodrigues pela organização e investimentos e avaliou que as mudanças realizadas foram fundamentais para um melhor aproveitamento da festividade.
Hilton Coelho (PSOL) falou da expectativa sobre o julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle Franco, além de comemorar a decisão judicial que sustou a construção de dois prédios na Praia de Buracão, em Salvador, por risco de sombreamento e outros danos ambientais. Anunciou ainda pedido de audiência com o conselheiro Otto Filho, no TCE, para tratar sobre o Planserv.
Dr. Diego Castro (PL) se associou à preocupação dos colegas quanto aos conflitos fundiários no Extremo-Sul, cobrando uma ação efetiva do Estado contra, segundo ele, “falsos índios misturados ao crime organizado” que está promovendo invasões na região. O liberal também criticou a alimentação oferecida aos policiais civis e militares que atuaram no Carnaval de Salvador.
Marcinho Oliveira (PRD) exaltou o apoio do Governo do Estado para a realização do Carnaval, enfatizando que a festa impulsionou a economia não só de Salvador, mas nas 152 cidades do interior que contaram com seus respectivos festejos. Destacou os mais de 3,8 milhões de visitantes entre os dias de folia, recorde de turistas estrangeiros, a força da pipoca e a participação popular.
Rosemberg Pinto (PT) parabenizou a presidente Ivana Bastos pela reunião que discutiu apoio aos produtores de cacau, destacando que o Governo Federal já suspendeu as importações da amêndoa oriunda da Costa do Marfim. O petista solicitou equilíbrio dos seus pares nas discussões em plenário, queixando-se do uso de adjetivos, termos chulos e ataques pessoais na oratória de alguns.




Reportagem: Alexandre Melo/Thiago Vrigílio

Edição: Franciel Cruz 



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Adolfo Menezes reverenciou trajetória do magistrado



O Adolfo Menezes (PSD) ficou consternado com o falecimento do ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Carlos Alberto Dultra Cintra, magistrado de significativa relevância no Judiciário, especialmente após assumir, em 2001, o comando do TJBA, comando este que conservou até a sua aposentadoria em 2014. O ex-presidente do Tribunal de Justiça permaneceu cerca de duas décadas na magistratura e outras duas (anteriores) no Ministério Público Estadual.

O deputado Adolfo Menezes, que presidiu o Legislativo por dois mandatos consecutivos, apresentou uma moção de pesar em memória do magistrado à Secretaria Geral da Mesa da Assembleia, registrando a sua solidariedade para com familiares e amigos do desembargador Dultra Cintra. No documento, ele também traçou um breve perfil biográfico do ilustre magistrado, rogando a Deus que conforte a todos “nesse duro momento de separação conservando na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com Carlos Alberto Dultra Cintra os momentos felizes e memoráveis que esse convívio proporcionou”.

Para o deputado, o desembargador Dultra Cintra não foi apenas mais um, entre tantos, dos magistrados que vieram a presidir o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, pois ele marcou uma época em sua passagem pelo comando daquela Corte, não somente pelo legado de honradez que deixou, mas também por todo o tempo em que foi integrante da Casa de Justiça da Bahia. “Dultra Cintra era um homem extremamente gentil, de fala mansa”, prosseguiu o ex-presidente da Assembleia Legislativa, “mas também de natureza firme, decidido, como um bom sertanejo de Ipirá”.

Lembrou ainda que o magistrado era um leitor voraz de biografias diversas, de história e literatura – além dos cânones do Direito – a ponto de impressionar pela sua larga cultura acumulada. “Dultra Cintra foi um crítico contumaz da espetacularização da Operação Lava-Jato e defensor ferrenho do Supremo Tribunal Federal (STF) como guardião máximo da democracia”, frisou.

TRAJETÓRIA

Ao abordar a exitosa carreira de Dultra Cintra no Ministério Público da Bahia, depois na magistratura, o parlamentar ressaltou alguns momentos marcantes de sua trajetória, desde a sua terra natal, Ipirá, de onde saiu para estudar em Salvador e “fez história, sobretudo, durante o período em que respondeu pelos destinos do Tribunal, de 2002 a 2004. Restabeleceu a necessária independência do Poder Judiciário na Bahia, reforçando a sua imprescindível soberania, livrando-o de qualquer influência política”.

Lembrou que ele nasceu em 28 de abril de 1943, mudando aos 11 anos para Salvador, como aluno interno do colégio Maristas, sendo em seguida aluno do Colégio Central da Bahia – referência em ensino público na época. Obteve em 1967, o diploma de advogado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ingressando dois anos depois, por concurso público no Ministério Público da Bahia (MP-BA). No cargo de promotor de Justiça, inicialmente em Ubatã, depois Catu, Alagoinhas e Salvador.

Menos de duas décadas depois, prosseguiu o deputado Adolfo Menezes, “em 1985, assumiu o cargo de Procurador de Justiça. Dois anos depois, passou a compor o Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia. Foi nomeado procurador-geral de Justiça, em junho de 1991, após a primeira eleição direta para o cargo. Reelegendo-se em 1993 – numa trajetória invulgar”, completou.

Ano seguinte, continuou o parlamentar “a vida pública sem nódoa e com a competência já expressa nos elevados cargos ocupados em sua carreira, o guindou a outra área do Direito em que igualmente pontificou, ao assumir o posto de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, em vaga da classe do Ministério Público – integrando ainda o Conselho da Magistratura nos anos de 1994 e 1995, bem compondo a Primeira Câmara Cível, desde a assunção ao cargo, exercendo a Presidência em duas oportunidades”, frisou.

ÁPICE

Para o deputado Adolfo Menezes, o auge dessa vida dedicada ao Direito, à Bahia e aos baianos aconteceu em 2001 quando foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia para o biênio 2002/2004, em disputa contra o desembargador Amadiz Barreto, que era indicação do então governador Antônio Carlos Magalhães. Homem de temperamento firme, mas afeito ao diálogo e à conciliação, ele chegou a propor como nome de consenso do desembargador Eduardo Jorge Magalhães, irmão de ACM, o que evitaria uma disputada aberta e arestas no seio da Corte, mas este não aceitou. Dultra Cintra venceu por 18 a 10 dos votos, iniciando uma era nova no TJ que aos poucos mitigou a influência política no Tribunal. Ele se aposentou da Magistratura em 2014.

O ex-presidente da ALBA lembrou no documento que endereçou à Secretaria Geral da Assembleia, que “se orgulha de ter prestado ao então desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra de que a Assembleia Legislativa da Bahia tenha lhe prestado uma grande homenagem em 2013, concedendo-lhe a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira, pela sua dedicação à vida pública, à Justiça e à democracia”.

“Nesse instante de dor”, finalizou ele, “declaro o meu abraço solidário a toda a sua família, especialmente às suas filhas Alice e Larissa, assim como aos amigos e conterrâneos de sua querida Ipirá”.



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