
Texto: Fabiane Humildes e Mateus Soares / Secom PMS
Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS
Um mês após a instalação das boias de proteção no Porto da Barra, banhistas já percebem mudanças na rotina da praia. Implantada pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (Semar), a iniciativa delimita uma área exclusiva para banho, restringindo a circulação de embarcações motorizadas. Nesse período, a Guarda Civil Municipal (GCM) não registrou invasões de embarcações no espaço protegido.
O projeto-piloto, aprovado pela Marinha do Brasil, conta com boias amarelas que delimitam uma área de 90 metros a partir da faixa de areia. O investimento foi de R$ 450 mil, incluindo a aquisição dos equipamentos, o transporte, a instalação e a sinalização.
A titular da Semar, Duda Lomanto, avaliou positivamente o primeiro mês da iniciativa e destacou a receptividade de moradores e turistas. Segundo ela, a delimitação contribui para organizar a circulação de embarcações e reduzir os riscos de acidentes.
“Desde a implantação das boias, temos percebido uma excelente receptividade dos soteropolitanos e dos turistas, que compreenderam a importância da iniciativa e abraçaram a proposta. Os primeiros momentos após a instalação já demonstraram que a medida foi bem assimilada pela população e se apresenta como uma solução eficaz para organizar o uso do espaço marítimo, estabelecer uma separação mais segura entre banhistas e embarcações e, sobretudo, prevenir acidentes”, afirmou.
Frequentador do Porto da Barra, o operador de máquina Jairo Ferreira Lima, de 41 anos, morador de Marechal Rondon, aprovou a medida. Ele contou que já presenciou embarcações ocupando espaços utilizados pelos banhistas, inclusive quando estava acompanhado da filha.
“Eu achei bom, porque evita acidentes com embarcações. A gente está confortável, tomando banho, e de repente vem uma embarcação que nem sempre conseguimos perceber. Já vim aqui com minha filha várias vezes e presenciei embarcações maiores ocupando o espaço dos banhistas. Essa delimitação é uma segurança a mais”, relatou.
A irmã dele, Jaira Ferreira Lima, também de 41 anos, considerou que a delimitação proporciona mais tranquilidade e defendeu o reforço da fiscalização. “É muito legal, porque em muitas praias a presença de embarcações prejudica bastante. Às vezes, a gente tem até dificuldade de entrar na água. Agora, com essa delimitação, as embarcações ficam mais afastadas e o espaço é reservado para os banhistas, como deve ser. A praia é nosso refúgio, um lugar para relaxar, e a gente também merece aproveitar com segurança”, afirmou.
Visitando Salvador pela primeira vez, o turista italiano Emanuele Macinha, de 36 anos, também aprovou a iniciativa e destacou a importância de respeitar os limites estabelecidos.“Eu penso que essas boias são necessárias para garantir a segurança das pessoas, porque impedem que aconteçam acidentes com as embarcações que passam mais afastadas da praia. Além disso, é importante que quem entra no mar para tomar banho permaneça próximo à praia e não ultrapasse as boias, para a própria segurança”, disse.
Entre os comerciantes, a avaliação incluiu sugestões de melhorias. Proprietário da Barraca do Malhado há dez anos, Ueliton Júnior Barbosa, de 38 anos, reconheceu os benefícios para a segurança, mas acredita que o tamanho das boias interfere na paisagem.
“A opinião dos frequentadores é dividida. Alguns acham que as boias interferem na paisagem, enquanto outros consideram importantes para a segurança, já que antes muitas motos aquáticas chegavam muito perto da areia, oferecendo riscos aos banhistas. Para mim, a extensão está boa, mas o tamanho das boias poderia ser menor”, avaliou.
Fiscalização – Segundo o inspetor-geral da GCM, Marcelo Silva, o monitoramento da área ocorre 24 horas por dia, por meio de câmeras integradas ao trabalho da Capitania dos Portos. Até o momento, não houve flagrantes de invasão da área restrita, mas foi registrada uma ocorrência envolvendo uma moto aquática. “A ocorrência que foi verificada aconteceu quando um condutor de moto aquática atracou sua embarcação em uma das boias. O fato foi registrado e encaminhado para a Capitania dos Portos”, explicou.
Marcelo também anunciou reforço na fiscalização. “Percebemos que as boias já fazem parte da cultura local, com o banhista entendendo a importância do sistema de proteção. Estaremos, nos próximos dias, instalando novas câmeras, dotadas de maior tecnologia, para facilitar ainda mais a fiscalização no local”, disse.
Duda Lomanto ressaltou que, neste primeiro momento, a Prefeitura prioriza a orientação dos usuários do espaço marítimo. Em casos de descumprimento, a GCM aciona a Capitania dos Portos, responsável pelas providências cabíveis. A secretária também informou que a experiência poderá servir de referência para intervenções em outras praias da capital.
“Quanto à ampliação para outras praias, estamos atentos às necessidades de ordenamento e segurança do litoral de Salvador. A experiência do Porto da Barra é importante para avaliar resultados e identificar possibilidades de novas intervenções, sempre considerando as características de cada local e a necessidade de garantir uma convivência segura entre banhistas, pescadores e navegadores”, completou a secretária.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/boias-de-protecao-no-porto-da-barra/ .
Fonte: Prefeitura de Salvador







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