ALBA promove encontro sobre “Novas Perspectivas da Masculinidade”



A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), por meio do Departamento de Serviço Social,realizou
nesta segunda-feira (25) a palestra “Novas Perspectivas da Masculinidade”. O encontro foi conduzido pelo ativista social e idealizador do projeto Positivar Masculinidades, Tiago Azeviche.

Com foco no público masculino, especialmente jovens, o debate buscou desmistificar conceitos de machismo e patriarcado sob a ótica da comunicação não violenta. A atividade ocorreu em duas turmas, nos turnos matutino e vespertino na Escola do Legislativo, reunindo diferentes perfis para dialogar sobre as múltiplas faces das identidades masculinas.

A iniciativa integra o Programa de Acompanhamento Psicossocial dos Estagiários de Nível Médio (Pape), e embora o foco central sejam os estagiários, a relevância do tema permitiu a abertura para participação de todos os servidores da Casa do Povo, conforme explicou Chirlei Damasceno, uma das coordenadoras do programa. “O Pape promove entrevistas e encontros coletivos sobre temas fundamentais, como racismo, saúde mental e violência de gênero. Após discutirmos esse último tema com a Procuradoria da Mulher, entendemos que era essencial abordar as masculinidades com um especialista, estendendo esse convite a toda a ALBA”, ressaltou.

Durante apresentação, Tiago Azeviche enfatizou a importância de pautar o assunto ainda na juventude e dentro de um espaço de poder como o Legislativo. “Cada reflexão visa projetar nesse jovem o homem do futuro. Utilizo o conceito de Sankofa, símbolo africano que nos ensina a olhar para o passado para ressignificar o presente e construir o amanhã. O objetivo é justamente provocar indagações: qual o seu projeto de vida? Como você se relaciona hoje com as mulheres, com os filhos e consigo mesmo?”, pontuou o palestrante.

O ativista social também destacou a necessidade de oferecer um novo repertório emocional para os homens, visando romper ciclos de violência. “Repensar a masculinidade é buscar uma rota menos autodestrutiva. Precisamos falar sobre sentimentos, sobre o impacto do abuso de substâncias e sobre como construir uma caminhada de apoio mútuo. É dar a esses jovens e homens as ferramentas necessárias para que eles nomeiem o que sentem e façam escolhas mais saudáveis”, concluiu.

Reportagem: Thiago Virgílio 
Edição: Franciel  Cruz




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